terça-feira, 2 de março de 2010
Ez3kiel - Versus Tour (2004)
Se você prestar atenção na música que dá nome ao disco vai sentir a mistura entre as imagens e o som propostas pelo trio francês: cada nome que é cantado estimula uma reação no ouvinte, mesmo que seja algo distante de nossas realidades. O disco continua assim, ao vivo, fazendo uma bela cama para o final apoteótico e arrepiante com Requiem.
Ez3kiel - Versus Tour (2004)
1- Versus
2- How do you sleep
3- Phantom Land
4- Via Live
5- Handle
6- Barb4ry
7- Strange Days
8- Lac des Signes
9- 3 Rue Monplaisir
10- Sûrement
11- Jah´s Hardcore
12- Requiem
ouveaê!
segunda-feira, 1 de março de 2010
Miles Davis - In a Silent Way (1969)
A segunda-feira nublada, fria e garoenta em São Paulo pede um disco com esse clima melancólico e ao mesmo tempo etéreo. Em 1969 Miles Davis já tinha revolucionado o jazz mais de uma vez. Já havia ajudado a criar o Cool Jazz, o Jazz Modal, o Hard Bop e neste álbum cujo título diz tudo, ele começa o que talvez seja sua maior revolução: o Fusion.
1969 foi o ano de Woodstock, e Davis estava na época fascinado pela música de Jimi Hendrix. A influência de Hendrix seria mais sentida no disco seguinte, o também revolucionário Bitches Brew. Neste In a Silent Way, Miles se juntou com mais sete jovens músicos, se afastando do seu clássico quinteto que fez, entre outros, Kind of Blue.
Entre estes jovens músicos estavam os pianistas/tecladistas Herbie Hancock, Chick Correa e Joe Zawinul, o saxofonista Wayne Shorter e o guitarrista John McLaughlin. Das sessões gravados com esse octeto surgiu, através da parceria de Miles com o produtor Teo Macero, álbum. Os dois fizeram uma verdadeira alquimia de estúdio para gerar as duas longas sessões de improvisação quase telepática que geraram as duas faixas, um de cada lado do disco: Shhh/Peaceful e In a Silent Way/It's About That Time. É free-jazz, no sentido que se desprende quase totalmente da estrutura clássica do jazz, e é também o prenúncio do Fusion.
Se a música só faz sentido em contraste com o silêncio, esse disco silencioso é um dos sons mais transcendentes e etéreos (dá-lhe adjetivos chapados) já produzidos. Uma viagem que combina como poucas com o clima nublado.
Miles Davis - In a Silent Way (1969)
01 - Shhh/Peaceful
02 - In a Silent Way/It's About That Time
Ouveaê!
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Built to Spill - Keep it Like a Secret (1999)

