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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Lula Côrtes e Zé Ramalho - Paêbirú (1975)


O pernambucano Lula Côrtes deixou esta Terra no último dia 26 de março, aos 61 anos. Ele será lembrado para sempre como o cérebro frito por trás de um dos discos mais lendários e enigmáticos da história da música brasileira, Paêbirú. Muito se escreveu sobre a lenda que cerca esse tratado psicodélico hippie nordestino. Com um jovem e ainda desconhecido Zé Ramalho e com uma mítica banda de apoio formada por Paulo Rafael, Robertinho de Recife, Geraldo Azevedo e Alceu Valença, entre outros, todos membros da mutcholoca cena psicodélica recifense de meados dos anos 70, o falecido Lula gravou este disco duplo entre outubro e dezembro de 1974, alimentado por diversos alteradores de consciência, pela gravadora Rozemblit. Ele já tinha no currículo o também altamente psicodélico Satwa, lançado um ano antes. 


Cada um dos quatro lados do álbum representava um elemento (terra, ar, fogo e água), e o conceito (sim, é um álbum conceitual) "conta a história da Pedra do Ingá, um monólito existente no interior da Paraíba que sinalizaria um caminho 'a pé pro Peru' (daí Paêbirú, na língua dos índios cariris), mais precisamente Machu Picchu, a cidade perdida dos Incas. (segundo Rodrigo de Andrade. Já para Fernando Rosa, o Senhor F., o Paêbirú do título significa 'caminho do sol' na língua inca. Bem, de qualquer forma vocês sentiram o drama: hippismo dos fortes. As músicas são psicodelia pesada, repletas de ensandecidas violas, guitarras, baixo pesado, muitos sopros (com destaque pras flautas, claro) e vocais inacreditáveis, "árabes", na definição do Sr. F. Enfim, viajeira forte. 


Mas a lenda do disco vai além. Originalmente foram prensadas 1000 cópias, mas uma enchente no depósito da gravadora, às margens do rio Capibaribe, levou embora a maioria, junto com as fitas master, e estima-se que apenas 300 cópias sobrevivem, nas mãos de colecionadores, que chegam a pedir R$ 5 mil reais por uma cópia. Selos gringos relançaram o bolachão, mas copiados de outros vinis, sem as masters, a qualidade de som não é das melhores. De qualquer forma, o rip em MP3 do mítico Paêbirú circula por aí, e não poderia faltar neste Ouveaê. 


O jornalista Cristiano Bastos foi ao interior da Paraíba conhecer a Pedra do Ingá e a lenda por trás do disco para uma matéria da Rolling Stone, e junto com Leonardo Bonfim, fez um documentário sobre a busca. Dá uma conferida no trailer:









e boa viagem com a fritação de Lula, Zé e os fritos pernambucanos:

Lula Côrtes e Zé Ramalho - Paêbirú (1975)



Terra
1. Trilha de Sumé
2. Culto a Terra
3. Bailado das Muscarias

Ar
4. Harpa dos Ares
5. Não Existe Molhado Igual ao Pranto
6. Omm

Fogo
7. Raga dos Raios
8. Nas Paredes da Pedra Encantada
9. Marácas de Fogo

Água
10. Louvação a Iemanjá
11. Regato da Montanha
12. Beira Mar
13. Pedra Templo Animal
14. Trilha de Sumé

(link devidamente surrupiado do obrigatório Brazilian Nuggets)

quarta-feira, 16 de março de 2011

Primal Scream - Screamadelica (1991)


Um dos discos que definiram a sonoridade da década de 90 está fazendo 20 anos com as devidas honrarias. Screamadelica, o álbum do Primal Scream que misturou indie rock, rock clássico a la Stones, eletrônica, grooves, gospel, dub e muita psicodelia e foi trilha sonora da geração Ecstasy, vai ganhar uma edição de luxo e será executado na íntegra ao vivo, um show com fortes chances de vir pro Brasil.

