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terça-feira, 8 de junho de 2010

Miles Davis - Ascenseur pour l'échafaud (1958)


Para continuar a toada de trilhas sonoras, aí vai mais uma clássica. Outro dia vi esse filme Ascenseur pour l'échafaud na casa da namorada. Obra de estreia do francês Louis Malle, trata-se de uma película na pegada film noir sobre um cara que tem um caso com a mulher do chefe e mata o patrão. Mas no meio da fuga tinha um elevador, e aí segue uma história cheia de reviravoltas. Bom filme, mas o que o tornou um clássico é a trilha sonora encomendada a ninguém menos que Miles Davis, que um ano antes de lançar 'Kind of Blue' já se aventurava pelas harmonias modais. O trumpete de Miles, respaldado por músicos franceses, cria o clima nos momentos mais acelerados e mais contidos do filme. Sonzeraça, e o filme é recomendadíssimo também.

Miles  Davis - Ascenseur pour l'échafaud (1958)


1. Generique

2. L'Assassinat de Carala
3. Sur L'Autoroute
4. Julien dans L'Ascenseur
5. Florence Sur les Champs-Elysees
6. Diner au Motel
7. Evasion de Julien
8. Visite du Vigile
9. Au Bar du Petit Bac
10. Chez le Photographe du Motel

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Frank Zappa - Hot Rats (1969)



Este primeiro disco solo de Frank Zappa (sem os Mothers of Invention) é mais um ilustre quarentão. A essa altura Zappa já era um nome a se respeitar no rock vanguardista norte-americano. Mais respeitável pensando que ele NÃO usava drogas! De qualquer forma, esse Hot Rats é também a primeira incursão de Zappa pelo terreno do jazz-rock. É quase todo instrumental, com exceção da segunda faixa, 'Willie the Pimp', com vocais do amigo de infância de Zappa Capitain Beefhart. De resto é só fritação com o mestre esmirilhando na guitarra em faixas que aliam a sofisticação musical do jazz com a atitude suja do hard rock, que se alongam por até DEZESSETE minutos sem entediar o ouvinte, como em 'The Gumbo Variations'. Exceção é a primeira, 'Peaches en Regalia', de uma suntuosidade épica em apenas pouco mais de três minutos, e 'Little Umbrellas'. Um clássico indispensável.

Frank Zappa - Hot Rats (1969)

01 - Peaches En Regalia
02 - Willie the Pimp
03 - Son of mr. Green Genes
04 - Little Umbrellas
05 - The Gumbo Variations
06 - It must be a Camel

Ouveaê!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Vince Guaraldi Trio - A Boy Named Charlie Brown (1964)



Esse aqui é alegria garantida, o pianista Vice Guaraldi ficou famoso pela trilha dos especiais para a TV da turma dos Peanuts, Snoopy, Charlie Brown, Linus, Patty Pimentinha, etc, de Charles Schultz. Quando criança eu adorava os desenhos, e agora to pirando aqui com esse discasso que traz algumas faixas clássicas cheias de groove. Ótimo pra ouvir no trampo e para desestressar em qualquer situação.

Vince Guaraldi Trio - A Boy Named Charlie Brown (1964)

01 - Oh good Grief
02 - Pebble Beach
03 - Happiness is
04 - Schroeder
05 - Charlie Brown Theme
06 - Linus & Lucy
07 - Blue Charlie Brown
08 - Baseball Theme
09 - Freda (With the Naturally Curly Hair
10 - Fly Me To The Moon

Ouveaê!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Ornette Coleman - The Shape of Jazz to Come (1959)



Um dos maiores vanguardistas do Jazz, o saxofonista Coleman supostamente inventou o Free Jazz neste disco difícil, porém lindo. Aqui toda a estrutura harmônica básica do jazz desaparece, nem piano tem. É só o saxofone de Coleman, com o baixo de Charlie Haden, a corneta de Don Cherry e a bateria de Billy Higgins. O que sobra é improvisação em estado quase puro, com os músicos tendo liberdade total para pirar. Por isso, FREE JAZZ!

Ornette Coleman - The Shape of Jazz to Come (1959)

1. Lonely Woman
2. Eventually
3. Peace
4. Focus On Sanity
5. Congeniality
6. Chronology

Ouveaê!

