segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Various - Lagos Disco Inferno


Outra compilação feita pelo Frank do Voodoo Funk.  Vcs vão adorar!  Diversos artistas de Lagos, Nigeria

Alguns albuns usados na compilação:



Ouveae!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Psychedelic Aliens (1971)




Os Aliens psicodélicos são uma banda de Funk Psicodélico de garagem de Gana que gravaram apenas 8 musicas durante seus 4 anos de existencia.  Um EP de 4 musicas em 70 e dois singles em 71.  O DJ, garimpador de discos e blogueiro de gabarito Frank do Voodoo Funk compilou esse LP.  Parece que tem uma série de 500 caixas com fotos e essa papagaiada toda saindo nos EUA.

Sonzeira de primeira, pra escutar e reescutar sem parar.  Talvez lembre um pouco Booker T, pode ser.  Pra quem gosta de Afrobeat, esse é um bom adendo.  E tem muita coisa pra vir desse garimpo.  Aproveitem e se gostarem, comentem!


To tomando gosto por essas postagens!

Ouveae!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Marcos Valle - Previsão do Tempo 1973




Eventualmente reaparece aquela sensação de nostalgia ao escutar algum som  que nos remeta aos idos dos nossos tempos universitários, de descoberta e mais que tudo curtição.  Apesar de recente, essa época (para nós pós 2000) geralmente tem uma trilha sonora dos 70.  Foi assim com Jorge Ben, Novos Baianos e muitas outras pérolas que não cansam de chegar aos nossos ouvidos, com jeito de novidade, apesar de antigo.

Marcos Valle entra nesse grupo seleto de musicos que inovam e ficam para a eternidade.  Aqui acompanhado da banda Azymuth passando da fase bossa nova para a psicodélica.

Ouveae!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Planet Hemp - Usuário (1995)


Qual foi o melhor disco brasileiro da década de 90?  Muitos diriam 'Da Lama ao Caos' ou 'Afrociberdelia' do Chico Science e Nação Zumbi, ou 'Sobrevivendo no Inferno', dos Racionais MC's. Mundo Livre S.A. Raimundos e até o Mamonas Assassinas, claro, constariam na lista dos Dez Mais. Mas pra mim, nenhum ganha do disco de estreia do Planet Hemp. O grupo de Marcelo D2, BNegão, Rafael, Formigão, Bacalhau e Zé Gonzalez havia gravado uma fita demo, ainda com Skunk, que morreu de Aids em 1994, e já faziam barulho no circuito dos festivais alternativos, mas a porrada provocada por usuário os transofrmaram em banda símbolo da mistureba boa do rock nacional em meados dos anos 90.

Raprockandrollpsicodeliahardcoreragga e um pouco de samba entravam na mistura, fazendo base para as letras 'tapa na cara' metendo o dedo na ferida da hipocrisia da sociedade brasileira. Claro, o tema do disco é a defesa consistente da legalização da maconha, nos hits Legalize Já, Mantenha o Respeito e Fazendo a Cabeça, mas também atacava a violência policial, em Porcos Fardados, mulheres fúteis (P... Disfarçada), racismo (Muthafuckin' Racists) e homenageava Skunk. O clipe de Legalize Já foi censurado, e as acusações de apologia às drogas levaram os integrantes do grupo a serem presos em Brasília. O Planet Hemp fez muito barulho, com shows que não raro acabavam com intervenção policial, e acabou em 2001 com crescentes divergências entre os membros. D2 partiu para uma bem-sucedida, mas muito menos transgressora, carreira solo, BNegão segue mandando bem com seus Seletores de Frequência e os outros instrumentistas se dividem em diversas bandas e projetos. Os outros dois discos de estúdio, Os Cães Ladram... de 1997, e A Invasão do Sagaz Homem Fumaça, de 2000, não tiveram o impacto de Usuário. Já é um clássico do rock brasileiro.

 Planet Hemp - Usuário (1995)


1. Não Compre, Plante!
2. Porcos Fardados
3. Legalize Já
4. Deis Daz Seis
5. Phunky Buddha
6. Mary Jane
7. Planet Hemp
8. Fazendo A Cabeça
9. Futuro Do País
10. Mantenha O Respeito
11. Puta Disfarçada
12. Speed Funk
13. Mutha Fuckin´ Racists
14. Dig Dig Dig (Hempa)
15. Skunk
16. A Culpa É De Quem?
17. Bala Perdida



Ouveaê!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Radiohead - The King of Limbs (2011)


Não se fala de outra coisa. O Radiohead, a banda mais importante dos últimos 20 anos, lançou um disco novo. Eu ainda nem ouvi, tô baixando, mas já jogo aqui pra vossa apreciação! Vamo ver se mantém o nível dos anteriores.

