Hoje o senhor JORGE DUÍLIO LIMA MENESES completa 70 anos. Seu legado e influência para a música brasileira mereceria um livro, mas como aqui estamos na correria bora só jogar dois disquinhos supimpas do frito mor. Já colocamos aqui o lendário Tábua de Esmeralda, que continua sensacional, mas no momento o disco que eu mais gosto de ouvir dele é o Força Bruta.
Lançado em 1970, é delícia do começo ao fim.
Acompanhado do Trio Mocotó, Jorge e seu violão executam algumas de suas mais belas canções, como "Oba, Lá Vem Ela", "Domenica Domingava...", "Charles Jr." e a indefectível "O Telefone Tocou Novamente". Segue a pepita em 320 kbps!
Jorge Ben - Força Bruta (1970)
01 - Oba, Lá Vem Ela
02 - Zé Canjica
03 - Domenica Domingava Num Domingo Linda
04 - Charles Jr.
05 - Pulo Pulo
06 - Apareceu Aparecida
07 - O Telefone Tocou Novamente
08 - Mulher Brasileira
09 - Terezinha
10 - Força Bruto
Ouveaê!
Mas talvez a maior obra prima de Jorge Ben foi quando em 1975 ele se juntou com outro cara fraquinho, Gilberto Gil, para fazer um sonzito. O disco é cercado de lendas. A mais comum é que apenas deixaram os dois no estúdio, com seus violões e uma leve percussão, com uma garrafa de Jurubeba e otras cositas mais na mente, para uma Jam Session chapada, e saiu essa obra prima. Tem até histórias que o ERIC CLAPTON ia participar da gravação mas deu pra trás. De qualquer forma, o resultado foi uma das coisas mais belas já registradas em disco. Som transcedental, elevado, ritual, e ao mesmo tempo intimista, descompromissado. O negócio é ouvir e se deixar levar. E salve Jorge!
Jorge Ben e Gilberto Gil - Gil & Jorge - Ogum Xangô (1975)
01 - Meu Glorioso São Cristóvão (Ben)
02 - Nega (Gil)
03 - Jurubeba (Gil)
04 - Quem Mandou (Pé na Estrada) (Ben)
05 - Taj Mahal (Ben)
06 - Morre o Burro, Fica o Homem (Ben)
07 - Essa é pra Tocar no Rádio (Gil)
08 - Filhos de Ghandi (Gil)
09 - Sarro (Gil)
Ouveaê!
quinta-feira, 22 de março de 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Captain Black Big Band - Captain Black Big Band (2011)
O pianista norte-americano Orrin Evans tem o mesmo respeitado sobrenome de dois outros pianistas de jazz que fizeram história: Gil e Bill Evans, colaboradores de alguns dos melhores trabalhos de Miles Davis, mas ao que se sabe não é parente de nenhum deles. Ainda assim, é um dos principais nomes da nova geração do jazz na sua terra natal (embora nem seja tão jovem assim e já esteja na labuta desde meados dos anos 90).
Ele sempre trabalhou com grupos pequenos, de trios a quintetos, mas resolveu arriscar um formato consagrado mas não muito comum hoje em dia, a big band, para seu projeto mais recente. Acionou seus contatos e recrutou 39 músicos dos bons, que se revezaram nos shows e nas sessões de gravação, co Orrin funcionando como um maestro. O resultado foi esses excelente álbum que mistura a pegada "balada" associado às big bands com muita criatividade e improviso, passeando por diversos subgêneros do jazz, do hard bop à fusion, dos ritmos latinos aos asiáticos.
O ótimo Na Mira do Groove faz uma análise mais elaborada das sete faixas, e deixo vocês com uma versão ao vivo de Jena 6, que encerra o disco em grande estilo.
e lá vai o disco inteirinho pra vossa satisfação!
Captain Black Big Band - Captain Black Big Band (2011)
01 - Art of War
02 - Here's the Captain
03 - Inheritance
04 - Big Jimmy
05 - Captain Black
06 - Easy Now
07 - Jena 6
Ouveaê!
Ele sempre trabalhou com grupos pequenos, de trios a quintetos, mas resolveu arriscar um formato consagrado mas não muito comum hoje em dia, a big band, para seu projeto mais recente. Acionou seus contatos e recrutou 39 músicos dos bons, que se revezaram nos shows e nas sessões de gravação, co Orrin funcionando como um maestro. O resultado foi esses excelente álbum que mistura a pegada "balada" associado às big bands com muita criatividade e improviso, passeando por diversos subgêneros do jazz, do hard bop à fusion, dos ritmos latinos aos asiáticos.
O ótimo Na Mira do Groove faz uma análise mais elaborada das sete faixas, e deixo vocês com uma versão ao vivo de Jena 6, que encerra o disco em grande estilo.
e lá vai o disco inteirinho pra vossa satisfação!
Captain Black Big Band - Captain Black Big Band (2011)
01 - Art of War
02 - Here's the Captain
03 - Inheritance
04 - Big Jimmy
05 - Captain Black
06 - Easy Now
07 - Jena 6
Ouveaê!
domingo, 29 de janeiro de 2012
Martin Denny - Exotic Moog (1969)
É amigos, esse ano foi realmente de fuder. Não sei porque razão, talvez foi um alinhamento dos astros, ou talvez foi a rebarba dos tempos onde as farmácias ainda ofereciam drogas de qualidade para o cidadão. Sei que nada foi o mesmo depois desse ano.
Martin Denny , talentoso pianista e compositor norte americano tocava musica havaiana com seu grupo quando um teclado moog caiu em suas mãos. A partir daí foi puro deleite, e o cara acabou sendo responsável pela criação do que depois seria chamado genero Exotica, o que simplificando seria uma mistura de psicodelia com musica da polinesia e demais ilhas do pacifico.
Apelidei esse disco de "Music for meditative dish washing" porque era exatamente o que eu estava fazendo na primeira vez que escutei.
Detalhe que tem até uma versão de Canto de Ossanha! Realmente, esse ano foi foda.
Ouveae!
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Moacir Santos - Coisas (1965)
Na semana em que enquadraram o Megaupload e a revolta popular acabou com o SOPA convém lembrar por que fazemos isso, porque compartilhamos arquivos de produtos artísticos e culturais, de graça, aqui nessa interwebs. Porque nós gostamos pra caralho disso, porque a arte é a mais elevada das atividades humanas e deve ser levada ao maior número de pessoas possível, porque o sistema de distribuição da antiga indústria cultural era falho e injusto.
Um exemplo, essa obra-prima da música brasileira do maestro Moacir Santos ficou décadas fora de catálogo e quase impossível de ser desfrutada graças à incompetência da Universal Music Group. O blog Instrumental BR conta essa história, em texto de Ruy Castro, mas como estou na correria vou só jogar o link (no glorioso Mediafire) desta pepita que é o ápice do que se convencionou chamar de samba-jazz, que foi menos ouvido do que deveria na época, o que ajudou a acabar com a era de ouro da música instrumental no Brasil e que, graças à internet e blogs como este humilde aqui, chegou a um grande número de pessoas, que puderam se deliciar com as coisas do seu Moacir. Ouveaê e não pare de ouvir música boa, caçando obras primas e compartilhando seus achados com os amigos! O livre fluxo de informações via bits e bytes nesta rede nunca vai parar!
