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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Beck - Odelay (1996)


O resgate dos sons que definiram a gloriosa década de 90 continua por aqui. E este segundo disco do grande BECK, lançado em 1996, é um dos mais emblemáticos da década. E não só porque eu comprei ele quando tinha meus 15 anos, importado, na London Calling, durante um passeio pelo centro numa tarde nublada, por algo em torno de R$ 23, e o ouvi obsessivamente naquela época, junto com outros marcos como o OK Computer e o Mellon Collie.

Beck, filho de um arranjador/maestro erudito e de uma habitué do mítico estúdio Factory, de Andy Warhol, cresceu envolto em arte e bons sons. Largou a escola e foi hardeirar pelas ruas de Los Angelas com sua viola, influenciado pelo chamado anti-folk da época. Estourou com o HINO DE UMA GERAÇÃO 'Loser', em 1994. No ano seguinte se trancou no estúdio com os produtores Dust Brothers (de Paul's Boutique' dos Beastie Boys) e emergiu com esta pequena obra prima.

Bem no cilma 'pós-tudo'de referências que já havia em Paul's Boutique e no contemporâneo Endtroducing, do DJ Shadow, Odelay mescla neo-folk, indie noise, hip hop e pitadas de bossa nova.  Apesar desta aparente esquizofrenia sonora, o resultado é coeso, com um estilo bem definido. Uma impressionante colagem de samples é unida com a cola dos vários instrumentos que Beck toca.

Abre com a sensacional e groovy 'Devil's Haircut', sampleando James Brown. 'The New Pollution', com uma levada surrupiada de 'Taxman', dos Beatles e o funky-hop 'Where's At' são os outros hits, mas o disco é todo bom. (E a capa é bem loca) E ouvindo agora em 2011 soa tão bem quanto em 1996, quando eu era bem mais jovem e impressionável.

Beck - Odelay (1996)

01 - Devil's Haircut
02 - Hotwax
03 - Lord Only Knows
04 - The New Pollution
05 - Derelict
06 - Novocane
07 - Jack-Ass
08 - Where It's At
09 - Minus
10 - Sissyneck
11 - Readymade
12 - High 5 (Rock the Catskills)
13 - Ramshackle

Ouveaê!

terça-feira, 29 de março de 2011

The Stone Roses - The Stone Roses (1989)


Voltando à fusão do indie rock com a eletrônica dançante que atingiu o ápice com o Screamadelica do Primal Scream em 1991, outro disco fundamental da tendência de juntar os roqueiros com os ravers na Inglaterra entre o final dos anos 80 e início dos 90 foi esse disco de estreia do grande Stone Roses. O grupo de Ian Brown, John Squire, Mani e Remi, oriundos da gloriosa MANCHESTER, inventou o que depois veio a se tornar o BRITPOP com os vocais preguiçosos, quase arrogantes, a guitarreira COOL e o ritmo hipnótico, influenciado pela dance music, do baixo de Mani e a guitarra de Remi.

Amigos de infância, Brown e Squire tiveram várias bandas quando moleques em Manchester, e formaram o Stone Roses em 1984. Nos próximos cinco anos eles labutaram no underground da cidade, e as influências roqueiras (Rolling Stones principalmente) do início foram se mesclando à influência da cena rave/acid house que florescia na Inglaterra na época, e às guitarras distorcidas de Jesus and Mary Chain e do Primal Scream do começo. O resultado foi o disco de estreia, uma obra-prima que começa com a climática 'I Wanna Be Adored', segue com a deliciosa 'She Bangs the Drums' e a não menos delícia 'Waterfall'. O resto segue a toada, com destaques para 'Made of Stone' e a catarse final com I am the Ressurrection'.

O disco foi devidamente incensado por público e crítica na Inglaterra e por descolados de todo o mundo, mas a consagração acabou sendo um tiro pela culatra para a banda, que acabou sendo um dos maiores exemplos da 'síndrome do segundo disco', junto com o My Bloody Valentine. Eles demoraram cinco anos para lançar o decepcionante 'Second Coming', em 1994, que tinha a ótima 'LoveSpreads' e só. Mani deixou a banda em 1995 e Squire no ano seguinte. Não houve um terceiro disco e a banda acabou oficialmente em 1996. A essa altura o britpop já havia explodido, com a guerra entre Oasis e Blur, que devem muito ao caminho aberto pelos Stone Roses.

