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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Captain Black Big Band - Captain Black Big Band (2011)

O pianista norte-americano Orrin Evans tem o mesmo respeitado sobrenome de dois outros pianistas de jazz que fizeram história: Gil e Bill Evans, colaboradores de alguns dos melhores trabalhos de Miles Davis, mas ao que se sabe não é parente de nenhum deles. Ainda assim, é um dos principais nomes da nova geração do jazz na sua terra natal (embora nem seja tão jovem assim e já esteja na labuta desde meados dos anos 90).

Ele sempre trabalhou com grupos pequenos, de trios a quintetos, mas resolveu arriscar um formato consagrado mas não muito comum hoje em dia, a big band, para seu projeto mais recente. Acionou seus contatos e recrutou 39 músicos dos bons, que se revezaram nos shows e nas sessões de gravação, co Orrin funcionando como um maestro. O resultado foi esses excelente álbum que mistura a pegada "balada" associado às big bands com muita criatividade e improviso, passeando por diversos subgêneros do jazz, do hard bop à fusion, dos ritmos latinos aos asiáticos.

O ótimo Na Mira do Groove faz uma análise mais elaborada das sete faixas, e deixo vocês com uma versão ao vivo de Jena 6, que encerra o disco em grande estilo.


e lá vai o disco inteirinho pra vossa satisfação!

Captain Black Big Band - Captain Black Big Band (2011)

01 - Art of War
02 - Here's the Captain
03 - Inheritance
04 - Big Jimmy
05 - Captain Black
06 - Easy Now
07 - Jena 6

Ouveaê!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Azymuth - Outubro (1980)

Mais um som apresentado pelo comparsa Brunoise, esse disco é a consagração do trio instrumental carioca formado no começo da década de 70 por José Roberto Betrami (teclado e percussão) Alex Malheiros (baixo e guitarra) e Ivan Conte (bateria e sintetizadores). Insistindo num bossa jazz samba fusion puramente instrumental na época em que a MPB era sinônimo de cantores, eles permaneceram às margens da popularidade na terra natal, embora tenham emplacados temas em novelas, como Linha do Horizonte, de 1975.  Em 1978, graças a Airto Moreira, que os chamou para fazer algumas composições e acompanhar uma turnê de Flora Purim, fecharam contrato com a gravadora gringa Black Sun. Após o também ótimo Light as Feather, lançado em 1979, veio este Outubro, que mostra de maneira impecável o "samba de gringo doido" que mistura percussão afro from hell, guitarra roqueira, baixo fusion e sintetizadores a la Herbie Hancock fase Headhunters. Enfim, sonzera!

O disco foi relançado com seis faixas bônus ao vivo sensacionais, enjoy!

Azymuth - Outubro (1980)

01 - Papasong
02 - 500 Miles High
03 - Pantanal (Swamp)
04 - Dear Limmertz
05 - Carta pro Airto (Letter to Airto)
06 - Outubro (October)
07 - Maracanã
08 - Um Amigo (A Friend)
09 - Dear Limmertz Prelude

Bonus Tracks 
10 - Light as a Feather
11 - Partido Alto
12 - Existe Isso (That Exists)
13 - Jazz Carnival
14 - Dona Olimpia
15 - Voo Sobre o Horizonte (Fly Over the Horizon)


Ouveaê!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

School of Funk-Jazz - Kashmere Stage Band

Na escola onde estudei não tinha aula de música (na verdade tinha uns manés que tocavam flauta doce, melhor dizer que não tinha aula de música que a galera tivesse vontade de fazer). Ao entrar em contato com músicos lá da Escola de Pirações e Artes e mergulhar nesse mundo (embora confesso envergonhado que não sei tocar nenhum instrumento propriamente dito), vi o quanto isso me fez falta. Não digo que todo moleque vai ter talento e força de vontade para ir nesse caminho sem volta de ritmos, melodias e harmonias, mas o aspecto didático da música e sua força para extrair a parte positiva da energia que emana de crianças e adolescentes é inegável. Aqui no Braza projeto de aulas de músicas nas escolas ainda engatinha, mas lá na gringolândia o negócio é mais tradicional. A maioria fica naquele esquema coral e fanfarra pra animar os jogos de futebol americano, mas a riquíssima tradição da música negra americana faz surgir coisas maravilhosas como essa Kashmere Stage Band.

Hoje os corais tipo GLEE são febre, mas lá nos anos 60 as tradicionais stage bands, big bands estudantis das High School americanas também tinham seus concursos regionais e nacionais. A Kashmere High School, localizada num subúrbio negro de Houston, Texas, tinha muito material humanos de garotos e garotas de cabelos black power e que estavam pirando no insano funk psicodélico da época, de carinhas como Sly Stone e George Clinton e seu funkadelic, além das pirações fusion de Miles Davis e Herbie Hancock. E tinham o professor certo: Conrad O. Johnson, apelidado apenas de "Prof". Músico tarimbado que já tocara com Count Basie, Prof. nunca deixou de ouvir a evolução da música negra, e naquele momento a funkeira nervosa era o que os moleques ouvirm, então deixou que eles a tocassem. Mas com uma condição: eles tinham que se tornar a melhor Stage Band do país, indiscutivelmente.

Parece enredo daqueles filmes de superação do grupo de garotos largados que com um professor inspirador (que pode ser interpretado por Samuel L. Jackson, Denzel Washington ou Morgan Freeman dependendo da idade), mas é real, e virou um documentário que parece ser bem legal, saca só o trailer.