Moacir Santos - Coisas (1965)
01 - Coisa No. 4
02 - Coisa No.10
03 - Coisa No. 5
04 - Coisa No. 3
05 - Coisa No. 2
06 - Coisa No. 9
07 - Coisa No. 6
08 - Coisa No.7
09 - Coisa No.1
10 - Coisa No.8
Ouveaê!
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Azymuth - Outubro (1980)
Mais um som apresentado pelo comparsa Brunoise, esse disco é a consagração do trio instrumental carioca formado no começo da década de 70 por José Roberto Betrami (teclado e percussão) Alex Malheiros (baixo e guitarra) e Ivan Conte (bateria e sintetizadores). Insistindo num bossa jazz samba fusion puramente instrumental na época em que a MPB era sinônimo de cantores, eles permaneceram às margens da popularidade na terra natal, embora tenham emplacados temas em novelas, como Linha do Horizonte, de 1975. Em 1978, graças a Airto Moreira, que os chamou para fazer algumas composições e acompanhar uma turnê de Flora Purim, fecharam contrato com a gravadora gringa Black Sun. Após o também ótimo Light as Feather, lançado em 1979, veio este Outubro, que mostra de maneira impecável o "samba de gringo doido" que mistura percussão afro from hell, guitarra roqueira, baixo fusion e sintetizadores a la Herbie Hancock fase Headhunters. Enfim, sonzera!
O disco foi relançado com seis faixas bônus ao vivo sensacionais, enjoy!
Azymuth - Outubro (1980)
01 - Papasong
02 - 500 Miles High
03 - Pantanal (Swamp)
04 - Dear Limmertz
05 - Carta pro Airto (Letter to Airto)
06 - Outubro (October)
07 - Maracanã
08 - Um Amigo (A Friend)
09 - Dear Limmertz Prelude
Bonus Tracks
10 - Light as a Feather
11 - Partido Alto
12 - Existe Isso (That Exists)
13 - Jazz Carnival
14 - Dona Olimpia
15 - Voo Sobre o Horizonte (Fly Over the Horizon)
Ouveaê!
O disco foi relançado com seis faixas bônus ao vivo sensacionais, enjoy!
Azymuth - Outubro (1980)
01 - Papasong
02 - 500 Miles High
03 - Pantanal (Swamp)
04 - Dear Limmertz
05 - Carta pro Airto (Letter to Airto)
06 - Outubro (October)
07 - Maracanã
08 - Um Amigo (A Friend)
09 - Dear Limmertz Prelude
Bonus Tracks
10 - Light as a Feather
11 - Partido Alto
12 - Existe Isso (That Exists)
13 - Jazz Carnival
14 - Dona Olimpia
15 - Voo Sobre o Horizonte (Fly Over the Horizon)
Ouveaê!
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Chimbinha e Banda - Guitarras que Cantam (1998)
Pois bem, eu mesmo acho a música do Teló horrível, mas o mérito de ficar na sua cabeça e não sair de jeito nenhum é indiscutível. O legal da música é a diversidade, e eu tento ouvir de tudo, despido de preconceitos (nem sempre consigo). Pra mim o que importa é que quem ouve Teló e os megahits da moda consigam ir além e ouvir outras coisas, e isso serve para os paladinos do bom gosto, eles podem descobrir sons legais onde menos se espera se deixarem o preconceito de lado.
Vejamos o gênio CHIMBINHA, por exemplo. Guitarrista da banda Calypso, só a menção ao seu nome pode provocar espamos de ódio nos roqueiros xiitas. Mas o cabra toca muito! Herdeiro legítimo da tradição da GUITARRADA paraense, teve também influência do estilo virtuoso de guitarristas como Mark Knopfler, do Dire Straits, e sim, Eric Clapton, como podemos ver aqui:
Antes de conhecer Joelma, esposa e companheira de Calypso, o Chimbinha já esmirilhava sua guitarra por Belém, e gravou um disco solo sob o nome "Chimbinha e Banda", Guitarras que Cantam, em 1998. E é bem isso mesmo, Chimba usa seu instrumento como elemento melódico emulando a voz, mostrando toda sua habilidade nas seis cordas. A pegada é o som com fortes influências caribenhas e latinas que daria no Calypso. Cumbia, Merengue, Lambada, o tal Calipso e os locais Carimbó e Brega. As faixas instrumentais são diversão pura, e mesmo nas com vocal a voz do cara nao compromete.
O disco hoje em dia é raro, e pode ser encontrado por até 100 reais! Hoje, Chimbinha está podre de rico mas ainda produz insanamente, menos do que na época pré-fama nacional, claro, quando gravava três discos por dia e ainda se apresentava ao vivo todas as noites nos inferninhos de Belém. Para conhecer melhor o figura, recomendo esse texto do Vladmir Cunha.
Dispa-se do preconceito e sente a sonzeira do Guitarras que Cantam! Pra mim o som não faz feio perto das guitarras de surf music de bambas como Dick Dale, mas com uma pegada TROPICALIENTE bagaceira divertida e irresistível.
Chimbinha e Banda - Guitarras que Cantam (1998)
01 - DANÇANDO CALYPSO
02 - NA LEVADA DO BREGA
03 - SOM DA AMAZONIA
04 - EU TE AMEI
05 - SONHO DE AMOR
06 - GUITARRAS QUE CANTAM
07 - BAILA A CUMBIA
08 - NA ONDA DO BAILE
09 - TEMPERO DO PARÁ
10 - SWING DO AMOR
11 - DANÇANDO MERENGUE
12 - RITMO LOUCO
Ouveaê!
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
School of Funk-Jazz - Kashmere Stage Band
Na escola onde estudei não tinha aula de música (na verdade tinha uns manés que tocavam flauta doce, melhor dizer que não tinha aula de música que a galera tivesse vontade de fazer). Ao entrar em contato com músicos lá da Escola de Pirações e Artes e mergulhar nesse mundo (embora confesso envergonhado que não sei tocar nenhum instrumento propriamente dito), vi o quanto isso me fez falta. Não digo que todo moleque vai ter talento e força de vontade para ir nesse caminho sem volta de ritmos, melodias e harmonias, mas o aspecto didático da música e sua força para extrair a parte positiva da energia que emana de crianças e adolescentes é inegável. Aqui no Braza projeto de aulas de músicas nas escolas ainda engatinha, mas lá na gringolândia o negócio é mais tradicional. A maioria fica naquele esquema coral e fanfarra pra animar os jogos de futebol americano, mas a riquíssima tradição da música negra americana faz surgir coisas maravilhosas como essa Kashmere Stage Band.
Hoje os corais tipo GLEE são febre, mas lá nos anos 60 as tradicionais stage bands, big bands estudantis das High School americanas também tinham seus concursos regionais e nacionais. A Kashmere High School, localizada num subúrbio negro de Houston, Texas, tinha muito material humanos de garotos e garotas de cabelos black power e que estavam pirando no insano funk psicodélico da época, de carinhas como Sly Stone e George Clinton e seu funkadelic, além das pirações fusion de Miles Davis e Herbie Hancock. E tinham o professor certo: Conrad O. Johnson, apelidado apenas de "Prof". Músico tarimbado que já tocara com Count Basie, Prof. nunca deixou de ouvir a evolução da música negra, e naquele momento a funkeira nervosa era o que os moleques ouvirm, então deixou que eles a tocassem. Mas com uma condição: eles tinham que se tornar a melhor Stage Band do país, indiscutivelmente.