The Stone Roses - The Stone Roses (1989)


01 - I Wanna Be Adored
02 - She Bangs the Drums
03 - Waterfall
04 - Don't Stop
05 - Bye Bye Badman
06 - Elizabeth My Dear
07 - (Song For) My Sugar Spun Sister
08 - Made of Stone
09 - Shoot You Down
10 - This is the One
11 - I am the Resurrection

Ouveaê!
(senha: hemissroad)

quarta-feira, 16 de março de 2011

Primal Scream - Screamadelica (1991)


Um dos discos que definiram a sonoridade da década de 90 está fazendo 20 anos com as devidas honrarias. Screamadelica, o álbum do Primal Scream que misturou indie rock, rock clássico a la Stones, eletrônica, grooves, gospel, dub e muita psicodelia e foi trilha sonora da geração Ecstasy, vai ganhar uma edição de luxo e será executado na íntegra ao vivo, um show com fortes chances de vir pro Brasil.

Mestre Camilo Rocha disseca o disco aqui. Não tenho mais muito a acrescentar, então ouveaê e boa viagem com Bobbie Gillespie e seus asseclas!

Primal Scream - Screamadelica (1991)


01 - Movin' on Up
02 - Slip Inside This House
03 - Don't Fight It, Feel It
04 - Higher Than The Sun
05 - Inner Flight
06 - Come Together
07 - Loaded
08 - Damaged
09 - I'm Coming Down
10 - Higher Than TheSun (A Dub Symphony in Two Parts)
11 - Shine Like Stars


Ouveaê!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

The Jesus and Mary Chain - Psychocandy (1985)


Mais um FUNDAMENTO da guitarreira distorcida que antecipa o tal indie antes do termo existir e também aproveita para criar o termo SHOEGAZE, é esse disco de estreia do produto das mentes insanas dos irmãos escoceses Jim e William Reid. Nesse disco o parceiro BOBBY GILLESPIE, que formaria o Primal Scream, faz a bateria, e a produção é do compatriota escocês e outro que foi fundamental no tal indie, Alan McGee, do selo Creation. Mas é a guitarreira sem noção e caprichada no feedback e na microfonia dos irmãos que dá o tom, e foi revolucionária na época. Só que o mais legal, na minha opinião, é que por detrás da muralha de feedback tem melodias mó bonitinhas, como a linda Just Like Honey, que foi redescoberta por Sofia Coppola no filme Encntros e Desencontros, e abre os trabalhos. O resto segue a toada, com pequenas pérolas como Taste of Cindy, Never Understeand e You Trip Me Up.

The Jesus and Mary Chain - Psychocandy (1985)

1. Just Like Honey
2. The Living End
3. Taste the Floor
4. The Hardest Walk
5. Cut Dead
6. In a Hole
7. Taste of Cindy
8. Never Understand
9. Inside Me
10. Sowing Seeds
11. My Little Underground
12. You Trip Me Up
13. Something's Wrong
14. It's So Hard

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Dinosaur Jr. - You're Living All Over Me (1987)


Sim, amigo, é oficial, o grande Dinosaur Jr. vem pro Brasil, e os ingressos já estão a venda, e suspeito que vão acabar rapidinho. Eu tentarei ir. Se vocês não conseguirem, fica aqui o melhor disco dos caras, de 1987. Alegria pura com guitarreira distorcida em cima dos vocais dos vocais do gênio J. Mascis, responsável tanto pela guitarreira quanto pelos vocais. Esse foi o disco que colocou a guitarra de volta ao centro das atenções do rock and roll, misturando hardcore, pirações noise a la sonic youth e hard rock melódico. Tudo o que veio depois (pixies, nirvana, smashing pumpkins, pearl jam, etc) deve muito ao grupo de Mascis, Low Barlow e Murph