Os shows da Kashmere Stage Band eram lendários, e eles gravaram altos sons, que so foram lançados recentemente, reunidos no álbum duplo Texas Thunder Soul (1968-1974), mesmo nome do documentário. No filme, aliás, os membros da big band se reúnem, e eles resolveram continuar tocando, depois de tantos anos!


enquanto algum ser iluminado não traz os agora tiozões do jazz-funk ao Brasil, ouve ae o Texas Thunder Soul. Inclui temas próprios e versões cabulosas de clássicos como Take Five e o tema de Shaft. Link respeitosamente puxado do grande SaravaClub*


Kashmere Stage Band - Texas Thunder Soul (1968-1974)

 Disco 1

01 - Boss City
02 - Burning Spear
03 - Take Five
04 - Super Bad
05 - Keep Doing It
06 - Thunder Soul
07 - Do You Dig It, Man?
08 - Headwiggle
09 - Al's Thing
10 - Do Your Thing
11 - Scorpio
12 - All Praises
13 - Shaft
14 - Kashmere
15 - $$ Kash Register $$
16 - Zero Point Pt. 1 & Pt. 2 (45 Version)
17 - Getting It Out Of My System

Ouveaê!

Disco 2

01 - Intro
02 - Zero Point
03 - All Praises/Zero Point (Reprise)
04 - Intro
05 - Do You Dig It, Man?
06 - Don't Mean a Thing
07 - Thank You
08 - Ain't No Sunshine
09 - Do You Dig It, Man?
10 - All Praises (Live)
11 - Thank You (45 Version)
12 - Zero Point (LP Version)
13 - Do Your Thing (Instrumental)
14 - Getting It Out of My System

Ouveaê!





quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Jazz Jamaica All-Stars - Blue Note Blue Beat - The Jamaican Beat


Sim crianças, é isso mesmo: clássicos do jazz com roupagem jamaicana, cortesia do baixista Gary Cosby e seus comparsas do Jazz Jamaica All-Stars, que já haviam feito a sensacional "Skaravan", versão de Caravan do Duke Ellington. Se liga:


Em dois volumes, temas geniais de John Coltrane, Miles Davis, Herbie Hancock, Dave Brubeck, Art Blakey e outros bambas recebem pitadas de ska e reggae, sem perder sua genialidade. Alegria pura! (Links surrupiados do ótimo blog de reggae e afins Oficina de Macacos)

Jazz Jamaica All-Stars - Blue Note Blue Beat - The Jamaican Beat - Vol. 1

01 - Three Blind Mice
02 - Cantaloope Island
03 - You`d Be So Nice To Come Home To
04 - Recado Bossa Nova
05 - Witch Hunt
06 - Little Melonae
07 - Watermelon Man
08 - Moanin'
09 - Take Five
10 - A Night in Tunisia
11 - The Sidewinder
12 - Song For My Father
13 - Christo Redentor


Ouveaê!
(senha: oficinademacacos.blogspot.com)

 Jazz Jamaica All-Stars - Blue Note Blue Beat - The Jamaican Beat - Vol. 2

01 - Bemsha Swing
02 - Mr. PC
03 - Misty
04 - So What
05 - 4 on 6
06 - Well You Didn't
07 - Five Spot After Dark
08 - It Don't Mean a Thing
09 - Birdland
10 - Take the 'A' Train
11 - Moonlight in Vermont
12 - Eastern Standard Time

Ouveaê!
(senha: oficinademacacos.blogspot.com)

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Bebop + Bluegrass com Béla Fleck e seus Flecktones!

O novaiorquino Béla Fleck, batizado em homenagem ao compositor erudito húngaro Béla Bartok, era um moleque de 15 anos quando descobriu com a Ballad of Jed Clampett de Flatt & Scruggs e os Dueling Banjos de Eric Weissberg e Steve Mandell as possibilidades do BANJO, instrumento típico do bluegrass, um dos estilos musicais mais roots dos EUA. Depois de aprender o instrumento, descobriu como espandir ainda mais suas possibilidades após uma intensa sessão de bebop com gênios do porte de Charlie Parker, Miles Davis e John Coltrane. O resultado: Fléck é hoje considerado o principal tocador de banjo do mundo e seus trabalhos vão do bluegrass mais tradicional ao jazz progressivo mais viajante, passando por JOHANN SEBASTIAN BACH, como vocês podem ver nesse videozinho:



Em 1989 Fléck foi convidado pela rede de TV pública PBS para tocar em um especial e reuniu um Dream Team de músicos que também expandiram os limites de seus instrumentos: o multiinstrumentista Howard Levy, que tocava gaita, ocarina e piano, entre outros instrumentos, e os irmãos Wooten: o monstro baixista Victor Lemont Wooten e o baterista Roy "Future Man"Wooten que tocava a "drumitar", um curioso híbrido de guitarra e bateria eletrônica. Eram os Flecktones. Que ainda estão na ativa e, pô, podiam vir pruns shows no Sesc ou algo assim...

sem mais delongas, jogo na roda os dois primeiros discos dos Flecktones, que são pura alegria com sua divertida e impecável mistura de bebop, bluegrass e psicodelia cósmica. Enjoy!