Parece enredo daqueles filmes de superação do grupo de garotos largados que com um professor inspirador (que pode ser interpretado por Samuel L. Jackson, Denzel Washington ou Morgan Freeman dependendo da idade), mas é real, e virou um documentário que parece ser bem legal, saca só o trailer.
Os shows da Kashmere Stage Band eram lendários, e eles gravaram altos sons, que so foram lançados recentemente, reunidos no álbum duplo Texas Thunder Soul (1968-1974), mesmo nome do documentário. No filme, aliás, os membros da big band se reúnem, e eles resolveram continuar tocando, depois de tantos anos!
enquanto algum ser iluminado não traz os agora tiozões do jazz-funk ao Brasil, ouve ae o Texas Thunder Soul. Inclui temas próprios e versões cabulosas de clássicos como Take Five e o tema de Shaft. Link respeitosamente puxado do grande SaravaClub*
Kashmere Stage Band - Texas Thunder Soul (1968-1974)
Disco 1
01 - Boss City
02 - Burning Spear
03 - Take Five
04 - Super Bad
05 - Keep Doing It
06 - Thunder Soul
07 - Do You Dig It, Man?
08 - Headwiggle
09 - Al's Thing
10 - Do Your Thing
11 - Scorpio
12 - All Praises
13 - Shaft
14 - Kashmere
15 - $$ Kash Register $$
16 - Zero Point Pt. 1 & Pt. 2 (45 Version)
17 - Getting It Out Of My System
Ouveaê!
Disco 2
01 - Intro
02 - Zero Point
03 - All Praises/Zero Point (Reprise)
04 - Intro
05 - Do You Dig It, Man?
06 - Don't Mean a Thing
07 - Thank You
08 - Ain't No Sunshine
09 - Do You Dig It, Man?
10 - All Praises (Live)
11 - Thank You (45 Version)
12 - Zero Point (LP Version)
13 - Do Your Thing (Instrumental)
14 - Getting It Out of My System
Ouveaê!
Hoje os corais tipo GLEE são febre, mas lá nos anos 60 as tradicionais stage bands, big bands estudantis das High School americanas também tinham seus concursos regionais e nacionais. A Kashmere High School, localizada num subúrbio negro de Houston, Texas, tinha muito material humanos de garotos e garotas de cabelos black power e que estavam pirando no insano funk psicodélico da época, de carinhas como Sly Stone e George Clinton e seu funkadelic, além das pirações fusion de Miles Davis e Herbie Hancock. E tinham o professor certo: Conrad O. Johnson, apelidado apenas de "Prof". Músico tarimbado que já tocara com Count Basie, Prof. nunca deixou de ouvir a evolução da música negra, e naquele momento a funkeira nervosa era o que os moleques ouvirm, então deixou que eles a tocassem. Mas com uma condição: eles tinham que se tornar a melhor Stage Band do país, indiscutivelmente.
Parece enredo daqueles filmes de superação do grupo de garotos largados que com um professor inspirador (que pode ser interpretado por Samuel L. Jackson, Denzel Washington ou Morgan Freeman dependendo da idade), mas é real, e virou um documentário que parece ser bem legal, saca só o trailer.
Os shows da Kashmere Stage Band eram lendários, e eles gravaram altos sons, que so foram lançados recentemente, reunidos no álbum duplo Texas Thunder Soul (1968-1974), mesmo nome do documentário. No filme, aliás, os membros da big band se reúnem, e eles resolveram continuar tocando, depois de tantos anos!
enquanto algum ser iluminado não traz os agora tiozões do jazz-funk ao Brasil, ouve ae o Texas Thunder Soul. Inclui temas próprios e versões cabulosas de clássicos como Take Five e o tema de Shaft. Link respeitosamente puxado do grande SaravaClub*
Kashmere Stage Band - Texas Thunder Soul (1968-1974)
Disco 1
01 - Boss City
02 - Burning Spear
03 - Take Five
04 - Super Bad
05 - Keep Doing It
06 - Thunder Soul
07 - Do You Dig It, Man?
08 - Headwiggle
09 - Al's Thing
10 - Do Your Thing
11 - Scorpio
12 - All Praises
13 - Shaft
14 - Kashmere
15 - $$ Kash Register $$
16 - Zero Point Pt. 1 & Pt. 2 (45 Version)
17 - Getting It Out Of My System
Ouveaê!
Disco 2
01 - Intro
02 - Zero Point
03 - All Praises/Zero Point (Reprise)
04 - Intro
05 - Do You Dig It, Man?
06 - Don't Mean a Thing
07 - Thank You
08 - Ain't No Sunshine
09 - Do You Dig It, Man?
10 - All Praises (Live)
11 - Thank You (45 Version)
12 - Zero Point (LP Version)
13 - Do Your Thing (Instrumental)
14 - Getting It Out of My System
Ouveaê!
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Sabotage - Rap é Compromisso (2001)
Se o Quinto Andar é um dos elos perdidos do rap nacional, Mauro Mateus dos Santos sem dúvida é outro. Junto com nomes como RZO e SNJ Sabota personifica esse rap de transição, pós Sobrevivendo no Inferno, na virada dos 90s pro nosso século. Sua história e sua estúpida morte são simbólicas. Sem muito papo, ouve o som ae pq o rap é compromisso! Mando com um salve ao Bigode!
Sabotage - Rap é Compromisso (2001)
01 - Intro
02 - Rap é compromisso
03 - Um Bom Lugar
04 - No Brooklin
05 - Cocaína
06 - Zona Sul
07 - A Cultura
08 - Incentivando o Som
09 - Respeito é pra Quem Tem
10 - País da Fome
11 - Cantando pro Santo
Ouveaê!
Sabotage - Rap é Compromisso (2001)
01 - Intro
02 - Rap é compromisso
03 - Um Bom Lugar
04 - No Brooklin
05 - Cocaína
06 - Zona Sul
07 - A Cultura
08 - Incentivando o Som
09 - Respeito é pra Quem Tem
10 - País da Fome
11 - Cantando pro Santo
Ouveaê!
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Native Brazilian Music - Registro Histórico da Música Brasileira!
Em 1940 o Brasil viva sob o Estado Novo de Getúlio Vargas e era um país essencialmente rural de 40 milhões de pessoas. Adolf Hitler estava conquistando a Europa e a ditadura de Vargas estava perigosamente próxima do Eixo nazi-facista. A capital política e cultural brasileira era o Rio de Janeiro, onde se desenvolvia a música que viria a ser a música popular brasileira, sob a égide do samba. Heitor Villa-Lobos, que já tinha reconhecimento internacional por suas composições eruditas com influência da música brasileira de raiz, conhecia muito bem os músicos de samba, choro, embolada, rancho, batucada, macumba, que ainda eram vistos como marginais pela sociedade.