(aqui no Fliperama Zen tem um texto bem mais legal sobre a história do Dinosaur Jr)

e aqui o clipe mó legal de Over It, do disco novo deles, mostrando que os caras ainda estão em forma



e o fino da bossa, o You're Living All Over Me em versão remasterizada, tinindo

Dinosaur Jr. - You're Living All Over Me (1987)


01 - Little Furry Things
02 - Kracked
03 - Sludgefeast
04 - The Lung
05 - Raisans
06 - Tarpit
07 - In a Jar
08 - Lose
09 - Poledo
10 - Just Like Heaven


Ouveaê!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O Pavement está de volta

Mais um sintoma da volta aos nineties foi a anunciada volta de uma das bandas mais representativas do rock aletrnativo norte-americano dos anos 90, o Pavement. Formado em 1989 pelos amigos de infância Stephen Malkmus e Scott Kannberg, que dividem os vocais e a guitarra, o Pavement marcou época com sua sonoridade lo-fi, de músicas com estrutura 'fraturada', distorções repentinas, muito ruído branco e letras malucas e lacônicas. Em 1992 eles lançaram o clássico Slanted and Enchanted, com o baixista Mark Ibold e o baterista frito Gary Young, que deixou a banda um ano depois. Em 1994, com Steve West na bateria, eles lançaram o também maravilhoso Crooked Rain, Crooked Rain, que trazia o hit "Cut Your Hair". Isso não foi suficiente para levá-los ao mainstream, e o Pavement passou o restante da década militando no underground americano, e seu culto chegou à Europa e lugares distantes como o Brasil. Eles ainda lançaram mais três álbuns: Wowee Zowee, em 1995, Brighten the Corners, em 1997, e Terror Twillight, em 1999, ano em que a banda acabou, de maneira abrupta. Agora, 11 anos depois, eles estão de volta, e o que seriam apenas dois shows beneficentes já viraram uma turnê mundial, com rumores de shows no Brasil, inclusive abrindo para sir Paul McCartney. Para aquecer, lá vão os dois primeiros e essenciais álbuns dessa banda tão querida

Pavement - Slanted and Enchanted (1992)


O primeiro álbum do Pavement começa com a porrada "Summer Babe" e segue com outras pedradas, como Trigger Cut" e a fantástica "Loretta's Scars". Foi o disco que mudou a face do rock alternativo dos EUA ao abrir caminho para as experimentações lo-fi, com muita distorção e ruído por cima de melodias fofas e letras surreais.

01 - Summer Babe
02 - Trigger Cut
03 - No Life Singed Her
04 - In the Mouth a Desert
05 - Conduit for Sale!
06 - Zurich is Stained
07 - Chesley's Little Wrists
08 - Loretta's Scars
09 - Here
10 - Two States
11 - Perfume V
12 - Fame Throwa
13 - Jackals, False Grails: The Lonesome Era
14 - Our Singer

Ouveaê!

Pavement - Crooked Rain, Crooked Rain (1994)

Dois anos depois, com um baterista menos frito, o Pavement sobreviveu bem à "maldição do segundo disco". Menos experimental e mais pop, mas nem tanto, Crooked Rain, Crooked Rain trazia o hit "Cut Your Hair", que ganhou o videoclipe sensacional.




01 - Silence Kit
02 - Elevate Me Later
03 - Stop Breathin’
04 - Cut Your Hair
05 - Newark Wilder
06 - Unfair
07 - Gold Soundz
08 - 5-4=Unity
09 - Range Life
10 - Heaven Is a Truck
11 - Hit the Plane Down
12 - Fillmore Jive

Ouveaê!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Built to Spill - Keep it Like a Secret (1999)




Ainda na pegada 90s, uma banda que sintetiza década inteira. Muito lo-fi, grunge, indie e guitarreira alta.