My Bloody Valentine - Loveless (1991)
Iniciados oficialmente os ANOS 10, termina também oficialmente o período de nostalgia dos anos 80 e começamos a relembrar os NINETIES, que convenhamos, foram muito melhores, principalmente na música. Embora valorosas bandas como Pixies e Sonic Youth, entre outras, mantessem vivo o espírito do rock alternativo nos 80s, foi na década seguinte que o tal do INDIE ROCK explodiu, e 1991 foi 'the year that punk broke', onde foram lançados, por exemplo, o Nevermind, do Nirvana, Ten, do Pearl Jam, Bloodsugarsexmagik do Red Hot Chilli Peppers e Scramadelica, do Primal Scream.
Mas talvez o melhor disco lançado neste ano foi este Loveless, obra-prima do chamado SHOEGAZE. Obra dos irlandeses do My Bloody Valentine, Loveless influenciou toda uma geração de moleques que empunhavam guitarras distorcidas e dançavam olhando para o chão.
Por mais que você, mundrugo brasileiro que gosta de música animada, torça o nariz para essas INDIEZICES, recomendo ouvir esse disco com a devida atenção. Trata-se de uma obra-prima ,que demorou mais de dois anos para ser feita e quase levou o lendário selo Creation à falência. Faixas como Only Shallow, Loomer, When You Sleep e To Here Knows When possuem uma textura de arranjos psicodélicos e distorção sensual que servem de base aos vocais do gênio Kevin Shields e de Blinda Butcher. Como diz a resenha do Allmusic, o disco transpira "druggy sex or sexy drugs".
My Bloody Valentine - Loveless (1991)
01 - Only Shallow
02 - Loomer
03 - Touched
04 - To Here Knows When
05 - When You Sleep
06 - I Only Said
07 - Come In Alone
08 - Sometimes
09 - Blown A Wish
10 - What You Want
11 - Soon
Ouveaê!
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
John Zorn - Naked City (1989)
Já tinha ouvido falar deste maluco chamando JOHN ZORN pelo amigo Brunoise, mas nunca tinha ouvido com a devida atenção. Hoje resolvi baixar esse Naked City, sonzera das GRANDES. Basicamente, é "Jazz de Vanguarda meets Hardcore", ou o único Jazz possível de se fazer no início dos anos 90. O saxofonista nova-iorquino Zorn é um dos músicos mais prolíficos das últimas décadas, tendo lançado mais de 100 discos desde o início dos anos 80, muitos excelentes, e esse é uma boa amostra do som do cara. Além de composições próprias, traz versões de alta voltagem para temas de filmes como Batman, Chinatown e peças de Henry Mancini e Enio Moriccone, além de uma cover de seu ídolo e mestre do Free Jazz Ornette Coleman. A banda de apoio segura bem a incontrolável energia de Zorn.
A começar pelo nome e pela capa, com um corpo de um homem baleado em Nova York, é um disco de jazz que transpira o clima acelerado, violento e vibrante de NY e das metrópoles em geral no início das últimas décadas do século 20.
Ouveaê!
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Rafael Rabello & Dino 7 Cordas (1991)
Jorginho do Pandeiro - pandeiro
Celsinho Silva - percussão
Neco - cavaquinho
03 - Escovado (Ernesto Nazareth)
04 - Alma de Violinos (Lamartine Babo / Alcyr Pires Vermelho)
05 - Um a Zero (Pixinguinha / Benedito Lacerda)
06 - Odeon (Ernesto Nazareth)
07 - Sons de Carrilhões (João Pernambuco)
08 - Segura Ele (Pixinguinha / Benedito Lacerda)
09 - Desvairada (Garoto)
11 - Sonho de Magia (João Pernambuco)
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Curtis Mayfield - Superfly (1972)
1972, o movimento pelos direitos civis dos negros norte-americanos já era notícia velha, da década anterior, o black power já estava consolidado. O que não quer dizer que a vida dos african americans tenha melhorado muito. 1972, o entusiasmo hippie pelas drogas alteradoras de consciência já estava na fase da ressaca, e a criminalidade relacionado ao tráfico de drogas nas grandes cidades dos EUA crescia. 1972, um novo sugênero cinematográfico, o BLAXPLOITATION, filmes com temática violenta e personagens do submundo negro, começava a fazer sucesso.terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Louis Armostrong - The Complete Hot Five and Hot Seven Recordings
Rapaz, esse negócio de fazer blog de música vicia. Aliás, música vicia. Música é bom demais. Então devemos sempre prestar homenagem aos grandes mestres desta nobre arte. E este belo e elegante rapaz negro posando pra foto aí em cima é um dos maiores entre os maiores. Louis Daniel Armostrong foi um dos criadores e talvez o maior embaixador do estilo de música que chamamos de JAZZ.Track Listing (Disc 1): Gut Bucket Blues; My Heart; Yes I'm In The Barrel; Come Back Sweet Papa; Georgia Grind; Heebie Jeebies; Cornet Chop Suey; Oriental Strut; Your Next; Muskrat Ramble; Don't Forget To Mess Around; I'm Gonna Gitcha; Droppin' Shucks; Who'zit; King Of The Zulus; Big Fat Mama And Skinny Pa; Lonesome Blues; Sweet Little Papa; Jazz Lips; Skid-Dat-De-Dat; Sunset Cafetomp; You Made Me Love You; Irish Black Bottom. (Total Time: 68:35).
Track Listing (Disc 2): Put'em Down Blues; Ory's Creole Trombone; The Last Time; Struttin' With Some Barbecue; Got No Blues; Once In Awhile; I'm Not Rough; Hotter Than That; Savoy Blues; He Likes It Slow; Gambler's Dream; Sunshine Baby; Adam And Eve Had The Blues; Put It Where I Can Get It; Wash Woman Blues; I've Stopped My Man; Georgia Bo Bo; Drop That Sack; Drop That Sack; Cornet Chop Suey. (Total Time: 61:27).
Track Listing (Disc 3): Willie The Weeper; Wild Man Blues; Alligator Crawl; Potato Head Blues; Melancholy Blues; Weary Blues; Gully Low Blues; That's When I'll Come Back To You; Chicago Breakdown; Weary Blues; New Orleans Stomp; Wild Man Blues; Wild man Blues; Melancholy Blues; Melancholy Blues; You're A Real Sweetheart; Too Busy; Was It A Dream; Last Night I Dreamed I Kissed You. (Total Time: 68:20).
Track Listing (Disc 4): Fireworks; Skip The Gutter; A Monday Date; Don't Jive Me; West End Blues; Sugar Foot Strut; Two Deuces; Squeeze Me; Knee Drops; No (No, Papa, No); Basin Street Blues; No One Else But You; Beau Koo Jack; Save It, Pretty Mama; Muggles; Hear Me Talking To You; St. James Infirmary; Tight Like This. (Total Time: 73:53).
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Jackson do Pandeiro - Sua Majestade - O Rei do Ritmo (1960)
Depois de uma leva de posts de discos gringos, nada mais justo que colocar aqui um disco emblemático de um dos maiores e mais influentes músicos da História da Música Popular Brasileira. sábado, 2 de janeiro de 2010
Mission of Burma



segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
The Zombies - Odessey and Oracle (1968)
Corria o ano de 1968 e o LSD inundava as mentes da galera. Essa banda inglesa, formada em 1961, já era conhecida pela sensacional balada psicodélica "She's Not There", de 1964, mas ainda eram uma 'One Hit Wonder'. Então produziram essa obra-prima, sonzeraça de primeira. Depois dos Beatles e dos Beach Boys, o Zombies foram o maior expoente do "Pop Barroco", música com belas harmonias vocais e e arranjos instrumentais evocando paisagens rurais, camponeses, essas coisas... No Âmago dessa sonoridade está o órgão de Rod Argent, fortemente influenciado pelo Jazz de Jimmy Smith e companhia bela, e os vocais sussurrados de Colin Blunstone. Faixas como 'Care of Cell 44', 'Cheanges', This will be our year', 'Beechwood Park' e a sensacional 'Time of the Season' transpiram climas ensolarados psicodélicos. Boa pedida pra esse fim de ano de sol e calor tropical. terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Charlie Parker and Dizzy Gillespie - Town Hall, New York City, June 22, 1945

Dizzy Gillespie & Charlie Parker: Town Hall New York City - June 22, 1945
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Django Reinhardt with Stephane Grappelli and the Quintet - Hot Club Remastered (2009)
Jean Baptiste Reihardt nasceu na Bélgica, em 1910. Mas era cigano, de família cigana, então não dá pra dizer que ele era belga, nem francês, embora tivesse vivido a maior parte da vida na França. Em contato com a riquíssima tradição musical cigana, aprendeu a tocar violino ainda cedo, e depois escolheu o violão como instrumento. O acampamento onde morava, nas proximidades de Paris, pegou fogo em 1928, e Django queimou a mão esquerda, o que não o impediu de continuar tocando, e o novo jeito que ele encontrou pra tocar é creditado por alguns críticos como marca do seu estilo inconfundível no dedilhado. Outra lenda diz que foi durante sua recuperação das queimaduras que ele entrou em contato com o jazz norte-americano, então uma novidade na Europa, ouvindo discos de Louis Armstrong. 02.Oh Lady Be Good 02:51
03.Blue Rag 02:54
04.Djangology 02:55
05.Swing Guitars 02:22
06.Sweet Chorus 02:42
07.Liebestraum 03:18
08.Tears 02:36
09.St Louis Blues 02:40
10.Minor Swing 03:12
11.Vipers Dream 03:13
12.Tea for Two 02:50
13.My Sweet 02:56
14.Daphnee 03:06
15.Stockholm 02:45
16.Hcq Strut 02:54
17.The Man I Love 03:09
18.Swing 39 03:14
19.Nuages 03:18
20.Sweet Sue 02:49
21.Manoir De Mes Reves 03:17
22.Echoes of France 02:45
23.September Song 03:16
24.Topsy 03:03
25.Lover Man 03:09
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Cafe Tacvba - Avalancha de Éxitos (1996)