Béla Fleck and the Flecktones - Béla Fleck and the Flecktones (1990)

01 - Sea Brazil
02 - Frontiers
03 - Hurricane Camille
04 - Half Moon Bay
05 - The Sinister Minister
06 - Sunset Road
07 - Flipper
08 - Space is a Lonely Place
09 - They're Here
10 - Reflections of Lucy
11 - Tell It to the Governor

Ouveaê!

Béla Fleck and the Flecktones - Flight of the Cosmic Hippo (1991)


01 - Blu-Bop
02 - Flying Saucer Dudes
03 - Turtle Rock
04 - Flight of the Cosmic Hippo
05 - The Star Spangled Banner
06 - Star of the County Down
07 - Jeckyll and Hyde (And Ted and Alice)
08 - Michelle
09 - Hole in the Wall
10 - Flight of the Cosmic Hippo (Reprise)

Ouveaê!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Jazz japonês é coisa muito séria


No último mês, o Japão ocupou as manchetes pela tragédia do terremoto seguido de tsunami e desastre nuclear. Completando um mês do terremoto, farei uma homenagem ao bravo povo nipônico através de um assunto inusitado: a insana cena jazz que se desenvolveu na terra do sol nascente entre as décadas de 60 e 70, exemplarmente garimpadas pelo sensacional blog ORGY IN RHYTHM (de quem respeitosamente surrupio os links.)

Após a Segunda Guerra Mundial, o trauma de Hiroshima e Nagasaki e a impensável rendição, o Japão se transformou. Ajudados financeiramente pelo ex-inimigo norte-americano, a economia do país explodiu a partir dos anos 50, e a influência cultural americana se disseminou na tradicional cultura nipônica. Entre as centenas de sub-culturas, algumas mutcholocas, que se desenvolveram no Japão do pós-guerra, o culto ao jazz é uma das mais duradouras. E, a partir dos anos 60, com o rock e o pop dominando a música americana, muitos jazzistas foram para a Europa e o Japão, onde o jazz ainda era consumido com ardor. E, com sua tão falada dedicação e disciplina, alguns japas começaram a tocar jazz e se tornaram mestres quase no mesmo nível dos americanos. O estilo desse jazz japa seventies é meio que uma continuação do que o jazz EUA fazia antes de cair no ostracismo no país natal: um POST HARD BOP MEETS AVANT GARDE, Free Jazz, Fusion, etc, e um subgênero que se tornou muito popular em terras nipônicas foi o jazz rock, releitura jazzy com tempero bossa-nova de sucessos do rock da época.

Um dos grandes jazzeiros japas é o saxofonista SADAO WATANABE, cujo Swiss Air, gravado ao vivo em Montreaux em  1975, eu já coloquei aqui. Então vamos explorar alguns outros, começando pelo monstruoso trompetista TERUMASA HINO.

Hino = Kikuchi Quintet (1968)


Aqui, nosso amiho Hino se junta ao pianista Massabuni Kikuchi para uma session de hard bop para levantar aquele proverbial defunto. Quebradeira! As quatro músicas compostas por Kikuchi soam como as obras primas modais do quinteto de Miles Davis nos anos 60. Arranjos, introduções e a sessão rítmica do quinteto formam a base perfeita para os vôos solo de Hino e Kikuchi. Coisa finíssima! Como de hábito nos posts do Orgy in Rhythm, o disco foi rpado do original em vinil na maior qualidade possível, 320 kbps. 

Faixas:
01 - Tender Passion
02 - Ideal Postrait
03 - Long Trip
04 - H.G. and Pretty


Mal Waldron - Terumasa Hino - Reminiscent Suite (1972)
Aqui é o americano Mal Waldron que assume o piano ao lado do nosso HINO, para duas longas e magistrais suites que ocupam cada uma um lado do vinil, que nunca foi relançado e é uma raridade, mesmo no Japão. O lado A, faixa-título, começa com a mão pesada (no melhor sentido possível) de Waldron debulhando o piano, e evolui com os impecáveis solos de Hino e do resto da banda com destaque para o sax tenor de Takao Uematsu, quebrando tudo e desconstruindo o tema até a música se tornar uma balada moody reflexiva, num total de 23 minutos de puro deleite sonoro. O lado B, Black Forest, começa com uam percussão from hell e flautinhas fritas, seguidas pelo piano de Waldron dando o tema, no compasso 6/8, até a entrada triunfal dos sopros de Hino e Uematsu, com solos inacreditavelmente belos. O resto da banda também aparece e faz seus solos nos mais de 18 minutos de sonzeira. Outra pepita!

Faixas:
01 - Reminiscent Suite
02 - Black Forest


Miyamoto, Naosuke Sextet (1973)


Mudando um pouco os personagem, temos outra pepita, esta perpretada pelo baixista Miyamoto e seu sexteto formado por Kunji Shigi (trompete e flugelhorn), Takashi Furya (sax alto), Takeshi Goto (sax soprano e tenor), Masayoshi Yaneda (piano) e Shoji Nakayama (bateria). Mais uma session do mais fino post hard bop modal. Todas as cinco faixas são matadoras, com destaque para a sublime homenagem a John Coltrane em 'One for Trane'. Já veterano da cena jazz japa, ativo desde o início dos anos 60, Miyamoto monstou esses sexteto com alguns bem jovens e outros mais velhos, mas todos excelentes, e deu ao mundo mais uma obra prima do jazz de olho puxado. 