Mestre Camilo Rocha disseca o disco aqui. Não tenho mais muito a acrescentar, então ouveaê e boa viagem com Bobbie Gillespie e seus asseclas!

Primal Scream - Screamadelica (1991)


01 - Movin' on Up
02 - Slip Inside This House
03 - Don't Fight It, Feel It
04 - Higher Than The Sun
05 - Inner Flight
06 - Come Together
07 - Loaded
08 - Damaged
09 - I'm Coming Down
10 - Higher Than TheSun (A Dub Symphony in Two Parts)
11 - Shine Like Stars


Ouveaê!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Crosby, Stills, Nash & Young - Deja Vu (1970)


O primeiro álbum do Crosby, Stills e Nash já havia sacudido o mundo florido da geração hippie com o folk rock psicodélico impossível de não se deixar levar junto. A adição de ninguém menos que NEIL YOUNG ao grupo adicionou uma camada tanto de ternura melódica quanto de visceralidade na mistura. A expectativa dos cabeludos de todos os tempos por esse disco era grande em 1970. E eles deram o máximo, gastaram, diz a lenda, 800 horas de estúdio, e fizeram essa obra prima com tudo que os cabeludos maconhistas do mundo mais gostam. obrigatório! Umas das músicas é simplesmente 'Woodstock'. O disco abre com a levadinha GROOOOOOVY de 'Carry On'. E, depois de uma viagem inacreditavelmente lisérgica, com as auto-explicativas 'Teach Your Children', '4+20' e 'Almost Cut My Hair', fecha com o tom meio agridoce de 'Everybody I Love You'. Boa viagem!

Em 2008 o grupo se juntou para a turnê 'Freedom of Speech' que também foi uma campanha contra as guerras dos EUA no Iraque e Afeganistão. Virou um documentário co-dirigido por Young.

Crosby, Stills, Nash & Young - Deja Vu (1970)

01 - Carry On
02 - Teach Your Children
03 - Almost Cut My Hair
04 - Helpless
05 - Woodstock
06 - Deja Vu
07 - Our House
08 - 4+20
09 - Country Girl
10 - Everybody I Love You

Ouveaê!

domingo, 30 de maio de 2010

Tributo a Dennis Hopper - Easy Rider Orignal Soundtrack (1969)

Neste sábado (29 de maio de 2010), morreu, por complicações de um câncer de próstata, o ator e cineasta Dennis Hopper, que embora os mais jovens conheçam mais por papéis de vilão em filmes como Velocidade Máxima e Waterworld, um dia foi o símbolo da geração que, guiada pelos ideais hippies de sexo, drogas e rock and roll, revolucionou o cinema norte-americano a partir do final dos anos 60. (ufa, que frase longa).
O ano era 1969, e a geração hippie já havia revolucionado a política, os costumes, a música e as artes plásticas, mas em Hollywood eles ainda eram vistos como chapados abobados. Hopper, junto com os amigos Peter Fonda e Jack Nicholson, ajudados pelo mago dos filmes B Roger Corman, estavam tentando mudar isso. Após terem feito em parceria os psicodélicos, mas ainda pouco transgressores The Trip, Psych-out e Head, o trio se juntou para contar a história de dois motoqueiros hippies que, após se derem bem com uma venda de cocaína, pegam suas Harleys depenadas e caem na estrada, em busca do sonho de liberdade e do mito norte-americano que a liberdade se encontra pegando a estrada numa moto possante. Hopper dirigiu o filme e co-estrela, como Billy, ao lado de Peter Fonda, o Capitain America, e Jack Nicholson, o advogado alcoólatra e quadrado que eles encontram no caminho e pega carona na viagem, até o antológico e tristíssimo final.
Pois bem, quando Billy e Capitain America pegam a estrada uma música começa a tocar. A porrada guitarreira rock and roll do Steppenwolf que virou um dos maiores clássicos do rock: Born to be Wild. O restante da trilha sonora é uma coleção de pedradas rock que evocam o clima do filme, que mudou para sempre a indústria do cinema ao se tornar um grande sucesso de público e crítica rodado no  underground, fora dos grandes estúdios. Diz a lenda que Hopper havia pensado em encomendar uma trilha original para o Crosby Stills Nash and Young, mas enquanto filmava, se deu conta que as músicas que ele ouvia na época tinham tudo a ver com o clima do filme. Além do Steppenwolf, que também colabora com a viajante e sensacional 'The Pusher', músicas de Jimmi Hendrix Experience, The Byrds e outras menos conhecidas mas também ótimas bandas, como Fraternity of Man, Electric Prunes e Holy Modal Rounders se encarregam de montar o pano de fundo musical para a aventura dos motoqueiros hippies.
Como é muito bem explicado no livro Easy Riders, Raging Bulls - Como a geração sexo drogas e rock and roll salvou Hollywood, de Peter Biskind, Easy Rider - Sem Destino foi o início da Hollywood que conhecemos hoje, abrindo caminho para Martin Scorcese e Francis Ford Coppola, a face mais séria da geração, e também para George Lucas e Steven Spielberg, que criaram o moderno blockbuster. Hopper fez personagens antológicos em Apocalypse Now, o épico de Coppola sobre a Guerra do Vietnã, e em Blue Velvet, obra-prima de David Lynch. Considerado a figura mais maluca de Hollywood, ele largou as drogas e o goró em meados dos anos 80 e apareceu em mais dezenas de filmes, alguns horríveis, dizendo que tinha uma política de nunca recusar um papel. 