Dando continuidade à toada latina, subimos um pouco mais para o norte, mas ainda abaixo do Río Grande (ou Río Bravo). A melhor banda de México que yo conozco chama-se Café Tacuba. A banda, que depois mudou o nome para Café Tacvba, é formada por quatro chilangos, como são conhecidos os habitantes da Cidade do México. Com uns 20 anos de estrada, são um ícone do rock mexicano. O álbum aqui postado chama-se Avalancha de Éxitos, de 1996, e como o próprio nome indica é uma coletânea de sucessos – dos outros. Explico: são oito covers de outros cantores hispanohablantes. Destaque pra Chilanga Banda, um rock-rap cantando inteiramente em chilangoñol, o “dialeto” callejero típico da cidade... vou colocar aqui só o refrão, quem souber a tradução ganha uma breja na cerca-frango! Suerte!
Pachucos, cholos y chundos,
Chinchinflas y malafachas
Aca los chompiras rifan
Y bailan tibiritabara
domingo, 13 de dezembro de 2009
Rebel Sounds Collection
Este post foi escrito por um iniciante na midia digital.
Dando continuidade à pequena resenha/homenagem/seleção de blogs musicais, apresentamo-lhes o Rebel Sounds. Blog de musica sul e centro-americana, europeia latina, e sei la mais o que. Não digo que seja musica latinoamericana porque acho que ela é muito mais afroindigena e mestiça do que latina - como toda nossa américa, aliás. Musica com pegada politico-libertária-legalista-ambientalista-socialista e por aí vailista. Ou não também, essa é apenas a minha interpretação do blog.
Enfim, já a muito tempo os caras hospedam de chico science a fabulosos cadilacs. Tendência rock-punk-ska-regional-afro-reggae-eletronico-rap (muito divertido tentar descrever esses conceitos...) e bossa nova. (brincadeira, bossa nova não).
Mas esse post é também uma homenagem ao Tropeço, que veio me perguntar da Colômbia. Justo a Colômbia, hahaha! Boa viagem maestro, aproveite!
A ver...
1- Los Gaiteros de San Jacinto - Un fuego de sangre pura

A Cumbia Colombiana é UNANIMIDADE CONTINENTAL. A história viva, sendo contada. As gaitas são como duas flautas, uma macho e outra femêa. Apaixonante. Esse é apenas um gostinho... tem mais coisa nesse blog Purayuca (mandioca pura). Saboreiem os tambores. A foto é dum disco mas o link é duma coletânea.
ouveae!
2- Sidestepper - More Grip

Mais musica colombiana. O que acontece quando um produtor inglês fica amigo dum grupo de cumbia contemporânea? More Grip é a resposta. Não se engane pelos nomes em ingles, a musica é caribenha pura.
- andando
- La Bara
- hoy tenemos
- bacalao salao
- linda manigua
- me muero
- chevere q chevere
- sidestepper
- campo
- tremendo_vacilon
3. La Zurda - La Zurda
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Seguimos no Blog, música argentina agora. Também mestiça em todas as formas, mas essencialmente o encontro da musica regional argentina com o bom rockska. Disco de 2007. Enjoy.
01. Falopero
02. Santa Anita
03. El Mundo
04. Echale Semilla
05. Sonno Le Mie Cossa
06. Tafí Del Valle
07. Los Ejes De Mi Carreta
08. Andaré
09. Culebrón
10. Mimbre y Cafe
11. Frontera
12. Vidita
Ouveae!
4. The Roots of Chicha - Psychadelic Peruvian Cumbias from the 70's

Muita cumbia, teclados, guitarras e ayahuasca e poucas flautas andinas. Musica da selva amazônica do Peru. Y viva el oriente!
5 - Totó la Momposina - La candela viva

A voz feminina da cumbia. Também de altíssima qualidade. Já veio tocar em São Paulo e tudo!
Ouveae!
6 - Eduardo Mateo - "Mateo solo bien se lame" (1972)