Faixas: 
01 - Step Right Up to the Bottom
02 - One for Trane
03 - A New Shade of Blue
04 - Where Do They Go?
05 - Blues


Norio Maeda & Jiro Inagaki All-Stars - This is Jazz-Rock (1968)


Parte da série Ready-Made Jazz Rock da gravadora Columbia Japan, esse disco é um bom exemplo do tal jazz rock. Mais acessível do que as pirações post hard bop modais dos discos anteriores, This is Jazz Rock entrega o que promete: versões jazzy-bossa de clássicos do rock e do fusion. Quem lidera a brincadeira são Maeda (órgão Hammond) e Inagaki (sax tenor), acompanhados por trompete, guitarra, baixo, bateria e percussão. Versões de Watermelon Man (Herbie Hancock), House of the Rising Sun (The Animals), Day Tripper (Beatles) e Pata Pata (Mirian Makeba) proporcionam a alegria sonora. 

Faixas:
01 - Pata Pata
02 - Mercy, Mercy, Mercy 
03 - Day Tripper
04 - Snap Shot
05 - My Girl
06 - Boom Boom
07 - Watermelon Man
08 - Barock 
09 - House of the Rising Sun
10 - Go Go a Go Go
11 - Soil Finger
12 - Here, There and Everywhere


E por hoje é só! Arigatô, Sayonara!



sexta-feira, 18 de março de 2011

Les McCann & Eddie Harris - Swiss Movement - Live at Montraux Jazz Festival (1969)


Em 1969 o pianista Les McCann e seu trio se juntaram ao grande sax tenor de Eddie Harris para uma apresentação no festival de jazz de Montreaux, na Suíça. E a MÁGICA aconteceu. A primeira música, Compared to What, de Gene McDaniels, se tornou um clássico instantâneo e hino do movimento pelos direitos civis, contra a guerra do Vietnã e dos jovens negros americanos dos anos 60. O resto da apresentação segue na pegada do jazz funk delícia, alegria pura, com destaque para Cold Duck Time. Lançado pela gravadora Atlantic, Swiss Movement foi um sucesso, o maior da carreira de McCann, mas hoje em dia não é tão fácil de achar. Mas o compañero Danielito Grilli achou um link em excelente qualidade e eu jogo aqui pra alegria geral da nação. Antes, um aperitivo, o vídeo de Compared to What.




e o prato principal...

Les McCann & Eddie Harris - Swiss Movement - Live at Montraux Jazz Festival (1969)


01 - Compared to What
02 - Cold Duck Time
03 - Kathleen's Theme
04 - You Got It In Your Soulness
05 - The Generation Gap

Ouveaê!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Thelonious Monk - Brilliant Corners (1957)


Bom, mas vamos manter essa pocilga funcionando! Acho que esse disco aqui ninguém vai reclamar.. e trata-se de um dos grandes discos de jazz da história. Sonzera séria e fina, elegância total, com o mestre Thelonious Monk no piano, Sony Rolins no sax tenor, Paul Chambers no baixo, Max Roach na bateria... O som é bebop na veia, transpirando frescor e vitalidade.

para petiscar, um documentariozinho de dez minutos com depoimentos do produtor do disco, Orrin Keepnews:


e agora, o prato principal:

Thelonious Monk - Brilliant Corners (1957)


01 - Brilliant Corners
02 - Ba-Lue-Bolivar Ba-Lues-Are
03 - Pannonica
04 - I Surrender, Dear
05 - Bemsha Song

Ouveaê!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Miles Davis - Ascenseur pour l'échafaud (1958)


Para continuar a toada de trilhas sonoras, aí vai mais uma clássica. Outro dia vi esse filme Ascenseur pour l'échafaud na casa da namorada. Obra de estreia do francês Louis Malle, trata-se de uma película na pegada film noir sobre um cara que tem um caso com a mulher do chefe e mata o patrão. Mas no meio da fuga tinha um elevador, e aí segue uma história cheia de reviravoltas. Bom filme, mas o que o tornou um clássico é a trilha sonora encomendada a ninguém menos que Miles Davis, que um ano antes de lançar 'Kind of Blue' já se aventurava pelas harmonias modais. O trumpete de Miles, respaldado por músicos franceses, cria o clima nos momentos mais acelerados e mais contidos do filme. Sonzeraça, e o filme é recomendadíssimo também.

Miles  Davis - Ascenseur pour l'échafaud (1958)


1. Generique

2. L'Assassinat de Carala
3. Sur L'Autoroute
4. Julien dans L'Ascenseur
5. Florence Sur les Champs-Elysees
6. Diner au Motel
7. Evasion de Julien
8. Visite du Vigile
9. Au Bar du Petit Bac
10. Chez le Photographe du Motel

terça-feira, 9 de março de 2010

Rashaan Roland Kirk - Rip, Rig and Panic (1965)


Outro discasso apresentado pelo mestre Brunoise, essa pepita de Rashaan Roland Kirk é descrito por alguns como o "Punk-jazz" da época. O saxofonista Roland Kirk, que depois acrescentou o Rashaan ao nome, é uma das figuras mais malucas da história do jazz. Ficou cego aos dois anos de idade, e como muitos outros deficientes visuais, desenvolveu extremo talento musical. Uma de suas marcas registradas é tocar dois saxofones ao mesmo tempo (!), além de criar seus próprios instrumentos. Mas além das excentricidades, Kirk é conhecido pelo completo domínio da técnica e pela inesgotável capacidade de improvisação no instrumento. Neste disco de 1965 ele entrega uma performance altamente energética, respaldado por um quarteto que quebra tudo na parte rítmica, graças em grande parte ao baterista Elvin Jones. Os solos altamente improvisados de Kirk se encarregam de acabar de quebrar tudo. Portanto, em uma palavra,QUEBRADEIRA!