Dave Brubeck Quartet - Time Out (1959)



Esse marco do Cool Jazz é uma delícia de ouvir, e um dos melhores discos para se por na hora de fazer "sweet love to your ol' lady". Aqui a inovação do pianista Brubeck, com a ajuda valiosa do saxofonista Paul Chambers, é brincar com o tempo das músicas, trocando o tradicional compasso 4/4 por andamentos influenciados pela música clássica, africana e oriental. "Blue Rondo a la Turk", que abre o álbum, tem um sabor turco, composta por Brubeck após uma viagem a Istambul. "Take Five", a música mais conhecida", foi composta por Desmond num compasso de 5/4. "Kathy's Waltz" usa andamento de valsa, e por aí vai. Apesar da proposta vanguardista, Time Out foi um grande sucesso de público, e até hoje é um dos discos de jazz mais vendidos.

Dave Brubeck Quartet - Time Out (1959)

1. Blue Rondo A La Turk
2. Strange Meadow Lark
3. Take Five
4. Three To Get Ready
5. Kathy's Waltz
6. Everybody's Jumpin'
7. Pick Up Sticks

Ouveaê!

Charles Mingus - Mingus Ah Um (1959)



Outro clássico que está fazendo 50 anos, produto da mente do baixista Charles Mingus, respaldado por uma bela banda de apoio. Esse disco homenageia mestres do jazz como Duke Ellington, na música "Open Letter for Duke", o pioneiro Jelly Roll Morton em "Jelly Roll" e os saxofonistas Lester Young "Pork Pie Hat" e Charlie Parker "Bird Calls" além de satirizar o governador racista do Arkansas Orval Faubus em "Fables of Faubus".

Mas Mingus olhava para o passado, mas fazendo música pro futuro, isso percebe-se ouvindo as faixas, tocadas com maestria pelos músicos em completa harmonia. É só pedrada. E para fazer jus à qualidade, as músicas estão todas em 320 kbps.

Charles Mingus - Mingus Ah Um (1959)

01 - Better Get It in Yo' Soul
02 - Goodbye Pork Pie Hat
03 - Boogie Stop Shuffle
04 - Self-Portrait in Three Colors
05 - Open Letter to Duke
06 - Bird Calls
07 - Fables of Faubus
08 - Pussy Cat Dues
09 - Jelly Roll

Ouveaê!

Miles Davis - Kind of Blue (1959)



Vou começar agora mais uma série de posts temáticos, e no caso o tema é o ano da graça de 1959,um dos mais inspirados da história do Jazz. Segundo o site Rate Your Music, os cinco melhores discos de 1959 são obras-primas absolutas do Jazz, a começar por essa pepita de Miles Davis, escorado por Quinteto de respeito, com John Coltrane no Sax Tenor, Cannonball Adderley no Sax Alto, Bill Evans no Piano, Paul Chambers no Baixo e Jimmy Cobb na Bateria.

Kind of Blue foi um marco por ser a grande obra do Jazz Modal, que usa variações em cima de uma mesma nota como base, e pela estrutura de blues, na base do 'pergunta e resposta', das músicas. Com essa base sólida, os solos inspiradíssimos dos músicos se destacam. Sua gravação foi feita em um estúdio de Nova York onde antes havia uma igreja, de acústica impecável. Por tudo isso, é um puro deleite estético escutá-lo. Sem mais delongas, ouveaê!

Miles Davis - Kind of Blue (1959)

01 - So What
02 - Freddie Freeloader
03 - Blue in Green
04 - All Blues
05 - Flamenco Sketches

Ouveaê

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Charlie Parker & Miles Davis - Bluebird - Legendary Savoy Sessions (1947)



To ouvindo aqui essa sessão lendária de Bird e Miles ainda moleque quebrando tudo com estilo e categoria. Ah, nada como um jazzinho dubão... Vinte e três faixas de clássicos absolutos. Imagino que deve ter sido estar lá na gravação... Deleitem-se!

Charlie Parker & Miles Davis - Bluebird - Legendary Savoy Sessions (1947)

01 - Billie's Bounce
02 - Now's The Time
03 - Meandering
04 - Donna Lee
05 - Chasin' The Bird
06 - Cheryl
07 - Buzzy
08 - Milestones
09 - Little Willie Leaps
10 - Half Nelson
11 - Sippin' At Bells
12 - Another Hair-Do
13 - Blue Bird
14 - Klaunstance
15 - Bird Gets The Worm
16 - Barbados
17 - Ah-Leu-Cha
18 - Constellation
19 - Parker's Mood
20 - Perhaps
21 - Marmaduke
22 - Steeplechase
23 - Merry-Go-Round

Ouveaê!