Radiohead - The King of Limbs (2011)


01 - Bloom
02 - Morning Mr Magpie
03 - Little By Little
04 - Feral
05 - Lotus Flower
06 - Codex
07 - Give Up The Ghost
08 - Separator



Ouveaê!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Groundation - We Free Again (2004)


Mas como não tinha nada do Groundation aqui? Temos que resolver isso, e como estamos no ALTO VERÃO um reggae roots sempre cai bem. E bota roots nisso. Apesar de ser uma banda recente da Califórnia, o Groundation soa como uma banda velha da Jamaica em todos os detalhes. As letras são fortemente baseadas na religião rastafari mais ortodxa, cheias de histórias épicas de fuga da babilônia, preces a jah, etc. Mas o som se destaca do panorama um tanto monótono do reggae nos últimos tempos pelo esmero na construção das músicas, com temperos jazzistas e os vocais inconfundíveis do vocalista Harrison Strafford com os convidados de peso Apple Gabriel, do Israel Vibration, e Don Carlos, do Black Uhuru.  O começo com 'Praising já é cabuloso e a toada segue em níveis quase transcedentais de chapação mística com pérólas como 'Music is the Most High'. Se você estiver no litoral e a galerinha quiser ouvir um reggae, bota esse aqui que o sucesso é garantido.

01 - Praising 
02 - Dem Rise
03 - Suffer The Right 
04 - Music Is The Most High
05 - Wish Them Well
06 - We Free Again
07 - Smile
08 - Fourth Dimension 
09 - Feel Jah
10 - I
11 - II
12 - III
13 - IV
14 - The Seventh Seal


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Crosby, Stills, Nash & Young - Deja Vu (1970)


O primeiro álbum do Crosby, Stills e Nash já havia sacudido o mundo florido da geração hippie com o folk rock psicodélico impossível de não se deixar levar junto. A adição de ninguém menos que NEIL YOUNG ao grupo adicionou uma camada tanto de ternura melódica quanto de visceralidade na mistura. A expectativa dos cabeludos de todos os tempos por esse disco era grande em 1970. E eles deram o máximo, gastaram, diz a lenda, 800 horas de estúdio, e fizeram essa obra prima com tudo que os cabeludos maconhistas do mundo mais gostam. obrigatório! Umas das músicas é simplesmente 'Woodstock'. O disco abre com a levadinha GROOOOOOVY de 'Carry On'. E, depois de uma viagem inacreditavelmente lisérgica, com as auto-explicativas 'Teach Your Children', '4+20' e 'Almost Cut My Hair', fecha com o tom meio agridoce de 'Everybody I Love You'. Boa viagem!

Em 2008 o grupo se juntou para a turnê 'Freedom of Speech' que também foi uma campanha contra as guerras dos EUA no Iraque e Afeganistão. Virou um documentário co-dirigido por Young.

Crosby, Stills, Nash & Young - Deja Vu (1970)

01 - Carry On
02 - Teach Your Children
03 - Almost Cut My Hair
04 - Helpless
05 - Woodstock
06 - Deja Vu
07 - Our House
08 - 4+20
09 - Country Girl
10 - Everybody I Love You

Ouveaê!

sábado, 27 de novembro de 2010

Black Sabbath - Os três primeiros: Black Sabbath (1970), Paranoid (1970) e Master of Reality (1971)

Música pode ser realmente algo perigoso para a juventude, assim como as DORGAS E O SÉQUIÇO, mas é aquela coisa, se as pessoas vão atrás de barulho, satanismo, alucinações, fuga da REALIDADE, sensações sensoriais distorcidas, bem, há algum motivo anterior a isso. No final da década de 60 o baguio tava explodindo forte, mas na cinzenta cidade industrial de BIRMINHAM, no norte da Inglaterra, o FLOWER POWER não tinha muita vez. Então os caras mais zoados e fodidos da cidade, que tocavam blues sujo e pesado muito bem, resolveram formar uma banda e colocar o mais zoado deles,  um moleque pobre com seis irmãos que ia mal na escola e tomava porrada dos alunos e dos colegas, chamado Ozzy Osbourne nos vocais.