Rashaan Roland Kirk - Rip, Rig and Panic (1965)

1. No Tonic Press
2. Once in a While  
 3. From Bechet, Byas, And Fats
 4. Mystical Dreams
 5. Rip, Rig and Panic
 6. Black Diamonds
 7. Slippery, Hippery, Flippery

Ouveaê!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Miles Davis - In a Silent Way (1969)


A segunda-feira nublada, fria e garoenta em São Paulo pede um disco com esse clima melancólico e ao mesmo tempo etéreo. Em 1969 Miles Davis já tinha revolucionado o jazz mais de uma vez. Já havia ajudado a criar o Cool Jazz, o Jazz Modal, o Hard Bop e neste álbum cujo título diz tudo, ele começa o que talvez seja sua maior revolução: o Fusion.

1969 foi o ano de Woodstock, e Davis estava na época fascinado pela música de Jimi Hendrix. A influência de Hendrix seria mais sentida no disco seguinte, o também revolucionário Bitches Brew. Neste In a Silent Way, Miles se juntou com mais sete jovens músicos, se afastando do seu clássico quinteto que fez, entre outros, Kind of Blue.


Entre estes jovens músicos estavam os pianistas/tecladistas Herbie Hancock, Chick Correa e Joe Zawinul, o saxofonista Wayne Shorter e o guitarrista John McLaughlin. Das sessões gravados com esse octeto surgiu, através da parceria de Miles com o produtor Teo Macero, álbum. Os dois fizeram uma verdadeira alquimia de estúdio para gerar as duas longas sessões de improvisação quase telepática que geraram as duas faixas, um de cada lado do disco: Shhh/Peaceful e  In a Silent Way/It's About That Time. É free-jazz, no sentido que se desprende quase totalmente da estrutura clássica do jazz, e é também o prenúncio do Fusion.

Se a música só faz sentido em contraste com o silêncio, esse disco silencioso é um dos sons mais transcendentes e etéreos (dá-lhe adjetivos chapados) já produzidos. Uma viagem que combina como poucas com o clima nublado.

Miles Davis - In a Silent Way (1969)

01 - Shhh/Peaceful
02 - In a Silent Way/It's About That Time

Ouveaê!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

John Zorn - Naked City (1989)


Já tinha ouvido falar deste maluco chamando JOHN ZORN pelo amigo Brunoise, mas nunca tinha ouvido com a devida atenção. Hoje resolvi baixar esse Naked City, sonzera das GRANDES. Basicamente, é "Jazz de Vanguarda meets Hardcore", ou o único Jazz possível de se fazer no início dos anos 90. O saxofonista nova-iorquino Zorn é um dos músicos mais prolíficos das últimas décadas, tendo lançado mais de 100 discos desde o início dos anos 80, muitos excelentes, e esse é uma boa amostra do som do cara. Além de composições próprias, traz versões de alta voltagem para temas de filmes como Batman, Chinatown e peças de Henry Mancini e Enio Moriccone, além de uma cover de seu ídolo e mestre do Free Jazz Ornette Coleman. A banda de apoio segura bem a incontrolável energia de Zorn.
A começar pelo nome e pela capa, com um corpo de um homem baleado em Nova York, é um disco de jazz que transpira o clima acelerado, violento e vibrante de NY e das metrópoles em geral no início das últimas décadas do século 20.

Ouveaê!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Louis Armostrong - The Complete Hot Five and Hot Seven Recordings

Rapaz, esse negócio de fazer blog de música vicia. Aliás, música vicia. Música é bom demais. Então devemos sempre prestar homenagem aos grandes mestres desta nobre arte. E este belo e elegante rapaz negro posando pra foto aí em cima é um dos maiores entre os maiores. Louis Daniel Armostrong foi um dos criadores e talvez o maior embaixador do estilo de música que chamamos de JAZZ.

Louis nasceu na aurora do século XX, e não poderia ter nascido em outro lugar que não Nova Orleans. Ele sempre afirmou ter nascido em 4 de julho de 1900, data emblemática até demais, tanto que historiadores comprovaram que sua verdadeira data de nascimento é 4 de agosto de 1900. Neto de escravos, veio ao mundo numa família paupérrima. O pai se mandou pouco depois de seu nascimento, a sua mãe teve que se virar, vindo até a se prostituir. Louis viveu boa parte da infância com a avó, num dos bairros mais pobres de Nova Orleans. Começou a trabalhar com cinco anos, fazendo bicos como entregador de jornais e recolhendo comida descartada pelos restaurantes. Mas não deixou de ir à escola, e foi lá que entrou em contato com a música "creole" de Nova Orleans. Trabalhou também vendendo carvão nas ruas da histórica zona de meretrício de Storyville, nas docas da cidade. Os cabarés e casas de shows de Storyville foram o local de nascimento do jazz, e desde moleque Louis via os grandes músicos da época, como os lendários Joe "King" Oliver e Kid Ory, se apresentando.