como aqui é um blog de música, fica a homenagem ao grande Dennis Hopper em forma da trilha original de Easy Rider

Easy Rider Orignal Soundtrack (1969)

01. The Pusher - Steppenwolf
02. Born To Be Wild - Steppenwolf
03. The Weight - Smith
04. Wasn't Born To Follow - The Byrds
05. If You Want To Be A Bird - The Holy Modal Rounders
06. Don't Bogart Me (AKA Don't Bogart That Joint) - Fraternity Of Man
07. If Six Was Nine - The Jimi Hendrix Experience
08. Kyrie Eleison/Mardi Gras (When The Saints) - The Electric Prunes
09. It's Alright Ma (I'm Only Bleeding) - Roger McGuinn
10. Ballad Of Easy Rider - Roger McGuinn
 

Mas como vocês também tem que ver o file Easy Rider, vai o link pro torrent do dito

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

The Zombies - Odessey and Oracle (1968)

Corria o ano de 1968 e o LSD inundava as mentes da galera. Essa banda inglesa, formada em 1961, já era conhecida pela sensacional balada psicodélica "She's Not There", de 1964, mas ainda eram uma 'One Hit Wonder'. Então produziram essa obra-prima, sonzeraça de primeira. Depois dos Beatles e dos Beach Boys, o Zombies foram o maior expoente do "Pop Barroco", música com belas harmonias vocais e e arranjos instrumentais evocando paisagens rurais, camponeses, essas coisas... No Âmago dessa sonoridade está o órgão de Rod Argent, fortemente influenciado pelo Jazz de Jimmy Smith e companhia bela, e os vocais sussurrados de Colin Blunstone. Faixas como 'Care of Cell 44', 'Cheanges', This will be our year', 'Beechwood Park' e a sensacional 'Time of the Season' transpiram climas ensolarados psicodélicos. Boa pedida pra esse fim de ano de sol e calor tropical.

Dado curioso: Quando foi lançado, "Odessey and Oracle" foi praticamente ignorado pelo público e crítica, e vendeu quase nada. A banda não aguentou a barra e se separou logo depois. Apenas dois anos depois 'Time of the Season' começou a tocar em rádios e chegou às paradas de sucesso, reacendendo o interesse pela banda.