"Nossa música é uma reação a toda essa babaquice de paz, amor e felicidade. Os hippies ficam tentando te convencer de que o mundo é uma maravilha, mas é só olhar ao redor para ver em que merda nós estamos." (Ozzy Osbourne, circa 1969)

e assim esses caras inventaram o HEAVY METAL DO DÊMO um dos fenômenos culturais mais significativos da segunda metade do século 20. A regra: pegar uma base sólida do mais from hell dos blues, e tocar o mais pesado possível, mas com grande refinamento harmônico e melódico.Colocar letras "tapa na cara da sociedade" louvando a maconha, falando sobre bruzaria, organizações secretas, ocultismo, guerra, ficção científica distópia e DEMÊNCIA em geral. E os vocais inimitáveis de Ozzy as cantando.

assim eles lançaram o primeiro álbum, autoinitulado, em 1970, prenunciando o fim dos sonhs ensolarados hippies e uma década mais nublada:

Black Sabbath - Black Sabbath (1970)


A capa já entrega a pegada SINISTRA desse álbum que abre com efeitos sonoros fantasmagóricos de chuva e sinos e despeja um som que nunca tinha sido ouvido antes, que chocou os ouvidos sensíveis da época. A primeira faixa é quase um MANIFESTO do que esses caras queriam. E na sequência vem The Wizard. Depois disso, o mundo do rock nunca mais seria o mesmo.

01 - Black Sabbath
02 - The Wizard
03 - Wasp/Behind the Wall of Sleep/Bassicaly/N.I.B.
04 - Wicket World
05 - A Bit of Finger/Sleeping Village/Warning
06 - Evil Woman (Bonus Track)
mas talvez a obra prima deles seja mesmo o imortal PARANOID, lançado logo depois

Black Sabbath - Paranoid (1970)

Mais uma vez a capa é sinishtra, e centro a música pega os elementos do primeiro disco e vai além. o que é esse lado A, que abre com WAR PIGS, segue com Paranoid, Planet Caravan e Iron Man?! Só se pode imaginar o impacto que esse som teve na época. E fecha ainda com Fairies Wear Boots!

01 - War Pigs
02 - Paranoid
03 - Planet Caravan
04 - Iron Man
05 - Electric Funeral
06 - Hand of Doom
07 - Rat Salad
08 - Jack the Stripper/Fairies Weat Boots

já em 71, saiu o terceiro, também um petardo:

Black Sabbath - Master of Reality (1971)

Esse abre com a ODE à cannabis sativa Sweet Leaf. Mas na época, cheios da grana que ganharam com Paranoid, eles estavam usando tóxicos mais pesados, inclusive cocaína. Além dessa e de Children of the Grave, o disco tinha algumas músicas mais acústicas, mas ainda assim era demais para as sensibilidades musicais da época (e olha que em 1971 já existia Led Zeppelin, Deep Purple, Stooges, MC5 e outras bandas bem pesadas, mas o Black Sabbath estava além)

01 - Sweet Leaf
02 - After Forever
03 - Embryo
04 - Children of the Grave
05 - Orchid
06 - Lord of this World
07 - Solitude
08 - Into the Void

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Mundo Livre S/A - Combat Samba - E Se a Gente Sequestrasse o Trem das Onze? (2008)





AVISO: POST PANFLETÁRIO

Em homenagem ao valoroso Estado do PERNAMBUCO que representou nessas eleições, e ao povo nordestino de todos os estados (inclusive os milhões que por acaso vivem em São Paulo), é apropriado que esta #musicmonday tenha os grande herois do rock pauduro que conversa com a riqueza imensurável da música regional pernambucana. O grupo de Fred 04 e seus asseclas, com a coletânea que mostra bem um panorama da um tanto errática mas sempre excelente carreira do MUNDO LIVRE S/A, representando direto de Manguetown, Hellcife. #orgulhodesernordestino Viva a integração cultural, viva a cultura livre, viva o mundo livre, abaixo os muros e grades do condomínio!