Built to Spill - Keep it Like a Secret (1999)

01 - The Plan
02 - Center of the Universe
03 - Carry the Zero
04 - Sidewalk
05 - Bad Light
06 - Time Trap
07 - Else
08 - You Were Right
09 - Temporarily Blind
10 - Broken Chairs

My Bloody Valentine - Loveless (1991)


Iniciados oficialmente os ANOS 10, termina também oficialmente o período de nostalgia dos anos 80 e começamos a relembrar os NINETIES, que convenhamos, foram muito melhores, principalmente na música. Embora valorosas bandas como Pixies e Sonic Youth, entre outras, mantessem vivo o espírito do rock alternativo nos 80s, foi na década seguinte que o tal do INDIE ROCK explodiu, e 1991 foi 'the year that punk broke', onde foram lançados, por exemplo, o Nevermind, do Nirvana, Ten, do Pearl Jam, Bloodsugarsexmagik do Red Hot Chilli Peppers e Scramadelica, do Primal Scream.

Mas talvez o melhor disco lançado neste ano foi este Loveless, obra-prima do chamado SHOEGAZE. Obra dos irlandeses do My Bloody Valentine, Loveless influenciou toda uma geração de moleques que empunhavam guitarras distorcidas e dançavam olhando para o chão.

Por mais que você, mundrugo brasileiro que gosta de música animada, torça o nariz para essas INDIEZICES, recomendo ouvir esse disco com a devida atenção. Trata-se de uma obra-prima ,que demorou mais de dois anos para ser feita e quase levou o lendário selo Creation à falência. Faixas como Only Shallow, Loomer, When You Sleep e To Here Knows When possuem uma textura de arranjos psicodélicos e distorção sensual que servem de base aos vocais do gênio Kevin Shields e de Blinda Butcher. Como diz a resenha do Allmusic, o disco transpira "druggy sex or sexy drugs".

My Bloody Valentine - Loveless (1991)


01 - Only Shallow
02 - Loomer
03 - Touched
04 - To Here Knows When
05 - When You Sleep
06 - I Only Said
07 - Come In Alone
08 - Sometimes
09 - Blown A Wish
10 - What You Want
11 - Soon

Ouveaê!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Mission of Burma


Feliz ano novo, fiéis ouvintes do Ouveaê! Para começar 2010 com o pé-direito, vou postar os dois discos clássicos dessa excelente banda de Boston, Massachussets, formada no longínquo ano de 1979, no bojo da revolução punk. Como os já aqui citados Television, o Mission of Burma tinha a atitude punk, mas não acreditava nesse negócio de que pra ser punk tem que tocar mal. Assim, com suas músicas ao mesmo tempo barulhentas e ricas em melodia, o Mission é creditado como uma das principais bandas do post-punk e um dos pais do Indie Rock norteamericano.

A sonoridade do Mission of Burma estava centrada na guitarra feroz de Roger Miller, amparada no baixo de Clint Conley e a bateria de Peter Prescott. Influenciados por gente como The Stooges e Velvet Underground, o Mission definitavemente não era uma banda Punk qualquer. Contribuía para isso o fato deles gravarem num dos melhores estúdios de Boston, longe da tosqueira típica das gravações de bandas punks.

Em 1981 lançaram o sensacional single Academy Fight Song, e logo depois o primeiro EP, Signals, Calls and Marches.

Mission of Burma - Signals, Calls and Marches (1981)


A faixa de abertura, 'Academy Fight Song', não estava incluída originalmente no EP, pois foi lançada como single. Mas nessa reedição não podia faltar, e é seguida da também ótima 'Max Ernst'. Outros destaques são a clássica 'That's When I Reach for My Revolver' e 'This is Not a Photograph'. Em comum as letras com referências artísticas e filosóficas, os vocais meio declamatórios, as inusitadas quebras no tempo das músicas e o ritmo alucinado.

01 - Academy Fight Song
02 - Max Ernst
03 - Devotion
04 - Execution
05 - That's When I Reach For My Revolver
06 - Outlaw
07 - Fame And Fortune
08 - This Is Not a Photograph
09 - Red
10 - All World Cowboy Romance


Logo depois os Missions lançaram o primeiro (que seria seu único) álbum:

Mission of Burma - Vs. (1982)


Vs. é estranhamente menos pop e mais experimental que Signals, Calls and Marches, com menos riffs e refrões pegajosos, mas é uma bela coleção de caos sonoro, com destaque para a porrada 'That's How I Escaped my certain Fate' e as ótimas 'Einstein's Day' e 'The Ballad of Johnny Burma'.