Neste período, os EUA ainda não haviam entrado na guerra, mas sabiam que mais cedo ou mais tarde isso era inevitável. E iniciaram a chamada "política da boa vizinhança para trazer para o seu lado as nações do continente americano. (Além do Brasil, a Argentina também estava perigosamente próxima de Hitler.) Fizeram isso com missões de suas principais figuras culturais para o cone sul. As mais ocnhecidas foram a passagem de Walt Disney e Orson Welles, que geraram respectivamente o personagem Zé Carioca e o malfadado documentário It's All True. Menos conhecida mas talvez mais histórica foi a passagem do maestro Leopold Stokowski, o mesmo que regeu a trilha de Fantasia. Isso porque, sob encomenda da gravadora Columbia, Stokowski montou um estúdio de gravação no S.S. Uruguay, o navio que o trouxe, e pediu para Villa-Lobos reunir a nata da música brasileira para uma sessão de gravação a bordo do navio. Ele chamou Donga, Zé Espinguela e Cartola, que chamaram os amigos. Assim se juntaram Pixinguinha, João da Bahiana, Zé da Zilda, Jararaca e Ratinho e Luiz Americano, além de instrumentistas, a vocalista Janir Martins e cantores do Coral Orfeão Villa-Lobos. Numa noite de agosto de 1940, eles subiram a bordo do Uruguay e realizaram o que talvez sejam as gravações mais históricas da música de raiz brasileiras.
Essas gravações quase foram perdidas e a história de sua busca é quase tão curiosa quanto a própria história de seu registro em 1940. A jornalista americana de alma brasileira Daniela Thompson conta toda a história magistralmente. O que nos resta é apenas ouvir esses registros históricos, devidamente preservados para a posteridade no Registro Histórico da Biblioteca do Congresso dos EUA.
Native Brazilian Music - Vários Artistas - Direção: Leopold Stokowski (1942)
1 Macumba De Oxóssi – Zé Espinguela – (Donga & José Espinguela) (2:24)
2 Macumba De Iansã – Zé Espinguela – (Donga & José Espinguela) (2:25)
3 Ranchinho Desfeito – Mauro César & Pixinguinha – (Donga, De Castro E Souza & David Nasser) (2:25)
4 Caboclo Do Mato – João Da Baiana & Janir Martins – (Getúlio Marinho Da Silva “Amor”) (2:37)
5 Seu Mané Luiz – Zé Da Zilda & Janir Martins – (Donga & J. Cascata) (2:45)
6 Bambo Do Bambu – Jararaca E Ratinho & Laurindo Almeida – (Donga) (2:19)
7 Sapo No Saco – Jararaca E Ratinho – (Jararaca) (2:28)
8 Que Quere Que Quê – João Da Baiana – (João Da Bahiana, Donga & Pixinguinha) (2:42)
9 Zé Barbino – Pixinguinha & Jararaca – (Pixinguinha & Jararaca) (2:32)
10 Tocando Pra Você – Luiz Americano – (Luiz Americano) (2:21)
11 Passarinho Bateu Asas – Zé Da Zilda & Pixinguinha – (Donga) (2:25)
12 Pelo Telefone – Zé Da Zilda & Pixinguinha – (Donga) (2:26)
13 Quem Me Vê Sorrir – Cartola – (Cartola & Carlos Cachaça) (2:23)
14 Teiru – Quarteto Do Coral Orfeão Villa-Lobos – (Tradicional & Heitor Villa-Lobos) (2:08)
15 Nozani-Ná – Quarteto Do Coral Orfeão Villa-Lobos – (Tradicional & Heitor Villa-Lobos) (0:45)
16 Cantiga De Festa – Zé Espinguela – (Donga & José Espinguela) (2:27)
17 Canidé Ioune – Quarteto Do Coral Orfeão Villa-Lobos – (Tradicional & Heitor Villa-Lobos) (2:40)
Ouveaê!
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Green Day roots
Pra quem não sabia, antes de estourar nas paradas com o notório Dookie, o Green Day já praticava seu punk-pop peculiar na Lookout Records, (ex-)casa de artistas como Operation Ivy, Screeching Weasel, The Queers, Avail, Cringer, Pansy Division dentre outras. Em 1990 saiu essa coletânea com o 1o álbum, 39/Smooth mais os EPs Slappy e 1,000 hours.
Faixas:
1 At the Library
2 Don't Leave Me
3 I Was There
4 Disappearing Boy
5 Green Day
6 Going to Pasalacqua
7 16
8 Road to Acceptance
9 Rest
10 The Judge's Daughter
11 Paper Lanterns
12 Why Do You Want Him?
13 409 in Your Coffeemaker
14 Knowledge
15 1,000 Hours
16 Dry Ice
17 Only of You
18 The One I Want
19 I Want to Be Alone
OUVEAÊ!
Em 1992 sai o 2o álbum, Kerplunk. Os caras mais velhos, mais parecido com o Green Day do Dookie...
Faixas:
1 2000 Light Years Away
2 One for the Razorbacks
3 Welcome to Paradise
4 Christie Road
5 Private Ale
6 Dominated Love Slave
7 One Of My Lies
8 80
9 Android
10 No One Knows
11 Who Wrote Holden Caulfield?
12 Words I Might Have Ate
13 Sweet Children
14 Best Thing in Town
15 Strangeland
16 My Generation
OUVEAÊ ESSA BODEGA
Faixas:
1 At the Library
2 Don't Leave Me
3 I Was There
4 Disappearing Boy
5 Green Day
6 Going to Pasalacqua
7 16
8 Road to Acceptance
9 Rest
10 The Judge's Daughter
11 Paper Lanterns
12 Why Do You Want Him?
13 409 in Your Coffeemaker
14 Knowledge
15 1,000 Hours
16 Dry Ice
17 Only of You
18 The One I Want
19 I Want to Be Alone
OUVEAÊ!
Em 1992 sai o 2o álbum, Kerplunk. Os caras mais velhos, mais parecido com o Green Day do Dookie...
Faixas:
1 2000 Light Years Away
2 One for the Razorbacks
3 Welcome to Paradise
4 Christie Road
5 Private Ale
6 Dominated Love Slave
7 One Of My Lies
8 80
9 Android
10 No One Knows
11 Who Wrote Holden Caulfield?
12 Words I Might Have Ate
13 Sweet Children
14 Best Thing in Town
15 Strangeland
16 My Generation
OUVEAÊ ESSA BODEGA
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Quinto Andar - Piratão (2005)
O novo rap brasileiro teve sua consagração final na semana passada com Criolo e Emicida passando a rapa nos prêmios do VMB. Entre a geração dos Racionais MC's e essa galera cria da Rinha de MC's há um elo perdido: o Quinto Andar. Coletivo de MC's de várias cidades, formado nos fins do século 20 e possibilitado pela então relativamente novidade INTERNET, amigos unidos pelo interesse no Rap que compartilhavam suas mixtapes caseiras, o Quinto Andar acabou em 2005, cada um indo prum lado, mas deixaram de legado esse discaço chamado Piratão. A formação mutante do Quinto Andar tinha, entre outros, Marechal, Shawlin, De Leve, Kamau, Castro, Lumbriga, Gato Congelado, King e Primo. Alguns foram pra frente, os paulistanos Marechal e Kamau se integraram à turma da Rinha, e o talentoso e bem-humorado De Leve seguiu bem sucedida carreira solo.