The Zombies - Odessey and Oracle (1968)

01 - Care of Cell 44
02 - A Rose for Emily
03 - Maybe After He's Gone
04 - Beechwood Park
05 - Brief Candles
06 - Hung Up on a Dream
07 - Changes
08 - I Want Her, She Wants Me
09 - This Will Be Our Year
10 - Butcher's Tale (Western Front, 1914)
11 - Friends of Mine
12 - Time of the Season

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Funkadelic - Maggot Brain (1971)

Outro petardo Funk de 1971, esse produto da mente não menos frita de George Clinton e seu Funkadelic, dream team do Funk influenciado pela psicodelia. Nesse disco o Funkadelic chega no extremo psicodélico, música pra derreter o cerébero, a começar pela faixa-titúlo, com dez minutos de fritação. Sonzeraça!!

Funkadelic - Maggot Brain (1971)

1 - Maggot Brain
2 - Can You Get to That
3 - Hit it and Quit it
4 - You and your Folks, Me and my Folks
5 - Super Stupid
6 - Back in our Minds
7 - Wars of Armageddon

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Walter Franco - Revolver (1975)



Outra obra-prima setentista brasileira que poucos conhecem é esse WALTER FRANCO, em si uma das figuras mais insanas da música tupiniquim, esse disco aqui é coisa séria. Novamente, aqui tem uma resenha melhor elaborada sobre essa pequena pepita sonora.

Walter Franco - Revolver (1975)

01 - Feito Gente
02 - Eternamente
03 - Mamãe D'agua
04 - Partir do Alto / Animal Sentimental
05 - 1 Pensamento
06 - Toque Frágil
07 - Nothing
08 - Arte e Manha
09 - Apesar de Tudo é Leve
10 - Cachorro Babucho
11 - Bumbo do Munco
12 - Pirâmides
13 - Cena Maravilhosa
14- Revolver

Ouveaê!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Os Mutantes - Tudo Foi Feito Pelo Sol (1974)



Este registro de 1974 é o último disco lançado oficialmente pelos Mutantes, antes do retorno em 2004. Na verdade, da formação original só o guitarrista Sérgio Dias participa deste disco, sendo na verdade 'dono' da obra. Respaldado pelos excelentes Túlio Mourão (Piano, órgão Hammond e teclado Moog), Antonio Pedro de Medeiros (baixo) e Rui Motta (bateria e percursão), Serginho mergulha no rock progressivo/psicodélico/hard. Muitos desconsideram esse disco como não sendo o genuíno Mutantes revolucionário e tropicalista, mas trata-se de uma bela obra de rock and roll pesado, blueseado e altamente frito. Altíssimas doses de mundrungagem!

Os Mutantes - Tudo Foi Feito Pelo Sol (1974)

1. Deixe Entrar um Pouco D’Água no Quintal
2. Pitágoras
3. Desanuviar
4. Eu Só Penso em te Ajudar
5. Cidadão da Terra
6. O Contrário de Nada É Nada
7. Tudo Foi Feito Pelo Sol

Ouveaê!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

João Donato - A Bad Donato (1970)



Esse pianista acreano (sim, eles existem!) esteve na primeira onda da Bossa Nova, ao lado de João Gilberto e Tom Jobim. Com o sucesso mundial da bossa, mudou-se para os Estados Unidos. Em 1970, influenciado por Jimi Hendrix, James Brown e pela psicodelia reinante na Califórnia, fez ao lado de músicos da pesada como o flautista Bud Shank, o saxofonista Ernie Watts e o baterista Dom Um Romão esse discaço, que já animou muitas noitadas vamoaêzisticas, muitas vezes por cortesia do Brunoise, grande apreciador da obra. Jazz-funk-bossa psicodélico pra ninguém botar defeito! Detalhe curioso que adiciona psicodelia à obra: todos os instrumentos foram gravados em dobro!