01 - Secrets
02 - Trains
03 - Trem Two
04 - New Nails
05 - Dead Pool
06 - Learn How
07 - Mica
08 - Wheaterbox
09 - The Ballad of Johnny Burma
10- Einstein's Day
11 - Fun World
12 - That's How I Escaped My Certain Fate
13 - Laugh The World Away
14 - Forget
15 - Progress
16 - OK No Way


A banda acabaria logo depois, por um motivo deveras pitoresco. AS apresentações ao vivo do Mission eram conhecidas por ser das mais barulhentas possíveis. Isso fez com que o guitarrista Roger Miller começasse a perder a audição. Assim, antes de ficar surdo de vez ele pediu pra sair, e a banda sem ele não fazia sentido. Uma amostra da porradaria ao vivo do Mission pode ser sentida no disco ao vivo 'The Horrible Truth About Burma', lançado em 1985, com músicas da turnê de despedida.

Mission of Burma - The Horrible Truth About Burma (1985)



A banda inesperadamente voltou a se reunir em 2002, e em 2004 lançaram um novo disco, bem bom aliás, OnOffOn, e desde então tem excursionado e lançou mais dois discos. Mas não achei o link dos novos discos, então quem se interessar, se vira! heheheh...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

The Pixies - Doolittle (1989)



Outro disco FUNDAMENTAL, aí no contexto do indie rock, tb tá fazendo 20 anos. Trata-se de Doolittle, o mais bem-sucedido disco de uma das minhas bandas favoritas, o Pixies. Em 1989, após o estupendo Surfer Rosa, o grupo estava no auge. De relacionamento normalmente conturbado, o vocalista Black Francis e a baixista Kim Deal estavam em um entrosamento quase perfeito. E toda a competência do guitarrista Joey Santiago e do baterista David Lovering completam a perfeição sonora. Conhecida pela mistura enérgica de punk rock, surf music com harmonias celestiais e letras surreais, o Pixies inventou o lance do (momento pesado/momento suave) nas suas músicas, que influenciou uma caralhada de gente que veio depois. Deste disco é o maior sucesso do Pixies, 'Here comes your man', mas tb brilham a genial Debaser, as belíssmas Monkey Gone to Heaven e Wave of mutilation, as porradas Tame e Crackity Jones, entre várias outras. Um clássico absoluto e FUNDAMENTAL!

The Pixies - Doolittle (1989)

01 - Debaser
02 - Tame
03 - Wave of Mutilation
04 - I Bleed
05 - Here Comes Your Man
06 - Dead
07 - Monkey Gone to Heaven
08 - Mr. Grieves
09 - Crackity Jones
10 - La La Love You
11 - No. 13 Baby
12 - There Goes My Gun
13 - Hey
14 - Silver
15 - Gouge Away

Ouveaê!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Neutral Milk Hotel - In The Aeroplane Over The Sea (1998)



O Neutral Milk Hotel é projeto do gênio frito Jeff Magnum, vocalista e letrista. Ele é de Ruston, um fim de mundo da Louisiana, e o Neutral Milk é produto da improvável cena indie/folk do local, centralizada no coletivo/gravadora Elephant Six. A molecada lá de Ruston cresceu ouvindo muita psicodelia, de Beatles, Zombies e Pink Floyd à Sonic Youth, e várias bandas saíram dessa mistura. Estamos aqui no território do neofolk psicodélico lo-fi americano, portanto, de gente como Wilco, Pavament e Olivia Tremor Control, ou seja, bálsamo para a galerinha INDIE. Mas é muito bom, a voz de Magnum é perfeita na pegada folk redneck, carregada de emoção. As letras são muito fritas, diz-se que muitas são relatos de sonhos do cara e há várias referências a coisas como o diário de Anne Frank, vale a pena pegar as letras para acompanhar. Uma pequena obra-prima.