Mundo Livre S/A - Combat Samba - E Se a Gente Sequestrasse o Trem das Onze? (2008) 

01 - O Mistério do Samba
02 - Édipo, O Homem Que Virou Veículo
03 - Livre Iniciativa
04 - Muito Obrigado
05 - Seu Suor é o Melhor de Você
06 - A Expressão Exata
07 - Terra Escura
08 - Saldo de Aratú
09 - Meu Esquema
10 - Musa da Ilha Grande
11 - E a Vida Se Fez de Louca
12 - Super Homem Plus
13 - Carnaval Inesquecível Na Cidade Alta
14 - Estela (A Fumaça do Pagé Miti Subitxxy)

Ouveaê!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Um frito italiano: Rino Gaetano




Enquanto eu morei em Roma ouvi muito esse cara, sempre achei as musicas bem fritas. Rino Gaetano, o cara que cantava com a voz rouca de balada. Nascido na Calábria, uma das regiões mais pobres da Italia, mudou-se pra Roma aos 9 anos, onde morreu com 30 anos de um jeito que me deixou muito curioso por saber mais sobre seu trabalho: após bater sua Volvo contra um caminhão na Via Nomentana, Rino foi levado a 5 hospitais – todos o recusaram – e morreu na ambulância a caminho do 6°.

Na Itália é assim que morre um cara doidão, que fazia letras e arranjos debochando com as personalidades e políticos italianos na década de 70, ainda em tempos de chumbo.

Depois de ouvir a discografia completa do rapaz, com álbuns produzidos entre 74 e 90, escolhi a coletanea “Gianna e le altre”, de 1990 pra colocar aqui. Talvez não seja o melhor, eu mesmo prefiro “Nuntireggaepiù”, de 74, mas pra quem conhecer antes acho esse mais indicado por ter quase todas as baladas mais fodas.

 

Dentre as canções se destacam a belíssima “Gianna”, que o levou a cantar no festival de San Remo, onde levou o terceiro lugar. Imperdíveis também são a genial “Nuntireggae più”, “Ma il cielo è sempre più blu”, “Spendi Spandi Effendi”, "Ahi Maria", “E cantava le canzioni” e “E Berta filava”, esta ultima considerada pelo proprio Rino como “um rascunho de Gianna”, aquela que o levou a Sanremo.



Alias, pra quem quiser dar uma olhada na pegada do cara recomendo o videoclipe de “Nuntireggaepiù” pra sentir qualéqué.





Rino Gaetano – Gianna e le altre(1990)


1. Ma Il Cielo È Sempre Più Blu
2. Mio Fratello È Figlio Unico
3. Sfiorivano Le Viole

4. Berta Filava

5. Aida

6. Spendi Spandi Effendi

7. Escluso Il Cane

8. E Cantava Le Canzoni

9. Nuntereggae Più

10. Gianna

11. Resta Vile Maschio, Dove Vai?

12. Ahi Maria

13. Nel Letto Di Lucia

14. E Io Ci Sto

15. Solo Con Io

16. Le Beatitudini



“Buon ascolto” ou ouveae

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

The Jesus and Mary Chain - Psychocandy (1985)


Mais um FUNDAMENTO da guitarreira distorcida que antecipa o tal indie antes do termo existir e também aproveita para criar o termo SHOEGAZE, é esse disco de estreia do produto das mentes insanas dos irmãos escoceses Jim e William Reid. Nesse disco o parceiro BOBBY GILLESPIE, que formaria o Primal Scream, faz a bateria, e a produção é do compatriota escocês e outro que foi fundamental no tal indie, Alan McGee, do selo Creation. Mas é a guitarreira sem noção e caprichada no feedback e na microfonia dos irmãos que dá o tom, e foi revolucionária na época. Só que o mais legal, na minha opinião, é que por detrás da muralha de feedback tem melodias mó bonitinhas, como a linda Just Like Honey, que foi redescoberta por Sofia Coppola no filme Encntros e Desencontros, e abre os trabalhos. O resto segue a toada, com pequenas pérolas como Taste of Cindy, Never Understeand e You Trip Me Up.

The Jesus and Mary Chain - Psychocandy (1985)

1. Just Like Honey
2. The Living End
3. Taste the Floor
4. The Hardest Walk
5. Cut Dead
6. In a Hole
7. Taste of Cindy
8. Never Understand
9. Inside Me
10. Sowing Seeds
11. My Little Underground
12. You Trip Me Up
13. Something's Wrong
14. It's So Hard

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

SADAO WATANABE QUARTET - SWISS AIR LIVE AT MONTREUX (1975)


O mestre Allan Roger, fuçador exímio, descobriu o inacreditável blog ORGY IN RHYTHM. Damn, quanta sonzera tem lá. Até vou adicionar ali nos links ao lado esquerdo. E quente de o Allan falou foi esse SADAO WATANABE e seu quarteto no festival de Montreux, ripado do vinil em 320kbps para vossa degustação. O som? Bem, é jazz japonês dos anos 70. Coisa finíssima.

muchas gracias ao Orgy in Rythm. Manda brasa!