E taí o que torna o Quinto Andar um elo perdido e caso único no rap nacional. O BOM HUMOR. Desculpaí galera deslumbrada pelo Criolo e Emicida, eles mandam bem e tal, os discos são muito bem produzidos e uma bem-vinda mudança nos rumos do rap e tal, mas falta bom humor e sobra "se levar a sério demais" nas rimas dos caras. Já nesse Piratão não falta crítica social, seriedade, mas rola uma zoeira que dá toda a graça, em faixas como a impagável faixa-título Melô do Piratãocom o toque BATIDÃO e participação do LOBÃO, que lançou o disco pela sua revista OutraCoisa, e também em Melô do Vacilão, Rap do Calote e a hilárioa Cara de Cavalo Encontra de Leve. A seriedade aparece em Vive pra Servir, Serve pra Viver, Esse Planeta e a mescla de boas bases, rimas espertas, samples comédia, crítica e bom humor dá o tom das 18 faixas desse grande elo perdido do rap brasileiro.
Se liga ae no clipe de "Melô do Piratão".
e vai o disco completo
Quinto Andar - Piratão (2005)
01 - Oqueéoquintoandar
02 - Rap do calote
03 - Funk da Secretária
04 - Melô da Propaganda
05 - Pra falar de amor
06 - Cara de Cavalo encontra De Leve
07 - Montagem da Bandeira
08 - Esse Planeta (Velhos Bons Tempos)
09 - Vive pra servir, serve pra viver...
10 - Melô do Piratão
11 - Ritmo do nosso País
12 - Madruga
13 - A 1 Passo do Paraíso
14 - Muita Falta de Anti-profissionalismo Dub
15 - $$$
16 - Melô dos Vacilão
17 - Contratempo
18 - Meu Amor Não me Abandone
Ouveaê!
E taí o que torna o Quinto Andar um elo perdido e caso único no rap nacional. O BOM HUMOR. Desculpaí galera deslumbrada pelo Criolo e Emicida, eles mandam bem e tal, os discos são muito bem produzidos e uma bem-vinda mudança nos rumos do rap e tal, mas falta bom humor e sobra "se levar a sério demais" nas rimas dos caras. Já nesse Piratão não falta crítica social, seriedade, mas rola uma zoeira que dá toda a graça, em faixas como a impagável faixa-título Melô do Piratãocom o toque BATIDÃO e participação do LOBÃO, que lançou o disco pela sua revista OutraCoisa, e também em Melô do Vacilão, Rap do Calote e a hilárioa Cara de Cavalo Encontra de Leve. A seriedade aparece em Vive pra Servir, Serve pra Viver, Esse Planeta e a mescla de boas bases, rimas espertas, samples comédia, crítica e bom humor dá o tom das 18 faixas desse grande elo perdido do rap brasileiro.
Se liga ae no clipe de "Melô do Piratão".
e vai o disco completo
Quinto Andar - Piratão (2005)
01 - Oqueéoquintoandar
02 - Rap do calote
03 - Funk da Secretária
04 - Melô da Propaganda
05 - Pra falar de amor
06 - Cara de Cavalo encontra De Leve
07 - Montagem da Bandeira
08 - Esse Planeta (Velhos Bons Tempos)
09 - Vive pra servir, serve pra viver...
10 - Melô do Piratão
11 - Ritmo do nosso País
12 - Madruga
13 - A 1 Passo do Paraíso
14 - Muita Falta de Anti-profissionalismo Dub
15 - $$$
16 - Melô dos Vacilão
17 - Contratempo
18 - Meu Amor Não me Abandone
Ouveaê!
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Hasoumi Hosono - Hosono House (1973)
Hasoumi Hosono é um japa mucho loco. Nascido em 1947 em Tóquio, é dono de uma daquelas carreiras ecléticas que viu de tudo um pouco, da bossa nova ao eletrônico, do psychedelic rock ao jazz... e Hasoumi-San tá até hoje pintando e bordando por aquelas bandas, com um álbum novo lançado em 2011. Hosono também foi um dos pioneiros da música eletrônica no Japão, mas isso foi bem depois desse álbum, já como membro da banda Yellow Magic Orchestra. Escolhi esse álbum aqui porque tem algo que não transparece tanto nos demais trabalhos mais eletrônicos que ele fez, que é um motherf*cking GROOVE. Meio jazz, meio blues, até tem uma faixinha bossa-novística e outra meio folk. É até curioso que tanto ritmo junto esteja em um só álbum. Mas acho que é isso que de certa forma até resume a carreira dele (olha eu pagando de conhecido), que como eu já disse antes passeou por vários gêneros ao longo de sua vida. Fica aqui também uma homenagem a toda a japonesada que desembarcou por aqui, desde o Kasatu Maru até os grandes companheiros Kentaro-san e Ami-san, que caíram sem querer na Escola de Pirações e Artes da USP em meados da década dos 2000s e viraram mais brasileiros que muito brasileiro por aí.
Ouveae!
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Jazz Jamaica All-Stars - Blue Note Blue Beat - The Jamaican Beat
Sim crianças, é isso mesmo: clássicos do jazz com roupagem jamaicana, cortesia do baixista Gary Cosby e seus comparsas do Jazz Jamaica All-Stars, que já haviam feito a sensacional "Skaravan", versão de Caravan do Duke Ellington. Se liga:
Em dois volumes, temas geniais de John Coltrane, Miles Davis, Herbie Hancock, Dave Brubeck, Art Blakey e outros bambas recebem pitadas de ska e reggae, sem perder sua genialidade. Alegria pura! (Links surrupiados do ótimo blog de reggae e afins Oficina de Macacos)
Jazz Jamaica All-Stars - Blue Note Blue Beat - The Jamaican Beat - Vol. 1
01 - Three Blind Mice
02 - Cantaloope Island
03 - You`d Be So Nice To Come Home To
04 - Recado Bossa Nova
05 - Witch Hunt
06 - Little Melonae
07 - Watermelon Man
08 - Moanin'
09 - Take Five
10 - A Night in Tunisia
11 - The Sidewinder
12 - Song For My Father
13 - Christo Redentor
Ouveaê!
(senha: oficinademacacos.blogspot.com)
Jazz Jamaica All-Stars - Blue Note Blue Beat - The Jamaican Beat - Vol. 2
01 - Bemsha Swing
02 - Mr. PC
03 - Misty
04 - So What
05 - 4 on 6
06 - Well You Didn't
07 - Five Spot After Dark
08 - It Don't Mean a Thing
09 - Birdland
10 - Take the 'A' Train
11 - Moonlight in Vermont
12 - Eastern Standard Time
Ouveaê!
(senha: oficinademacacos.blogspot.com)
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Bebop + Bluegrass com Béla Fleck e seus Flecktones!