João Donato - A Bad Donato (1970)

1 – The Frog
2 – Celestial Showers
3 – Bambu
4 – Lunar Tune
5 – Cadê Jodel? (The Beautiful One)
6 - Debutante’s Ball
7 – Straight Jacket
8 – Mosquito (Fly)
9 – Almas Irmãs
10 – Malandro

Ouveaê!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Erasmo Carlos - Carlos, Erasmo (1971)



Erasmo Carlos - Carlos, Erasmo (1971)

Depois de passada a fase áurea da Jovem Guarda, já influenciado pelas revoluções tropicalistas e pelos psicotrópicos, o Tremendão fez esse discasso que também foi ouvido com atenção na noite de ontem no terraço Grilli. Além de composições com o parceiro Roberto, Erasmo canta com a voz melhor do que nunca musicas de Jorge Ben, Caetano, entre outros. A banda de apoio contava com ninguém menos que Lanny Gordin e os Mutantes Sergio Dias e Liminha. Outro clássico!

01 - De noite, na cama
02 - Masculino, feminino (part. Marisa Fossa)
03 - É preciso dar um jeito, meu amigo
04 - Dois animais na selva da rua
05 - Gente aberta
06 - Agora ninguém chora mais
07 - Sodoma e Gomorra
08 - Mundo deserto
09 - Não te quero santa
10 - Ciça, Cecília (tema de Ciça)
11 - Em busca das canções perdidas
12 - 26 anos de vida normal
13 - Maria Joana
14 - A semana inteira (bônus)

Ouveaê!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

The Flaming Lips - The Soft Bulletin (1999)



Quem diria que já faz dez anos que essa obra prima psicodélica criada nas profundezas das mentes de Wayne Coyne, Steve Drozd e seus asseclas foi lançada... Da geração de ouro do rock alternativo norte-americano o Flaming Lips é a que melhor flerta com a psicodelia e sons viajantes, com direito a harmonias celestiais e a voz de anjo frito desafinado do Wayne Coyne. Esse disco foi lançado após o experimental disco quádruplo Zaireeka, cujos quatro discos tinham que ser ouvidos ao mesmo tempo. As fritações continuam em The Soft Bulletin, mas a músicas são mais convencionais, quase pop às vezes. Enfim, ouçam aÊ!

The Flaming Lips - The Soft Bulletin (1999)

1. Race for the Prize
2. A Spoonful Weighs a Ton
3. The Spark That Bled
4. Slow Motion
5. What Is the Light?
6. The Observer
7. Waitin’ for a Superman
8. Suddenly Everything Has Changed
9. The Gash
10. Feeling Yourself Disintegrate
11. Sleeping on the Roof
12. Race for the Prize
13. Waitin’ for a Superman
14. Buggin’

Ouveaê!

sábado, 11 de julho de 2009

The Kinks - The Village Green Preservation Society (1968)

A segunda metade da década de sessenta na Inglaterra, e em diversos outros lugares do mundo, foi de fato um tempo e um espaço muito legal para se estar, em parte graças às pencas de bandas fundamentais que surgiram na época. Os Kinks, e outras bandas do mesmo quilate como The Who, The Animals, The Yardbirds, entre outras, chegava bem perto do olimpo onde habitavam Beatles e Rolling Stones. E esse disco de 1968 é o auge da sonoridade dos Kinks, a mais legal dessas bandas na minha opinião. Inglês até a medula, ao mesmo tempo em que ironiza a sociedade tradicional britânica, Village Green tem uma pegada nostálgica, regada à dias de sol no parque, LSD, chá das cinco e a personalidade dândi de Ray Davis, principal compositor dos Kinks. Impossível não sorrir ao ouvir faixas como Picture Book, Animal Farm, Last of The Steam-Powered Trains, entre outras pepitas.

The Kinks - The Village Green Preservation Society (1968)

01 - The Village Green Preservation Society
02 - Do You Remember Walter?
03 - Picture Book
04 - Johnny Thunder
05 - Last of the Steam-powered Trains
06 - Big Sky
07 - Sitting by the Riverside
08 - Animal Farm
09 - Village Green
10 - Starstruck
11 - Phenomenal Cat
12 - All of My Friends Were There
13 - Wicked Annabella
14 - Monica
15 - People Take Pictures of Each Other
Ouveaê!