Sadao Watanabe Quartet - Swiss Air Live At Montreux (1975)


01 - Masai Steppe
02 - Tanzania
03 - Sway
04 - Way
05- Applause
06 - Pagamoyo

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Dinosaur Jr. - You're Living All Over Me (1987)


Sim, amigo, é oficial, o grande Dinosaur Jr. vem pro Brasil, e os ingressos já estão a venda, e suspeito que vão acabar rapidinho. Eu tentarei ir. Se vocês não conseguirem, fica aqui o melhor disco dos caras, de 1987. Alegria pura com guitarreira distorcida em cima dos vocais dos vocais do gênio J. Mascis, responsável tanto pela guitarreira quanto pelos vocais. Esse foi o disco que colocou a guitarra de volta ao centro das atenções do rock and roll, misturando hardcore, pirações noise a la sonic youth e hard rock melódico. Tudo o que veio depois (pixies, nirvana, smashing pumpkins, pearl jam, etc) deve muito ao grupo de Mascis, Low Barlow e Murph

(aqui no Fliperama Zen tem um texto bem mais legal sobre a história do Dinosaur Jr)

e aqui o clipe mó legal de Over It, do disco novo deles, mostrando que os caras ainda estão em forma



e o fino da bossa, o You're Living All Over Me em versão remasterizada, tinindo

Dinosaur Jr. - You're Living All Over Me (1987)


01 - Little Furry Things
02 - Kracked
03 - Sludgefeast
04 - The Lung
05 - Raisans
06 - Tarpit
07 - In a Jar
08 - Lose
09 - Poledo
10 - Just Like Heaven


Ouveaê!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Thelonious Monk - Brilliant Corners (1957)


Bom, mas vamos manter essa pocilga funcionando! Acho que esse disco aqui ninguém vai reclamar.. e trata-se de um dos grandes discos de jazz da história. Sonzera séria e fina, elegância total, com o mestre Thelonious Monk no piano, Sony Rolins no sax tenor, Paul Chambers no baixo, Max Roach na bateria... O som é bebop na veia, transpirando frescor e vitalidade.

para petiscar, um documentariozinho de dez minutos com depoimentos do produtor do disco, Orrin Keepnews:


e agora, o prato principal:

Thelonious Monk - Brilliant Corners (1957)


01 - Brilliant Corners
02 - Ba-Lue-Bolivar Ba-Lues-Are
03 - Pannonica
04 - I Surrender, Dear
05 - Bemsha Song

Ouveaê!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Vida dura...

é, tiraram mais um post deste ouveae por infringir o Digital Millenium Copyright Act (DMCA). Bom, eu devia esperar que isso fosse acontecer mais cedo ou mais tarde. Desta vez a vítima foi o DJ Shadow. Vou tentar colocar só as historinhas deste e do disco do Cure, sem link, sem foto da capa, vamo ver o que acontece. Mas o fato é que queria postar algo novo aqui hoje, mas broxei. Azeeeeeeite!

terça-feira, 27 de julho de 2010

James Brown - Live at the Apollo (1963)


Tava faltando por aqui alguma coisa do Soul Brother Number One, The Hardest Working Man in Show Business, Mr. Dynamite, the Godfather of Soul, o mestre dos mestres JAMES BROWN. E este show gravado em 24 de outubro de 1962, em plena crise dos mísseis em Cuba, é um registro histórico de mr. Brown. Em 1962 Brown ainda estava relativamente no começo da carreira, mas já começava a enfileirar sucessos entre o público negro. Jovem e repleto da energia que o tornou lendário, respaldado pela não menos lendária banda de apoio The Famous Flames, ele subiu ao palco do famoso Apollo Theater, meca da música negra encravada em pleno Harlem, conhecido pela platéia mais do que exigente. Seus maiores hits, como 'I Got You (I Feel Good)', 'Papa's Got a Brand new Bag' e 'Sex Machine' ainda não tinham sido compostos, mas a coleção de músicas do show é recheada de pedradas, que vão de pepitas do soul mela cueca como 'Lost Someone' e 'Please Please Please' a porradas como 'Think' e 'Night Train', levando o público (principalmente o feminino), ao delírio. A lenda de James Brown começou naquela noite no Harlem. E pensar que o dono da gravadora de Brown não queria pagar pela gravação do espetáculo, que Mr. Dynamite pagou do próprio bolso.. Sonzera obrigatória para quem quer entender a música negra americana na segunda metade do século 20.