O novaiorquino Béla Fleck, batizado em homenagem ao compositor erudito húngaro Béla Bartok, era um moleque de 15 anos quando descobriu com a Ballad of Jed Clampett de Flatt & Scruggs e os Dueling Banjos de Eric Weissberg e Steve Mandell as possibilidades do BANJO, instrumento típico do bluegrass, um dos estilos musicais mais roots dos EUA. Depois de aprender o instrumento, descobriu como espandir ainda mais suas possibilidades após uma intensa sessão de bebop com gênios do porte de Charlie Parker, Miles Davis e John Coltrane. O resultado: Fléck é hoje considerado o principal tocador de banjo do mundo e seus trabalhos vão do bluegrass mais tradicional ao jazz progressivo mais viajante, passando por JOHANN SEBASTIAN BACH, como vocês podem ver nesse videozinho:
Em 1989 Fléck foi convidado pela rede de TV pública PBS para tocar em um especial e reuniu um Dream Team de músicos que também expandiram os limites de seus instrumentos: o multiinstrumentista Howard Levy, que tocava gaita, ocarina e piano, entre outros instrumentos, e os irmãos Wooten: o monstro baixista Victor Lemont Wooten e o baterista Roy "Future Man"Wooten que tocava a "drumitar", um curioso híbrido de guitarra e bateria eletrônica. Eram os Flecktones. Que ainda estão na ativa e, pô, podiam vir pruns shows no Sesc ou algo assim...
sem mais delongas, jogo na roda os dois primeiros discos dos Flecktones, que são pura alegria com sua divertida e impecável mistura de bebop, bluegrass e psicodelia cósmica. Enjoy!
Béla Fleck and the Flecktones - Béla Fleck and the Flecktones (1990)
01 - Sea Brazil
02 - Frontiers
03 - Hurricane Camille
04 - Half Moon Bay
05 - The Sinister Minister
06 - Sunset Road
07 - Flipper
08 - Space is a Lonely Place
09 - They're Here
10 - Reflections of Lucy
11 - Tell It to the Governor
Ouveaê!
Béla Fleck and the Flecktones - Flight of the Cosmic Hippo (1991)
01 - Blu-Bop
02 - Flying Saucer Dudes
03 - Turtle Rock
04 - Flight of the Cosmic Hippo
05 - The Star Spangled Banner
06 - Star of the County Down
07 - Jeckyll and Hyde (And Ted and Alice)
08 - Michelle
09 - Hole in the Wall
10 - Flight of the Cosmic Hippo (Reprise)
Ouveaê!
Em 1989 Fléck foi convidado pela rede de TV pública PBS para tocar em um especial e reuniu um Dream Team de músicos que também expandiram os limites de seus instrumentos: o multiinstrumentista Howard Levy, que tocava gaita, ocarina e piano, entre outros instrumentos, e os irmãos Wooten: o monstro baixista Victor Lemont Wooten e o baterista Roy "Future Man"Wooten que tocava a "drumitar", um curioso híbrido de guitarra e bateria eletrônica. Eram os Flecktones. Que ainda estão na ativa e, pô, podiam vir pruns shows no Sesc ou algo assim...
sem mais delongas, jogo na roda os dois primeiros discos dos Flecktones, que são pura alegria com sua divertida e impecável mistura de bebop, bluegrass e psicodelia cósmica. Enjoy!
Béla Fleck and the Flecktones - Béla Fleck and the Flecktones (1990)
01 - Sea Brazil
02 - Frontiers
03 - Hurricane Camille
04 - Half Moon Bay
05 - The Sinister Minister
06 - Sunset Road
07 - Flipper
08 - Space is a Lonely Place
09 - They're Here
10 - Reflections of Lucy
11 - Tell It to the Governor
Ouveaê!
Béla Fleck and the Flecktones - Flight of the Cosmic Hippo (1991)
01 - Blu-Bop
02 - Flying Saucer Dudes
03 - Turtle Rock
04 - Flight of the Cosmic Hippo
05 - The Star Spangled Banner
06 - Star of the County Down
07 - Jeckyll and Hyde (And Ted and Alice)
08 - Michelle
09 - Hole in the Wall
10 - Flight of the Cosmic Hippo (Reprise)
Ouveaê!
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Beck - Odelay (1996)
O resgate dos sons que definiram a gloriosa década de 90 continua por aqui. E este segundo disco do grande BECK, lançado em 1996, é um dos mais emblemáticos da década. E não só porque eu comprei ele quando tinha meus 15 anos, importado, na London Calling, durante um passeio pelo centro numa tarde nublada, por algo em torno de R$ 23, e o ouvi obsessivamente naquela época, junto com outros marcos como o OK Computer e o Mellon Collie.
Beck, filho de um arranjador/maestro erudito e de uma habitué do mítico estúdio Factory, de Andy Warhol, cresceu envolto em arte e bons sons. Largou a escola e foi hardeirar pelas ruas de Los Angelas com sua viola, influenciado pelo chamado anti-folk da época. Estourou com o HINO DE UMA GERAÇÃO 'Loser', em 1994. No ano seguinte se trancou no estúdio com os produtores Dust Brothers (de Paul's Boutique' dos Beastie Boys) e emergiu com esta pequena obra prima.
Bem no cilma 'pós-tudo'de referências que já havia em Paul's Boutique e no contemporâneo Endtroducing, do DJ Shadow, Odelay mescla neo-folk, indie noise, hip hop e pitadas de bossa nova. Apesar desta aparente esquizofrenia sonora, o resultado é coeso, com um estilo bem definido. Uma impressionante colagem de samples é unida com a cola dos vários instrumentos que Beck toca.
Abre com a sensacional e groovy 'Devil's Haircut', sampleando James Brown. 'The New Pollution', com uma levada surrupiada de 'Taxman', dos Beatles e o funky-hop 'Where's At' são os outros hits, mas o disco é todo bom. (E a capa é bem loca) E ouvindo agora em 2011 soa tão bem quanto em 1996, quando eu era bem mais jovem e impressionável.
Beck - Odelay (1996)
01 - Devil's Haircut
02 - Hotwax
03 - Lord Only Knows
04 - The New Pollution
05 - Derelict
06 - Novocane
07 - Jack-Ass
08 - Where It's At
09 - Minus
10 - Sissyneck
11 - Readymade
12 - High 5 (Rock the Catskills)
13 - Ramshackle
Ouveaê!
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Viajando no trip hop com Portishead e Massive Attack
Mais um post temático, e mais um resgatando o Lado B da década de 90. Desta vez vamos viajar no Trip Hop, um dos subgêneros mais legais que as Ilhas Britânicas produziram na confusa última década do século 20. Legítimo produto do underground sombrio e chuvoso da Inglaterra, o trip hop é basicamente um hip hop mais lento, climático e eletrônico, com pitadas de dub e geralmente lânguidos vocais femininos. Portishead e Massive Attack são os nomes mais conhecidos, e jogo aqui os discos mais conhecidos de cada.
Portishead - Dummy (1994)
Blue Lines, lançado pelo Massive Attack em 1991, é considerado o marco zero do Trip Hop. Três anos depois, o Portishead, grupo da vocalista Beth Gibbons e dos magos dos sintetizadores Geoff Barrow e Adrian Utley adicionou acid house, cool jazz e um clima de trilha sonora à sonoridade dub e e beats de hip hop do primeiro disco do Massive Attack, e criou uma pequena joia de músicas repletas de atmosfera esfumaçada e sensual em seu disco de estreia. A música mais conhecida é Glory Box, que por uma dessas coincidências cósmicas usa o mesmo sample (Ike's Rap, do Isaac Hayes) que 'Jorge da Capadócia', primeira faixa do clássico 'Sobrevivendo no Inferno', dos Racionais MC's. Outros destaques são 'Sour Times' e 'Numb', mas as 11 faixas formam um conjunto harmônico que faz desse disco um dos melhores e mais influentes dos nineties.