Neutral Milk Hotel - In The Aeroplane Over The Sea (1998)

01 - The King of the Carrot Flowers, Pt. 1
02 - The King of the Carrot Flowers, Pt. 2
03 - In The Aeroplane Over the Sea
04 - Two-Headed Boy
05 - The Fool
06 - Holland, 1945
07 - Communist Daughter
08 - Oh Comely
09 - Ghost
10 - [Untitled]
11 - Two-Headed Boy. Pt. 2

Ouveaê!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

The Flaming Lips - The Soft Bulletin (1999)



Quem diria que já faz dez anos que essa obra prima psicodélica criada nas profundezas das mentes de Wayne Coyne, Steve Drozd e seus asseclas foi lançada... Da geração de ouro do rock alternativo norte-americano o Flaming Lips é a que melhor flerta com a psicodelia e sons viajantes, com direito a harmonias celestiais e a voz de anjo frito desafinado do Wayne Coyne. Esse disco foi lançado após o experimental disco quádruplo Zaireeka, cujos quatro discos tinham que ser ouvidos ao mesmo tempo. As fritações continuam em The Soft Bulletin, mas a músicas são mais convencionais, quase pop às vezes. Enfim, ouçam aÊ!

The Flaming Lips - The Soft Bulletin (1999)

1. Race for the Prize
2. A Spoonful Weighs a Ton
3. The Spark That Bled
4. Slow Motion
5. What Is the Light?
6. The Observer
7. Waitin’ for a Superman
8. Suddenly Everything Has Changed
9. The Gash
10. Feeling Yourself Disintegrate
11. Sleeping on the Roof
12. Race for the Prize
13. Waitin’ for a Superman
14. Buggin’

Ouveaê!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Sonic Youth - The Eternal (2009)


sonic youth, nesse eu confio. enquanto muitas bandas sofrem para lançar o segundo disco, a banda nova-iorquina chega ao seu décimo sexto álbum de estúdio (isso sem contar os discos mais experimentais lançados pelo selo SYR) com louvor.

o vigor pode não ser o mesmo dos tempos em que o nome juventude sônica fazia todo o sentido, mas a banda ainda está muito distante da burocracia que atinge nove entre dez dinossauros do rock.

o esporro rock'n'roll cheio de distorção que era a marca registrada da banda pode ter ficado um pouco de lado, e dificilmente voltaremos a ouvir composições tão brilhantes como "Teenage Riot", "Sugar Kane" ou "Schizophrenia", mas a regularidade alcançada pela banda nas suas últimas produções é impressionante, e se antes sempre havia uma faixa ou outra que acabava pulando, agora dá gosto de ouvir os discos de ponta-a-ponta, como acontece com "The Eternal".

Sonic Youth: The Eternal (2009)
01 "Sacred Trickster"
02 "Anti-Orgasm"
03 "Leaky Lifeboat (For Gregory Corso)"
04 "Antenna"
05 "What We Know"
06 "Calming The Snake"
07 "Poison Arrow"
08 "Malibu Gas Station"
09 "Thunderclap For Bobby Pyn"
10 "No Way"
11 "Walkin Blue"
12 "Massage The History"

ouveaê!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Dodô - Alguma Coisinha (2009)

Baterista da lendária banda indie PELVs, membro do Monobloco e DJ da festa Pessoas do Século Passado, Dodô fez esse disco em casa, todo com base em samples da música mundrungo-brasileira, e por cima canta com sua voz preguiçosa ótimas letras sobre... preguiça. O Trabalho Sujo explica melhor a história, mas digo que esse disquinho despretensioso, lançado apenas na internet através d'O Esquema, é uma pequena preciosidade. Ouçam Aê!

Dodô - Alguma Coisinha (2009)

1 - Alguma Coisinha
2 - Versus
3 - Toda a gloria do mundo
4 - Tudo dorme um pouco em voce
5 - A chuva morna antes do meio dia
6 - Docinha
7 - Rotina Tk
8 - Fax
9 - Minha cara
10 - Fim
11 - Cessoriago
12 - Alguma coisinha club mix

Ouveaê!