Um violero trovador uruguaio, Eduardo Mateo tinha especial apreço pela musica brasileira da época, em especial a bossa nova. Como o post é homenagem ao maestro Tropesso, fica também um pedido né. Toca Mateo!
Ouveae!
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Nina Simone Sings the Blues (1967)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Suba - São Paulo Confessions (1999)
O sérvio Mitar Subotic nasceu em 1961 na cidade de Novi Sadi, no que então era a Iugoslávia. Estudou música clássica e erudita e pesquisou a música folclórica tradicional sérvia. Foi um dos pioneiros na utilização da eletrônica na música em seu país natal. Em 1986 seu disco In the Mooncage, que misturava o folk sérvio com eletrônica, ganhou um prêmio da Unesco e Suba veio ao Brasil, com uma bolsa para estudar os ritmos afro-brasileiros. Se apaixonou pelo Brasil e se mudou definitivamente para cá em 1990, pouco antes de estourar a guerra civil na Iugoslávia, se estabelecendo em São Paulo. Produziu discos para Marina Lima, Edgard Scandurra (em seu projeto solo eletrônico Benzina), Bebel Gilberto, Edson Cordeiro, Arnaldo Antunes e muitos outros. 01 - Tantos Desejos – Suba – (Taciana & Suba) (4:27)
02 - Você Gosta – Suba – (Taciana, Marcelo Paiva & Suba) (4:20)
03 - Na Neblina – Suba – (Suba) (4:43)
04 - Segredo – Suba – (Katia B. & Suba) (4:03)
05 - Antropófagos – Suba – (Suba) (6:22)
06 - A Felicidade – Suba – (Tom Jobim & Vinicius de Moraes) (4:21)
07 - Um Dia Comum (Em São Paulo) – Suba – (Suba) (4:59)
08 - Sereia – Suba – (Béco, Cibele & Suba) (6:00)
09 - Samba Do Gringo Paulista – Suba – (Suba) (4:49)
10 - Abraço – Suba – (Arnaldo Antunes & Suba) (5:05)
11 - Pecados Da Madrugada – Suba – (Suba) (5:05)
12 - A Noite Sem Fim – Suba – (Suba) (7:02)
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Television - Marquee Moon (1977)
O clássico desta segunda-feira é outro que parte dos princípios punks mas não se prende nos bons e velhos três acordes. O Television é uma banda novaiorquina, o primeiro grupo Punk a se apresentar no famoso CBGB's, que até então só apresentava grupos de blues e country (sim, antes até dos contemporâneos Ramones). Formado pela dupla de guitarristas Tom Verlaine (também vocalista) e Richard Lloyd, que, exímios no instrumento, estão a anos luz do guitarrista punk típico. Verlaine e Lloyd conversam através dos acordes. Completavam o Television o baixista Fred Smith e o baterista Billy Fucca.sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Fela Kuti & Afrika 70 - Zombie (1977)

Revolucionário em todos os sentidos, Fela Anikulapo Kuti foi ativista político, defensor dos diretitos humanos e um músico genial.
Nascido na na Nigéria, na década de 30, ele se mudou para Londres nos anos 50 e lá teve contato com ritmos novos que entraram para o seu caldeirão musical, dando origem ao Afrobeat.
Essa mistura de jazz, funk, música africana e uma bela dose de piração fez do senhor Fela Kuti o músico mais popular da africa nos anos 70.
Cansado de se submeter aos desmandos do governo nigeriano, ele fundou aRepública Kalakuta, uma comuna, um estúdio de gravação e uma casa para muitos conectados à banda a qual mais tarde ele declarou independente do Estado da Nigéria.
A gota d'água para o governo foi o lançamento do album ZOMBIE. Uma referência explícita aos métodos das forças armadas nigerianas. O sucesso foi imediato e a repressão também: sua comuna foi invadida, destruída e incendiada. De quebra, Fela foi espancado e preso.
Enfim, essa é só uma história pra traçar os contornos do momento histórico do lançamento do álbum. O importante mesmo é a música que é muito foda!
Com looongas músicas hipnóticas abusando de intrumentos de sopro, e batidas tribais e coros femininos esse álbum é um clássico absoluto (apesar de ser underground).
1. Zombie
2. Mister Follow Follow
3. Observation Is No Crime
4. Mistake
ouveaê!
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Festival Express (2003) DVDRip
1970. Um ano depois do sucesso do Woodstock, todo mundo queria tirar sua casquinha na onda dos festivais ao ar livre na América do Norte. No Canadá, bandas viajavam de trem pelo país tocando de cidade em cidade. Não demorou para um espertalhão ter a ideia: por que não fretar um trem de artistas consagrados que durante o verão atravessaria o Canadá parando de ponto em ponto fazendo shows?A experiência de aglutinar Grateful Dead, Buddy Guy, Janis Joplin, Jerry Garcia e um monte de outros músicos talentosos rendeu o documentário Festival Express, dos diretores Bob Smeaton, Frank Cvitanovich, gravado em 1970 e realizado apenas em 2003.
Mas calma lá. Não espere ver sexo, drogas e rock'n'roll sobre trilhos. O documentário tem seu quê de politicamente correto e se limita a mostrar as jams dentro dos vagões e os shows feitos nesse rolê de costa-a-costa pelo Canadá. O que convenhamos, não é pouco, musicalmente falando. Na piração, entretanto, é verdade que o filme deixa a desejar.
Assim como o Woodstock, o Festivalk Express também rendeu um belo preju para seus organizadores. A juventudo canadense achou por bem não pagar pelos ingressos e começou uma campanha "festival free" que acompanhou a trupo ao longo de toda a viagem. Entrar para a história dos festivais de música tem seu preço.
Festival Express (2003)
Arquivo 698 mb
Áudio: Inglês
Legendas: Inglês
Assisteaê!