Faixas:
01- Mysterions
02 - Sour Times
03 - Strangers
04 - It Could Be Sweet
05 - Wandering Star
06 - It's a Fire
07 - Numb
08 - Roads
09 - Pedestal
10 - Biscuit
11 - Glory Box
Ouveaê!
Massive Attack - Mezzanine (1998)
Portishead - Dummy (1994)
Blue Lines, lançado pelo Massive Attack em 1991, é considerado o marco zero do Trip Hop. Três anos depois, o Portishead, grupo da vocalista Beth Gibbons e dos magos dos sintetizadores Geoff Barrow e Adrian Utley adicionou acid house, cool jazz e um clima de trilha sonora à sonoridade dub e e beats de hip hop do primeiro disco do Massive Attack, e criou uma pequena joia de músicas repletas de atmosfera esfumaçada e sensual em seu disco de estreia. A música mais conhecida é Glory Box, que por uma dessas coincidências cósmicas usa o mesmo sample (Ike's Rap, do Isaac Hayes) que 'Jorge da Capadócia', primeira faixa do clássico 'Sobrevivendo no Inferno', dos Racionais MC's. Outros destaques são 'Sour Times' e 'Numb', mas as 11 faixas formam um conjunto harmônico que faz desse disco um dos melhores e mais influentes dos nineties.
Faixas:
01- Mysterions
02 - Sour Times
03 - Strangers
04 - It Could Be Sweet
05 - Wandering Star
06 - It's a Fire
07 - Numb
08 - Roads
09 - Pedestal
10 - Biscuit
11 - Glory Box
Ouveaê!
Massive Attack - Mezzanine (1998)
O Massive Attack é o grupo decano da onda Trip Hop, mas seu MAGNUM OPUS veio 'apenas' em 1998. A história do trio formado por MUSHROOM, DADDY G E 3D, remonta a 1983, quando surgiu o Wild Bunch, coletivo de DJs pioneiro em mesclar Punk Rock, Reggae, e R&B que com formação mutante que incluiu ainda TRICKY, fez história na cena noturna da soturna cudade de Bristol, no sul da Inglaterra.
O Massive Attack mesmo começou em 1987, e em 1991 lançaram o marco 'Blue Lines'. Em 1998 já eram muito conhecidos e respeitados e ganhando bastante dinheiro, mas uma certa TENSÃO pairava entre os três em relação aos rumos do trio. O segundo disco, 'Protection', tinha sido um sucesso com um som jazzy e sofisticado, perfeita trilha para comerciais e ambientes COOL em geral. 3D e Daddy G recrutaram o produtor Neil Davidge, querendo dar outro rumo ao som da banda. Mushroom estava descontente e acabou saindo do grupo logo depois. O resultado desta tensãofoi um disco que, além de uma impressionante coleção de samples, traz uma guitarreira post rock APOCALÍPTICA que deusnoslivre, principalmente na faixa de abertura, 'Angel', com vocais do colaborador habitual Horace Andy . Mas quem dá o tom SOMBRIO do disco é mesmo o vocal de Elizabeth Frazer, do Coclteau Twins, que canta em 'Teardrop', maior hit do disco. 'Inertia Creeps' traz um sabor oriental, e 'Black Milk' transpira sexualidade. Mas a faixa-título 'Mezzanine' é a que melhor EPITOMIZA o espírito do álbum
Faixas:
01 - Angel
02 - Ringson
03 Teardrop
04 - Inertia Creeps
05 - Exchange
06 - Dissolved Girl
07 - Man Next Door
08 - Black Milk
09 - Mezzanine
10 - Group Four
11 - (Exchange)
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Um trio do barulho: Bowie, Pop e Reed
Eu queria ser o carta que tá atrás dessa foto aí, ele parece estar se divertindo. Afinal, tá junto de três dos caras mais insanamente fodas que a música viu nestas últimas quatro décadas. Tudo desde então dentro do espectro do rock and roll levado à sério (no bom sentido) deve muito a David Bowie, Iggy Pop e Lou Reed. Esse trio deve ter feito umas baladas bem sem noção durante a década de 70, enquanto produziam seus melhores e mais experimentais trabalhos, que deram o tom dark/glam dos anos pós-hippies, e destoaram da papagaiada progressiva/grandiloquente que dominava o rock na época.
Os três trabalharam juntos muitas vezes, principalmente Bowie e Iggy na lendária BERLIN ERA, onde os dois jovens mandaram ver na HEROÍNA e no EXPERIMENTALISMO. Desta época são os revolucionários The Idiot, do ex-Stooge, e Low, do ex-Ziggy Stardust. Ambos são de 1977, com o punk já como uma realidade, mas tem no experimentalismo proto-eletrônico e melodias dissonantes sua característica principal .
O Berlin de Lou Reed veio um pouco antes, em 1973, afinal ele é um pouco mais velho e desbravou território antes do inglês Bowie e do nativo de MICHIGAN Iggy. Mas a ópera rock sobre um casal drogado é meio mala na real, então fiquei com o FUNDAMENTAL 'Transformer', feito um ano antes. Vamos ver se esse post terá problemas com o pessoal das GRAVADORAS!
Lou Reed - Transformer (1972)
O que dizer de 'Transformer'? Segundo disco solo de Reed pós Velvet Underground (primeiro só com material pós Velvet), tem só 'Walk on the Wild Side', além de abrir com 'Vicious e ter 'Sattelite of Love', 'Perfect Day' e outras pepitas. A situação tensa de Nova York no início dos anos 70, com drogas e putaria pesada, e as referências aos travecos, fizeram desse disco um marco. Foi produzido por um Bowie em plena fase andrógina Ziggy Stardust, e pelo guitarrista Mick Ronson, dos Spiders from Mars.
Lado A:
01 - Vicious
02 - Andy's Chest
03 - Perfect Day
04 - Hanging Around
05 - Walk on the Wild Side
Lado B:
06 - Make Up
07 - Satellite of Love
08 - Wagon Wheel
09 - New York Telephone Conversation
10 - I Am So Free
11 - Goodnight Ladies
Iggy Pop - The Idiot (1977)
Em 1976 a IGUANA Iggy Pop estava tentando sair do vício pesado e se instalou em Berlin. Os Stooges já eram, e o amigo David Bowie também estava instalado na cidade alemã (numa época com o Muro de Berlin lá e uma cena musical/cultural MUTHOLOCA que envolvia o experimentalismo eletrônico de Neu, Can e Kraftwerk). Bowie então produziu esse álbum emblemático de Iggy, experimental na veia, com uma mistura from hell de Kraftwerk e James Brown (!!!) em faixas como 'Nightclubbing' e a clássica 'China Girl', composta por Bowie.