Com onze anos aprendeu, de ouvido, a tocar corneta com King Oliver. Trabalhou na casa de uma família judia que tinha um comércio de ferro-velho e o tratava como filho. Louis sempre mencionou a gratidão à família Karnofsky, e usou um pingente com a Estrela de Davi até sua morte. Foi internado diversas vezes em um reformatório por delinquência na adolescência, e foi na banda do reformatório que desenvolveu sua natural habilidade com a corneta. Logo virou o líder da banda, que se apresentava regularmente nas ruas de Nova Orleans. E, rapidamente chamou a atenção dos músicos locais. Foi solto do reformatório aos 14 anos e começou a trabalhar em um cabaré de Storyville, carregando carvão de dia e tocando corneta a noite.

Também tocava frequentemente nas tradicionalíssimas bandas de rua de Nova Orleans, e escutava os grande músicos da época sempre que podia. King Oliver virou seu mentor. Começou a excursionar com a banda de Fate Marable, que tocava em um dos famosos barcos a vapor que subiam e desciam o Rio Mississipi. Ele considerava essa época tocando no Mississipi como sua "Universidade". Em 1918 King Oliver partiu rumo ao norte dos Estados Unidos, e Louis ficou com seu lugar como trompetista da banda liderada por Kid Ory. Continuou se apresentando nos barcos a vapor, e amadureceu seu talento nato, aprendendo a ler as partituras. Em 1922 aceitou o convite de Oliver e partir para Chicago, como milhões de negros norte-americanos que nos anos 20 migraram da pobreza do sul para trabalhar na pujante indústria do norte dos EUA.

A banda de King Oliver era a mais famosa banda de Jazz de Chicago, e Chicago era o centro do jazz nos Estados Unidos, com Nova York em segundo lugar. Pela primeira vez Louis viveu com conforto, morando num belo apartamento e tocando em locais refinados. Realizou suas primeiras gravações nos selos Okeh e Gannett, quando os discos de jazz começavam a circular pelo país. Mas logo saiu da banda de Oliver, atendendo os anseios de sua esposa, a pianista Lil Harding Armstrong, que ansiava para que marido tivesse mais destaque. Foi para Nova York e tocou em diversas bandas importantes, como a de Fletcher Henderson, a principal banda só de negros da época. Marido e mulher tocavam também peças clássicas nas Igrejas para desenvolver ainda mais seus dotes musicais. Ainda acompanhou cantoras de blues como a lendária Bessie Smith.

Em 1925 retornou para Chicago, desta vez para ser líder de banda, e foi neste ano que começou a gravar as históricas sessões com o grupo Hot Five, formado para acompanhá-lo. Os Hot Five tinham a esposa Lil no piano, o velho companheiro Kid Ory no Trombone, Johnny Dodds no clarinete e Johnny St. Cyr no banjo. Armstrong era o líder, mas era um chefe tão legal que os outros músicos se sentiam totalmente a vontade. Em 1925 gravaram clássicos absolutos como "Potato Head Blues", "West End Blues", "Cornet Chop Suey" e "Muggles", apelido para a maconha, erva da qual o bom e velho Louis era grande apreciador. "Em "Heebie Jeebies", Louis com todo seu talento para a improvisação inventava o "scat singing" tornando para sempre famosa sua voz inconfundível. Para as sessões com o Hot Seven entraram o baterista Baby Dodds, irmão de Johhny, e Pete Briggs na tuba. Os compactos de 78 rotações que resultaram dessas gravações históricas fizeram enorme sucesso e tornaram Louis Armostrong o mais famoso jazzista de todos os tempos. E o resto é História...

Bem, já falei demais. O fato é que todas as músicas gravadas na época, inclusive em versões alternativas, foram reunidas num verdadeiro trabalho arqueológico em coleções particulares e nas coleções do Instituto Smithsonian, digitalizadas dos originais de 78 RPM e remasterizadas, e aparecem nesta box-set com quatro CDs, e vocês podem pegar tudo aqui! Vai lá que o negócio é fino.

Louis Armostrong. The Complete Hot Five and Hot Five Recordings

Track Listing (Disc 1): Gut Bucket Blues; My Heart; Yes I'm In The Barrel; Come Back Sweet Papa; Georgia Grind; Heebie Jeebies; Cornet Chop Suey; Oriental Strut; Your Next; Muskrat Ramble; Don't Forget To Mess Around; I'm Gonna Gitcha; Droppin' Shucks; Who'zit; King Of The Zulus; Big Fat Mama And Skinny Pa; Lonesome Blues; Sweet Little Papa; Jazz Lips; Skid-Dat-De-Dat; Sunset Cafetomp; You Made Me Love You; Irish Black Bottom. (Total Time: 68:35).

Track Listing (Disc 2): Put'em Down Blues; Ory's Creole Trombone; The Last Time; Struttin' With Some Barbecue; Got No Blues; Once In Awhile; I'm Not Rough; Hotter Than That; Savoy Blues; He Likes It Slow; Gambler's Dream; Sunshine Baby; Adam And Eve Had The Blues; Put It Where I Can Get It; Wash Woman Blues; I've Stopped My Man; Georgia Bo Bo; Drop That Sack; Drop That Sack; Cornet Chop Suey. (Total Time: 61:27).