James Brown - Live at the Apollo (1963)


01 - Introduction by Fats Gonder/Opening Fanfarre
02 - I'll Go Crazy
03 - Try Me
04 - Think
05 - I Don't Mind
06 - Lost Someone
07 - Medley: Please, Please, Please/You've Got the Power/I Found Someone
08 - Night Train
09 - Think
10 - Medley: I Found Someone/Why Do You Do Me/I Want You So Bad
11 - Lost Someone
12 - I'll Go Crazy

Ouveaê!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Groove Collective - It's All in your Mind (2001)


Mais uma rapidinha, esse disco de 2001 do Groove Collective, como o próprio nome já diz coletivo de bambas do Acid Jazz formado no início dos ano 90 pelo flautista Richard Worth. No começo mais focado na mistura do acid jazz com o hip hop, com o passar do tempo o som do Groove Collective foi se transformando com a entrada de diversos feras do jazz moderno. Este registro de 2001 é carregado de sons viajantes, grooves hipnóticos, linhas de baixo funkeadas e uma insuspeita pegada latina. Ideal para ouvir diboa em casa relaxando no sofá, bem acompanhado.

Groove Collective - It's All in your Mind (2001)


01: Time Pilot
02. Ransome
03. Dance With You
04. Earth To Earth
05. You're Stepping On My Daisy
06. Stargazer (Feat. Chucho Valdes)
07. Winner
08. In Your Mind
09. Ocean Floor
10. Priye
11. Skye
12. Comparsa Tunina
13. Demon Chaser



Ouveaê!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

VA – Funk on Film: 70′s Screen Scene Funk


Sem muita falação, deixo hoje para vocês essa bela coletânea de sonzeras funk, deep funk, jazz-funk, funk pra ninguém botar defeito, que embalaram as trilhas sonoras de filmes blaxploitation nos anos 70. Só mestres do quilate de Quincy Jones, Herbie Hancock, Jimmy Smith, Ray Barreto, Lalo Schiffrin... Além de clássicos como os temas de Missão Impossível e do James Bond, duas das músicas são facilmente reconhecíveis. "Money Runner", de Quincy, virou trilha de abertura do "Hermes e Renato", e "Bronging Down the Birds", de Herbie, foi sampleada pelo Deee Lite no clássico das baladas "Groove is in the Heart". Groove is in the heart indeed!

VA – Funk on Film: 70′s Screen Scene Funk

1. Johnny Pate – You’re Starting Too Fast
2. Dennis Coffey – Theme From Black Belt Jones
3. Quincy Jones – Money Runner
4. Herbie Hancock – Bringing Down the Birds
5. The Young Lovers – Barbarella
6. Henry Mancini – Streets of San Francisco
7. Jimmy Smith – Mission Impossible
8. Ray Barretto – Senor 007: James Bond Theme
9. The Nite-Liters – Buck and the Preacher
10. Quincy Jones – They Call Me Mr. Tibbs
11. Johnny Pate – Shaft in Africa
12. Quincy Jones – Fat Poppadaddy
13. J.J. Johnson – Willie Escapes
14. Edwin Starr – Easin’ In
15. [unknown] – Brents Interrogation (vocal skit)
16. Lalo Schifrin – Ape Shuffle
17. Roy Ayers – Aragon
18. Penny Goodwin – Too Soon You’re Old
19. [unknown] – Williams and Roper (vocal skit)


Ouveaê!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Cartola, o Bluesman do Brasil

(post dedicado ao Bin Laden) *piada interna*


"Gosto de fazer samba de dor de cotovelo, falando de mulher, de amor, de Deus, porque é isso que acho importante e acaba se tornando uma coisa importante"


O Blues e o Samba são duas manifestações distintas dos ritmos africanos que foram levados pelos escravos para as Américas. O blues se originou entre os negros trabalhadores agrícolas do sul dos Estados Unidos, em ambiente rural, mas só tomou sua forma final nos centros urbanos, como Nova Orleans, Memphis e Chicago. No Brasil deu-se o mesmo, e o samba como conhecemos se originou em Salvador e no Rio de Janeiro. Ambos também tem em comum o amálgama dos ritmos africanos com as melodias da música européia. E também compartilham a temática das músicas: amores perdidos, mulheres, Deus, saudades e a crônica da vida nas camadas mais baixas da sociedade. Mas o ritmo que surgiu nos trópicos do hemisfério sul é diferente do originário das áreas temperadas do hemisfério norte. O samba, por exemplo, é muito mais calcado na percursão dos tambores, pandeiros e tamborins, junto com o cavaquinho e o violão, este último o instrumento típico do blues.

