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terça-feira, 9 de março de 2010

Rashaan Roland Kirk - Rip, Rig and Panic (1965)


Outro discasso apresentado pelo mestre Brunoise, essa pepita de Rashaan Roland Kirk é descrito por alguns como o "Punk-jazz" da época. O saxofonista Roland Kirk, que depois acrescentou o Rashaan ao nome, é uma das figuras mais malucas da história do jazz. Ficou cego aos dois anos de idade, e como muitos outros deficientes visuais, desenvolveu extremo talento musical. Uma de suas marcas registradas é tocar dois saxofones ao mesmo tempo (!), além de criar seus próprios instrumentos. Mas além das excentricidades, Kirk é conhecido pelo completo domínio da técnica e pela inesgotável capacidade de improvisação no instrumento. Neste disco de 1965 ele entrega uma performance altamente energética, respaldado por um quarteto que quebra tudo na parte rítmica, graças em grande parte ao baterista Elvin Jones. Os solos altamente improvisados de Kirk se encarregam de acabar de quebrar tudo. Portanto, em uma palavra,QUEBRADEIRA!

Rashaan Roland Kirk - Rip, Rig and Panic (1965)

1. No Tonic Press
2. Once in a While  
 3. From Bechet, Byas, And Fats
 4. Mystical Dreams
 5. Rip, Rig and Panic
 6. Black Diamonds
 7. Slippery, Hippery, Flippery

Ouveaê!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

John Zorn - Naked City (1989)


Já tinha ouvido falar deste maluco chamando JOHN ZORN pelo amigo Brunoise, mas nunca tinha ouvido com a devida atenção. Hoje resolvi baixar esse Naked City, sonzera das GRANDES. Basicamente, é "Jazz de Vanguarda meets Hardcore", ou o único Jazz possível de se fazer no início dos anos 90. O saxofonista nova-iorquino Zorn é um dos músicos mais prolíficos das últimas décadas, tendo lançado mais de 100 discos desde o início dos anos 80, muitos excelentes, e esse é uma boa amostra do som do cara. Além de composições próprias, traz versões de alta voltagem para temas de filmes como Batman, Chinatown e peças de Henry Mancini e Enio Moriccone, além de uma cover de seu ídolo e mestre do Free Jazz Ornette Coleman. A banda de apoio segura bem a incontrolável energia de Zorn.
A começar pelo nome e pela capa, com um corpo de um homem baleado em Nova York, é um disco de jazz que transpira o clima acelerado, violento e vibrante de NY e das metrópoles em geral no início das últimas décadas do século 20.

Ouveaê!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Ornette Coleman - The Shape of Jazz to Come (1959)



Um dos maiores vanguardistas do Jazz, o saxofonista Coleman supostamente inventou o Free Jazz neste disco difícil, porém lindo. Aqui toda a estrutura harmônica básica do jazz desaparece, nem piano tem. É só o saxofone de Coleman, com o baixo de Charlie Haden, a corneta de Don Cherry e a bateria de Billy Higgins. O que sobra é improvisação em estado quase puro, com os músicos tendo liberdade total para pirar. Por isso, FREE JAZZ!

Ornette Coleman - The Shape of Jazz to Come (1959)

1. Lonely Woman
2. Eventually
3. Peace
4. Focus On Sanity
5. Congeniality
6. Chronology

Ouveaê!

Charles Mingus - Mingus Ah Um (1959)



Outro clássico que está fazendo 50 anos, produto da mente do baixista Charles Mingus, respaldado por uma bela banda de apoio. Esse disco homenageia mestres do jazz como Duke Ellington, na música "Open Letter for Duke", o pioneiro Jelly Roll Morton em "Jelly Roll" e os saxofonistas Lester Young "Pork Pie Hat" e Charlie Parker "Bird Calls" além de satirizar o governador racista do Arkansas Orval Faubus em "Fables of Faubus".

Mas Mingus olhava para o passado, mas fazendo música pro futuro, isso percebe-se ouvindo as faixas, tocadas com maestria pelos músicos em completa harmonia. É só pedrada. E para fazer jus à qualidade, as músicas estão todas em 320 kbps.

Charles Mingus - Mingus Ah Um (1959)

01 - Better Get It in Yo' Soul
02 - Goodbye Pork Pie Hat
03 - Boogie Stop Shuffle
04 - Self-Portrait in Three Colors
05 - Open Letter to Duke
06 - Bird Calls
07 - Fables of Faubus
08 - Pussy Cat Dues
09 - Jelly Roll

Ouveaê!