Track Listing (Disc 3): Willie The Weeper; Wild Man Blues; Alligator Crawl; Potato Head Blues; Melancholy Blues; Weary Blues; Gully Low Blues; That's When I'll Come Back To You; Chicago Breakdown; Weary Blues; New Orleans Stomp; Wild Man Blues; Wild man Blues; Melancholy Blues; Melancholy Blues; You're A Real Sweetheart; Too Busy; Was It A Dream; Last Night I Dreamed I Kissed You. (Total Time: 68:20).

Track Listing (Disc 4): Fireworks; Skip The Gutter; A Monday Date; Don't Jive Me; West End Blues; Sugar Foot Strut; Two Deuces; Squeeze Me; Knee Drops; No (No, Papa, No); Basin Street Blues; No One Else But You; Beau Koo Jack; Save It, Pretty Mama; Muggles; Hear Me Talking To You; St. James Infirmary; Tight Like This. (Total Time: 73:53).

Ouveaê!!!
Senha pra descompactar o arquivo: flipyourwig

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Charlie Parker and Dizzy Gillespie - Town Hall, New York City, June 22, 1945


Corria o ano de 1945 e esses dois sujeitos estavam inventando o Bebop quando rolou essa lendária temporada de shows na Prefeitura de Nova York. Em uma palavra: Histórico. Os masters gravados em acetato dessa sessão de 22 de junho de 45, ainda na ressaca do fim da 2ª Guerra Mundial, foram redescobertos em 2005 e ganharam essa edição remasterizada. Claro que a gravação da época não era grandes coisas, mas pensando positivo, isso também contribui para o clima antigo da parada.

Aqui o trompete de Dizzy e o sax de Bird estão respaldados pela batera de Max Roach, o sax tenor de Don Byas e o piano de Al Haig, fazendo clássicos do porte de 'Salt Peanuts', 'A Night in Tunisia', 'Groovin' High' e a faixa de abertura, simplesmente, 'Bebop'.

Dizzy Gillespie & Charlie Parker: Town Hall New York City - June 22, 1945


01 - Intro
02 - Bebop
03 - A Night in Tunisia
04 - Groovin' High
05 - Salt Peanuts
06 - Hot House
07 - Fifty Second Street Theme


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Django Reinhardt with Stephane Grappelli and the Quintet - Hot Club Remastered (2009)

Jean Baptiste Reihardt nasceu na Bélgica, em 1910. Mas era cigano, de família cigana, então não dá pra dizer que ele era belga, nem francês, embora tivesse vivido a maior parte da vida na França. Em contato com a riquíssima tradição musical cigana, aprendeu a tocar violino ainda cedo, e depois escolheu o violão como instrumento. O acampamento onde morava, nas proximidades de Paris, pegou fogo em 1928, e Django queimou a mão esquerda, o que não o impediu de continuar tocando, e o novo jeito que ele encontrou pra tocar é creditado por alguns críticos como marca do seu estilo inconfundível no dedilhado. Outra lenda diz que foi durante sua recuperação das queimaduras que ele entrou em contato com o jazz norte-americano, então uma novidade na Europa, ouvindo discos de Louis Armstrong.

Django tocava em cafés parisienses seu som gipsy, começando a sofrer a influência do jazz, quando Pierre Nourri, chefe do Hot Club de France, o primeiro clube de jazz europeu, propôs que ele se juntasse ao violinista Stephan Grapelli em uma banda de cordas. Assim nasceu o histórico Quintet of the Hot Club of France. As gravações da época foram remasterizadas e aparecem agora nessa compilação sensacional lançada recentemente.

Django ficou famoso, mas o espírito cigano seguia forte. Muitas vezes ele sumia e ia passear no campo, faltando a shows, entre outras peripécias. Para saber mais sobre a colorida vida de Django, recomendo o filme Sweet and Lowdown, de Woody Allen, uma semi-biografia com Sean Penn no papel de Django.

ERRATA: Falei merda, "Sweet and Lowdown" não é uma biografia de Django. O personagem vivido por Sean Penn é do violonista fictício Emmet Ray, obcecado por Django. O filme é feito como se Ray tivesse realmente existido, e suas peripécias com mulheres, bebedeiras e outras fanfarronices são livrementes baseadas na vida de Django. Aliás, o filme é bem legal, assistam!

Django Reinhardt with Stephane Grappelli and the Quintet - Hot Club Remastered (2009)

01.Dinah 02:34
02.Oh Lady Be Good 02:51
03.Blue Rag 02:54
04.Djangology 02:55
05.Swing Guitars 02:22
06.Sweet Chorus 02:42
07.Liebestraum 03:18
08.Tears 02:36
09.St Louis Blues 02:40
10.Minor Swing 03:12
11.Vipers Dream 03:13
12.Tea for Two 02:50
13.My Sweet 02:56
14.Daphnee 03:06
15.Stockholm 02:45
16.Hcq Strut 02:54
17.The Man I Love 03:09
18.Swing 39 03:14
19.Nuages 03:18
20.Sweet Sue 02:49
21.Manoir De Mes Reves 03:17
22.Echoes of France 02:45
23.September Song 03:16
24.Topsy 03:03
25.Lover Man 03:09

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Nina Simone Sings the Blues (1967)


Ah, Nina... A moça era o blues e o soul encarnados. Esse disco de 1967 é um dos seus melhores registros, mas claro, tem muitos outros para explorar. Nesse link, você acha quase tudo de Miss Simone. Já nesse humilde Ouveaê ficamos com esse Sings the Blues, que o nome já entrega: é bluesera da melhor qualidade, com composições de George Gershwin, Bessie Smith e talvez a melhor versão do clássico "The House of the Rising Sun". Belo representante dos sons "to make love to your ol' lady".