E se existe um sambista que poderia muito bem ser um típico bluesman se seus antepassados tivessem sido levados para o delta do Mississipi e não para o Rio de Janeiro, este seria Angenor de Oliveira, o Cartola. Primeiro de oito filhos do casal Sebastião Joaquim de Oliveira e Aída Gomes de Oliveira, nasceu em 1908 no bairro do Catete, onde o pai era funcionário do Palácio Presidencial. Depois a família se mudou para Laranjeiras, e o menino Angenor (que deveria se chamar Agenor, mas foi vítima de erro do escrevente no cartório ao ser registrado), torcedor do Fluminense, o time do bairro, teve acesso à escola primária, algo raro para crianças negras na época. Também desde garoto ele brincava o carnaval nos ranchos e blocos de Laranjeiras. Mas a situação da família ficou difícil e em 1919 se mudaram para o Morro da Mangueira, na Zona Norte, onde então havia uma pequena favela, com menos de 50 barracos. Lá, o adolescente Angenor, já tendo largado da escola, se tornou protegido do grande sambista e malandro Carlos Cachaça. Foi trabalhar de pedreiro, e por usar um chapéu coco para proteger a cabeça do cimento, ganhou o apelido. Aos 17 anos, sua mãe morreu e os crescentes conflitos com o pai por causa de seu comportamento boêmio o levaram a sair de casa. Começou a viver na vadiagem, dormindo em vagões de trem, perambulando pela noite e frequentando prostíbulos, onde adquiriu uma variedade de doenças venéreas. Essa vida de malandragem o levou a se enfraquecer, e Cartola foi "adotado", por Deolinda, uma vizinha mais velha, com quem acabou se casando. Em 1925 criou, com Carlos Cachaça e outros malandros do morro, o Bloco dos Arengueiros, que três anos depois se tornou a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira. Na década de 30 seus sambas começaram a fazer sucesso na voz de famosos cantores da época, como Mário Reis e Francisco Alves. Conheceu e ficou amigo de Noel Rosa, e juntos compuseram "Tenho um novo amor", gravada por Carmen Miranda. Vários de seus sambas foram levados pela Mangueira para os desfiles de Carnaval.

Em 1940, Cartola foi convidado pelo Maestro Heitor Villa-Lobos, juntamente com outros músicos como Donga, Jararaca e Ratinho, João da Baiana e Pixinguinha, para uma gravação de músicas dos diversos ritmos afro-brasileiros, encomendados pelo maestro americano Leopold Stokowski. A histórica gravação está hoje preservada no Registro Nacional de Gravações da Biblioteca do Congresso Norte-Americano. Nesta época Cartola tinha um programa de rádio chamado "A voz do morro", onde apresentava novos sambistas. Mas pouco após estas consagrações, veio a reviravolta trágica digna de um blues. Em 1947 brigou com a nova diretoria da Mangueira e deixou o morro. Pouco após, sua amada Deolinda morreu, e ele teve uma doença grave, provavelmente Meningite. Cartola sumiu do mapa, e muitos achavam que estivesse morto. Passou assim as próximas duas décadas, trabalhando em subempregos e entregue à bebida. Foi "salvo" pela segunda mulher da sua vida, Eusébia do Nascimento, a dona Zica, que o levou para morar com ela na Mangueira.

Mas o sambista Cartola só foi redescoberto em 1957, quando trabalhava de vigia e lavador de carros em um prédio de Ipanema. Foi reconhecido pelo jornalista Sérgio Porto, mais conhecido pela alcunha de Stanislaw Ponte Preta. Porto resolveu ajudar o sambista, em uma série de artigos divulgou que ele estava vivo, e o levou a fazer apresentações na rádio e em show. Na década de 60, com a ajuda de admiradores da Zona Sul carioca, Cartola e Dona Zica abriram o lendário bar Zicartola, no centro do Rio, que se tornou um dos principais locais de encontro dos sambistas de raiz com os jovens de classe média que naquela época desenvolviam a Bossa Nova. Apesar da programação musical impecável e os famosos quitutes preparados por dona Zica, o bar era mal administrado e fechou após apenas dois anos. Mas foi o suficiente para que, com parceiros como Élton Medeiros e o velho companheiro Carlos Cachaça, Cartola compusesse de improviso, no bar, duarante as noitadas, belíssimos clássicos como "O sol nascerá" e "Alvorada". A primeira fez parte do repertório do histórico concerto "Opinião", organizado por Nara Leão, que o tornou definitivamente conhecido pelo público mais jovem, de classe média.