Lado A:
01 - Sister Midnight
02 - Nightclubbing
03 - Funtime
04 - Baby
05 - China Girl
Lado B:
06 - Dum Dum Boys
07 - Tiny Girls
08 - Mass Production
David Bowie - Low (1977)
O terceiro elemento dessa fase experimental e ambient de Iggy e Bowie foi o grande BRIAN ENO, que colaborou com Bowie e Tony Visconti na produção essa obra prima que dá início à 'Trilogia de Berlin' do nosso CAMALEÃO. O sintetizador de Eno é fundamental nas faixas climáticas e densas de 'Low' separado em um lado A com canções mais convencionais e o lado B com temas instrumentais e viajeira forte. A faixa mais conhecida 'Sound and Vision', cria o clima mas não o resolve, mostrando que a estrutura de 'Low' não é nada fácil de assimilar. Mas se você mergulhar fundo na depressão gélida e viciada de Bowie naqueles tempos de Berlin, a viagem é garantida.
Lado A:
01 - Speed of Life
02 - Braking Glass
03 - What in the World
04 - Sound and Vision
05 - Always Crashing in the Same Car
06 - Be My Wife
07 - A New Career in a New Town
Lado B
08 - Warszawa
09 - Art Decade
10 - Sleeping Wall
11 - Subterranean
Ouveaê!
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Funky Kingston - Reggae Dancefloor Grooves [1968-1974]
Continua a nobre missão de lembrar pra galera que o reggae vai além do nosso ROBERT NESTA MARLEY. Essa coletânea matadora que resgata os sons mais GROOVEADOS de Kingston entre 1968-1974 traz um reggae diferente do que a gente tá aconstumado a ouvir, menos pegado na milonga rastafari, animado e cheio de groove e referências ao mais puro FUNK americano da época, é alegria pura em suas 20 faixas, que abrem e encerram com o grande Toots and the Maytals. Tem Lee Scratch Perry e versões de clássicos funk como Mr. Big Suff (Sister Big Stuff) e Papa Was a Rolling Stone, além de Na Na Hey Hey, que virou samba rock. E até tem uma de Bob e seus Wailers, s delícia 'Soul Almighty'. Mais um dos discos pra por quando aquele seu amigo rastafraude quiser ouvir um reggae do bom!
Funky Kingston - Reggae Dancefloor Grooves [1968-1974]
01 - Toots & The Maytals - Funky Kingston
02 - Zap Pow - Soul Revival
03 - Tomorrow's Children - Sister Big Stuff
04 - The Chosen Few - Reggae Stuff (Funky Stuff)
05 - Lloyd Charmers & The Hippy Boys - Look-Ka-Py-Py
06 - Jay Boys - Splendour Splash
07 - The Pioneers - Na Na Hey Hey (Kiss Him Goodbye)
08 - Ken Boothe - Is It Because Im Black
09 - Phyllis Dillon - Woman Of The Ghetto
10- Lee Perry & The Upsetters - Jungle Lion
11- A Darker Shade Of Black - Ball Of Confusion
12 - Carl Dawkins & The Wailers - Cloud Nine
13 - The Pioneers - Papa Was A Rolling Stone
14 - Tomorrow's Children - War
15 - Lloyd Parks - Stop The War Now
16 - Bob Marley & The Wailers - Soul Almighty
17 - Lloyd Charmers - Shaft
18 - Lloyd Williams - Funky Beat
19 - The Chosen Few - Do Your Thing
20 - Toots & The Maytals - Funky Funky
Ouveaê!
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Talking Heads - Remain in Light (1980)
Talking Heads, tá aí uma grande banda que demorou para aparecer por aqui! Atitude punk, mas com profundidade, é o melhor dos mundos, vide o Television ou o Dead Kennedys. E o grupo de David Byrne, Jerry Harrison, Tina Heymouth e Chris Franz são a epítome do conceito 'punks de escola de arte', afinal se conheceram (menos Harrison, que era dos Modern Lovers) na Rhode Island School of Design, ainda no começo dos anos 70. Em meados da década, instalados em Nova York, começaram a exercitar suas nada convencionais idéias musicais e caíram muito bem na nascente cena punk centrada no mítico CBGB's, onde abriram shows para os Ramones. As letras e os vocais GEEKY de Byrne (muito antes dos geeks virarem moda) e o instrumental minimalista e vanguardista colocaram os Heads ao lado do Television na vertente 'art-punk'.
Seu primeiro disco, lançado em 1977 e intitulado simplesmente '77' tinha a genial 'Psycho Killer'. A entrada em cena do não menos mítico produtor BRIAN ENO a partir do segundo disco, More Songs About Buildings and Food' começou a inexorável guinada da banda para uma certa new wave 'séria' e que passou a incorporar experimentalismos e ritmos dissonantes, comelando também a busca de Byrne por ritmos exóticos, principalmente africanos. E o ápice dessa parceria sem dúvida é este Remain in Light, lançado em 1980, que superou o já altíssimo nível do anterior 'Fear of Music'.
Byrne, compositor e principal das cabeças pensantes da banda, deu mais trabalho para os outros músicos, inclusive muitos convidados, em sua tentativa de reinterpretar por sua mente de punk novaiorquino ritmos e lendas africanas. Eno deixou sua marca no impecável amálgama do art rock new wave, com ecos de Velvet Underground, aos ritmos quebrados e à espiritualidade afro, com um pronunciado groove funk. Difícil entender, né? Então o negócio é ouvir! A primeira faixa, Born Under Punches (The Heat Goes On) já mostra a que veio, com uma linha rítmica hipnótica, o vocal peculiar de Byrne e barulhinhos legais. O resto é só deleite. A música mais conhecida, 'Once in a Lifetime', tem uma percussão polirítmica from hell e um tecladinho espacial que faz a voz de Byrne fluir como água. O resto mantém o nível. Todos os oito discos lançados pelos Heads entre 1977 e 1985 são excelentes, mas esse aqui é o creme do creme!
Se liga no clipe de 'Once in a Lifetime'
e cai de cabeça no disco completo!
Talking Heads - Remain in Light (1980)
01 - Born Under Punches (The Heat Goes On)
02 - Crosseyed and Painless
03 - Houses in Motion
04 - Listening Wild
05 - Once in a Lifetime
06 - Seen and Not Seen
07 - The Great Curve
08 - The Overload
Ouveaê!
terça-feira, 17 de maio de 2011
Pink Flamingos Soundtrack
Bom Gosto Trash
Pink Flamingos é um clássico trash do diretor John Waters, lançado em 1972. Seu subtítulo é "Um exercício em mau gosto". O filme conta a trajetória da traveca Divine tentando manter seu posto de Pessoa Mais Obscena do Mundo. Tudo isso vem embalado nessa trilha sonora de Rock'n'Roll velhão e Rhythm and Blues. A pegada geral é primitivista e divertida.
01. Link Wray & His Ray Men - The Swag
02. The Centurions - Intoxica
03. Lavern Baker - Jim Dandy
04. Frankie Lymon And The Teenagers - I'm Not A Juvenile Delinquent
05. Little Richard - The Girl Can't Help It
06. Bill Haley & His Comets - Ooh! Look-A There, Ain't She Pretty
07. Nite Hawks - Chicken Grabber
08. The Tune Weavers - Happy, Happy Birthday Baby
09. The Tyrones - Pink Champagne
10. The Trashmen - Surfin' Bird
11. The Robins - Riot In Cell Block #9
12. Patti Page - (How Much Is) That Doggie In The Window
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