Nina Simone Sings the Blues (1967)

01 - Do I Move You?
02 - Night and Day
03 - In The Dark
04 - Real Real
05 - My Man's Gone Now
06 - Backlash Blues
07 - I Want a Litte Sugar in My Bowl
08 - Buck
09 - Since I Fell for You
10 - The House of the Rising Sun
11 - Blues for Mama
12 - Do I Move You? (Version 2)
13 - Whatever I Am (You Made Me)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

John Coltrane - A Love Supreme (1964)

Para embalar a "Music Monday" mando aqui esse que é talvez o mais belo registro sonoro do Jazz, som espiritual, para falar com a inteligência cósmica superior, feito por "Saint" John Coltrane, que de tão transcedental tem até igreja em sua glória na cidade de San Francisco. Muitos consideram esse disco de 1964 a obra-prima de Coltrane. Eu fico entre esse e Giant Steps, mas A Love Supreme é obrigatório para quem gosta de Jazz. Nesse álbum Coltrane ainda está com um pé no Post Bop de Giant Steps, Blue Train e outros discos anteriores, mas já está na direção do Free Jazz que marcaria o final da sua carreira, que acabou cedo, em 1967, com sua morte aos 41 anos por problemas hepáticos.

Respaldado por McCoy Tyner no piano, Jimmy Garrison no baixo e Elvin Jones na bateria, o sax tenor de Coltrane nunca foi tão profundamente insano quanto nas quatro faixas de A Love Supreme, que as vezes parecem ter uma estrutura mais convencional de jazz para se desfazerem em acordes dissonantes e liberdade rítimica e harmônica total. Enfim, ouçam aê e tentem sacar a descontrução musical operada por Saint John.

John Coltrane - A Love Supreme (1964)

01 - I - Acknowledgement
02 - II -Resolution
03 - III - Pursuance
04 - IV - Psalm

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

João Donato - A Bad Donato (1970)



Esse pianista acreano (sim, eles existem!) esteve na primeira onda da Bossa Nova, ao lado de João Gilberto e Tom Jobim. Com o sucesso mundial da bossa, mudou-se para os Estados Unidos. Em 1970, influenciado por Jimi Hendrix, James Brown e pela psicodelia reinante na Califórnia, fez ao lado de músicos da pesada como o flautista Bud Shank, o saxofonista Ernie Watts e o baterista Dom Um Romão esse discaço, que já animou muitas noitadas vamoaêzisticas, muitas vezes por cortesia do Brunoise, grande apreciador da obra. Jazz-funk-bossa psicodélico pra ninguém botar defeito! Detalhe curioso que adiciona psicodelia à obra: todos os instrumentos foram gravados em dobro!

João Donato - A Bad Donato (1970)

1 – The Frog
2 – Celestial Showers
3 – Bambu
4 – Lunar Tune
5 – Cadê Jodel? (The Beautiful One)
6 - Debutante’s Ball
7 – Straight Jacket
8 – Mosquito (Fly)
9 – Almas Irmãs
10 – Malandro

Ouveaê!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Vince Guaraldi Trio - A Boy Named Charlie Brown (1964)



Esse aqui é alegria garantida, o pianista Vice Guaraldi ficou famoso pela trilha dos especiais para a TV da turma dos Peanuts, Snoopy, Charlie Brown, Linus, Patty Pimentinha, etc, de Charles Schultz. Quando criança eu adorava os desenhos, e agora to pirando aqui com esse discasso que traz algumas faixas clássicas cheias de groove. Ótimo pra ouvir no trampo e para desestressar em qualquer situação.

Vince Guaraldi Trio - A Boy Named Charlie Brown (1964)

01 - Oh good Grief
02 - Pebble Beach
03 - Happiness is
04 - Schroeder
05 - Charlie Brown Theme
06 - Linus & Lucy
07 - Blue Charlie Brown
08 - Baseball Theme
09 - Freda (With the Naturally Curly Hair
10 - Fly Me To The Moon

Ouveaê!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Airto Moreira - Seeds on the Ground: The Natural Sounds of Airto Moreira (1971)



Ontem no churrasco "jazz'n'ribs' na casa do Mauricio Grilli muito se ouviu essa obra-prima do grande Airto, um dos músicos brasileiros mais respeitados no mundo. Após fazer parte de grupos seminais como Sambalanço Trio e Quarteto Novo, foi na década de 70 pra gringa e fez parte do Quinteto de Miles Davis e da formação original da lendária Weather Report, além de trabalhar com Chick Correa e outros bambas. Nesse disco de 1971 sua percursão é respaldada pelos multiinstrumentos do gênio Hermeto Pascoal, pelo baixo de Ron Carter e a voz de Flora Purim, esposa de Airto. Sonzeraça!

Airto Moreira - Seeds on the Ground: The Natural Sounds of Airto Moreira (1971)

01 - Andei
02 - O Sonho
03 - Uri
04 - Papo Furado
05 - Juntos
06 - O Galho da Roseira
07 - O Galho da Roseira (Part II)

Ouveaê!