Foi apenas em 1974, aos 66 anos, que Cartola gravou seu primeiro LP, graças aos esforços do pesquisador musical Marcus Pereira. Respaldado por excelentes músicos, como o violonista e arranjador  Dino Sete Cordas, Cartola gravou uma impressionante coleção de algumas das mais belas músicas da história da música brasileira. Com letras de impecável português, equilibrando magistralmente elegância e emoção, tratando dos temas citados no começo deste post, ou seja, muita dor de cotovelo, corações partidos e uma "tristeza alegre", traduzida em músicas como "Tive Sim"(feita para dona Zica), "Corra e olhe o céu", "Quem me vê sorrindo", "Disfarça e chora", "Acontece", "alvorada" e "O Sol nascerá". Mesmo músicas aparentemente mais alegres, como as duas últimas, tinham um subtexto de tristeza comparáveis aos mais tristes blues. Em 1976, saiu seu segundo LP, que trazia outros clássicos como "As rosas não falam", "Senhora Tentação", a tristíssima "O mundo é um moinho" e a maravilhosa "Preciso de me encontrar", essa composta por Candeia. Cartola morreu em 1980, mas suas músicas viverão para sempre. Enquanto houver um coração partido, suas letras e suas melodias tristes farão sentido.



Cartola - Cartola (1974)


1 - Disfarça E Chora (Cartola - Dalmo Casteli) 
2 - Sim (Cartola - Oswaldo Martins) 
3 - Corra E Olhe O Céu (Cartola - Dalmo Casteli) 
4 - Acontece (Cartola) 
5 - Tive Sim (Cartola) 
6 - O Sol Nascerá (Cartola - Elton de Medeiros) 
7 - Alvorada (Cartola - Carlos Cachaça - Hermínio B. de Carvalho) 
8 - Festa Da Vinda (Cartola - Nuno Veloso) 
9 - Quem Me Vê Sorrindo (Cartola - Carlos Cachaça) 
10 - Amor Proibido (Cartola) 
11 - Ordenes E Farei (Cartola - Aluizio) 
12 - Alegria (Cartola) 


Ouveaê!


Cartola - Cartola (1976)




01 - O Mundo é um Moínho
02 - Minha
03 - Sala de Recepção
04 - Não Posso Viver Sem Ela
05 - Preciso Me Encontrar
06 - Peito Vazio
07 - Aconteceu
08 - As Rosas Não Falam
09 - Sei Chorar
10 - Ensaboa Mulata
11 - Senhora Tentação
12 - Cordas de Aço 



Ouveaê!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Gilberto Gil - Ao Vivo na Escola Politécnica da USP (1973)

A Lígia deu a dica e eu coloco aqui pra manter este Ouveaê vivo em tempo de Copa do Mundo. Recém-chegado do exílio em Londres e com o repertório de 'Expresso 2222' na ponta da língua, Gil foi convidado pelos estudantes da USP para fazer um show de protesto pela tortura e morte do estudante de Geologia Alexandre Vannuchi Leme pela ditadura militar. Durante mais de três horas, ele cantou e conversou com a estudantada, só na baase da voz e o violão. durante as músicas, o silêncio da platéia é total. Quando Gil fala, ouvem-se risadas e aplausos. A qualidade da gravação, feita nos bons e velhos gravadores de rolo, é perfeita. Sintam-se transportados àquela época

Créditos para o Toque Musical

Gilberto Gil - Ao Vivo na Escola Politécnica da USP (1973)

gil fala
chicletes com banana
minha nêga na janela
senhor delegado
eu quero um samba
meio de campo
cálice
gil fala
o sonho acabou
ladeira da preguiça
expresso 2222
procissão
gil fala
domingo no parque
gil fala
umeboshi
objeto sim objeto não
gil fala
ele e eu
noite morena
cidade de salvador
iansã
eu só quero um xodó
edith cooper
back in bahia
filhos de gandhi
eu preciso aprender a só ser
cálice (final)

Ouveaê! Parte 1 - Parte 2